Crônicas & Opiniões - Coluna de colaboradores do Correio
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Perdeu ou Perdemos? ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 31/08/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC Diante de uma pesquisa de intenções de votos semelhante a um campeonato de pontos corridos, onde só tem um campeão e vários rebaixados, a sensação é que tudo esta consumado. Todavia, um simples escândalo político poderá alterar ou consolidar de vez a campanha presidencial. Dessa forma quero dizer que o eleitorado brasileiro é uma caravela num oceano tranquilo, mas uma simples tempestade mudará seu destino facilmente. E ao acompanhar o pensamento de nossos políticos é isso que estão fazendo. Uns dando passos já administrativos e outros tentando dizer que ainda estão vivos e buscando ocasionar um maremoto ou tsunami.

Contudo, só mesmo um grande escândalo político para mudar completamente o destino dos votos brasileiro para os presidenciáveis, pois, tucanos ou petistas a social-democracia européia reinará nos próximos quatro anos. O que começou com Fernando Henrique Cardoso, continuou com Presidente Lula e permanecerá. Basta saber quando terminará. Entretanto, algumas coisas funcionaram. Luis Inácio Lula da Silva colheu muito nos últimos oito anos e plantou pouco. Aos que se ofenderam tentem pensar além das políticas sociais com funcionabilidade eleitoral, superlotação da máquina estatal e dos trabalhos temporais, que englobou pequenos projetos municipais ou estaduais e requentou num grande chamado PAC.

Por outro lado, as eleições deste ano ficarão para ser estudada e entendida pela história. Pois, como explicar as coligações de Lula, Collor, Sarney e Renan Calheiros? O sindicalismo virou elite. E os ossos de Marx e cia devem estar tremendo na cova. Como compreender também a transposição de votos do presidente Lula para sua candidata? Que nunca disputou nada e teve experiência empresarial não bem sucedida numa loja de bijuterias. Às vezes sinto que o eleitorado reagiu de forma positiva com a ideia de que será o próprio Lula que vai mandar mais quatro anos. Afinal não houve receio quanto a isso e sim uma segurança.

Doravante, não é o Serra e Marina com os nanicos que vão perder as eleições. E nem adianta pensar em votar no fulano ou cicrano que vai ganhar, para não perder seu voto. Mas a falta de uma eleição presidenciável de forma discutida e reflexiva fez todo o Brasil perder. Para termos uma noção quem se destacou foram os deputados nos seus segundos de televisão. Convenhamos, alguns perderam a noção ou estão tentando mostrar para a população que o período é crítico. O que podemos ver foi à falta de uma direita de verdade e uma esquerda com propostas concretas. Em outras palavras, tivemos uma oposição omissa, discursando sobre fatos passados e não apresentando nada para o futuro.

Depreendo tentando dizer que devemos estar atentos aos projetos e não aos barulhos eleitorais e imagens cinematográficas. Acredito que o Lula vai tentar mandar, embora, pelo histórico de Dilma isso não acontecerá. Tem tudo para ser Dilma começando com todos e terminando sozinha. E para os próximos anos a tendência é de ser de “vacas magras”, será preciso tomar importantes decisões e torcer para Fernando Collor não sair presidente em 2014.

Violência para Todos! ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 24/08/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC O que temos em comum hoje em nossa sociedade é a violência. Você já parou pra pensa nisso? Corremos o risco de estarmos fazendo o mesmo percurso para o trabalho ou de retorno para casa, e ser assaltado, baleado, esfaqueado, etc. Embora que, esse problema não começou em nossa era e nem terminará. Mudam-se os personagens e os contextos, e permanecem os mesmos desrespeitos contra nossa humanidade. Sempre vamos nos deparar com a violência coletiva, estatal, estrutural, cultural e individual. E o que fazer para amenizar? Como se ter segurança? Trancar-se em casa? Fugir da cidade? Afinal, até mesmo no campo vamos encontrar sangue derramado ou dinheiro desviado, na sua proporção habitacional. Todavia para superar a violência em nosso meio precisa-se investir em desenvolvimento social e econômico. Ainda assim não eliminaremos a violência de nosso convívio.

Para muitos a violência pode ser um mal entre os seres humanos. Aos mais espiritualizados poderão invocar divindades malignas. Enquanto filósofo, o tema é pertinente por muitos pensadores e me ponho a tentar refletir e expor como um problema de múltiplas carências das populações de baixa renda e ficando suscetíveis pela escolha de vias ilegais. E essa opção ilegal é fundamentada pela tolerância cultural aos desvios sociais e deficiência de nossas instituições de controle social. Ou seja, polícia ineficiente – com deficiência nos treinamentos, salários incompatíveis e a vulnerabilidade à corrupção –, estrutura e processos judiciários arcaicos e sistema prisional caótico.

Por conseguinte, compete a que parcela da sociedade para obtermos mudanças? De nossos políticos? Da população? Quem sabe a tentativa de diminuir a desigualdade social pode ser um meio. Porém a mentalidade do dinheiro imediato, mesmo sobre risco de prisão ou morte, deve ser substituída. Deparamos com outro grande problema: quem é que vai deixar de ter dinheiro fácil por meios ilícitos e querer entrar no mercado de trabalho brasileiro? Por outro lado, investir em segurança pública como repressora não solucionará o problema. Entretanto não podemos contar com policia ineficiente. Contudo, para tratar desse problema exige uma participação da sociedade e empenho singular de órgãos administrativos.

A violência de nosso tempo é complexa. A culpa não pode cair sobre os mais pobres. Os “doutores” também contribuem para o índice de criminalidade; são inúmeros os casos de famílias estabilizadas economicamente e destruídas pela violência que nasceu no próprio berço. Retomo aqui a ideia que a violência é democrática. Pergunto então: por que a paz não é democrática? Porém, o único caminho para construir a paz é pela participação de todos. Pelo desejo e vontade de cada cidadão. Depreendo com outra pergunta: por que devemos buscar a paz, a tranquilidade, o respeito, a felicidade só depois da morte? Sonhar com a “vida eterna” pode ser um meio de querer fugir da realidade ou querer conforto. Lembre-se, o seu voto pode transformar essa sociedade e não a celestial. Logo quem quiser vida segura deve lutar por ela e não ficar sentado esperando.

Lula e Collor com Dilma! Ou ao contrário? ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 16/08/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC Se é que podemos dizer que exista lua-de-mel na política, talvez seja na campanha eleitoral. Que PSDB e PT devam estar digladiando pelo poder é normal, embora o que dizer de Minas Gerais? Como pode água e óleo trabalharem juntos? Na hora que levantar fervura vai dá um barulho daqueles. Será que nossos avôs conceberiam trabalhar com um partido diferente? Quem sabe. Doravante o que temos hoje são ideologias semelhantes. Ou seja, é preciso de uma lupa para saber até aonde vai Dilma (PT) e onde começa Serra (PSDB). A Direita está no PT e no PSDB. O que realmente posso afirmar que suas diferenças estão na experiência eleitoral.

Para presidente o eleitorado brasileiro irá remar nas ondas da continuidade. Deixando de lado o discurso de mudança. Afinal, em nossos tempos gerar novos empregos não dependem mais do próprio Brasil. É uma consequência do ritmo econômico mundial. Que vem apontando China como segunda economia e EUA tendo outra queda. A economia estadunidense é como um viciado que tenta fugir e se vê cada vez mais próximo de seus fantasmas. E levando a família toda ao desespero e despesas.

Por outro lado, a campanha eleitoral e presidencial continua com suas promessas e viagens, e agora na televisão com horário político que não tem nada de gratuito. Viva o “Oscar brasileiro”. Estar nos rádios e TV´s simboliza uma das últimas etapas antes de confirmarmos nossos votos na urna eletrônica. Por conseguinte, será um festival de abraços, beijos e declarações de amor. Com grandes expectativas aguardo pelos elogios de Lula, Collor e Dilma – vice-versa.

Não se espante. Não pense que o brasileiro tem memória curta. Ele sabe muito bem quem foi Collor e a bandeira que Lula levantava. Que ambos hoje levantam Dilma. O que temos aqui é que nossos políticos não guardam mágoas em período eleitoral. Perdoam fácil. São como crianças brincando, que depois de uma briguinha já são amigas outra vez. Agora o povo brasileiro deve mostrar que estão maduros e aprenderam com o passado. Agora me pergunto, será que é verdade o que acabei de escrever?

Nem sei o que dizer. Não espero mais nada também da política brasileira. Vamos ficar com o Ficha Limpa e as palavras sujas.

No Bolso–família ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 16/08/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC O tempo de ter um bloco político seguindo os princípios russos e estadunidenses já ficou no passado. Até mesmo o marxismo na América Latina não tem mais tanta expressão assim. E ao olharmos uma eleição presidencial, que vai concentrando para um bipartidarismo, poderemos perceber que questões como o setor social é o mais vigente na campanha eleitoral. Que por um lado é um conforto para quem não possui nada, e por outro lado uma máquina de fabricar votos.

Recentemente a revista britânica The Economist abordou o programa Bolsa Família. E mostrou que o Bolsa Família não é tão eficaz nas áreas urbanas como nas rurais. A previsão é que a pobreza aumente nas áreas urbanas segundo a revista. A The Economist aponta que o Bolsa Família tem sido eficaz no combate ao perfil antigo da pobreza; que seria à desnutrição, falta de água tratada, de atendimento de saúde; enquanto o novo perfil que seria dependência de droga, violência, desestruturação familiar, degradação ambiental, o programa não consegue atingir.

Entretanto, os programas de transferência de renda garantidos pela constituição de 1988 – como a Previdência Rural e o Beneficio de Prestação Continuada – têm um impacto mais significativo na redução da pobreza, enquanto, o Bolsa Família vem em terceiro lugar. Para termos noção da importância do Bolsa Família, atualmente 12,6% da população brasileira vive em situação de indigência e outros 32% em situação de pobreza. E segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) aponta que sem o Bolsa Família a indigência saltaria para 13,9% e a pobreza para 33%.

O programa Previdência Rural foi criada em 1971, no regime militar, e com pensões limitadas a 30% dos benefícios. O governo Fernando Henrique Cardoso pôs em prática a universalização previdenciária com a ampliação dos benefícios para um salário mínimo, e redução da idade de aposentadoria de 60 para homens e 55 para mulheres. O Beneficio de Prestação Continuada está incorporado às contas do Instituto Nacional do Serviço Social (INSS) e atende 3,1 milhões de pessoas. Doravante o programa Bolsa Família busca atender um público excluído nas determinações constitucionais. Atualmente 11 milhões de famílias são atendidas e recebem entre 20 e 200 reais.

Todavia a campanha eleitoral vai buscar esse norte. Promessas de encher nossos bolsos de dinheiro, e consequentemente manterem a desigualdade social. Ou seja, para o presente a população carente precisa sim de ajuda e não de esmola. O Estado deve auxiliar os que precisam e também proporcionar uma promoção humana. Não se pode condicionar famílias e famílias a viverem no mínimo e custeados por programas sociais. Sem dúvida o primeiro passo é esse. O segundo é gerar condições para sua própria subsistência. E como vamos promover brasileiros se o ensino é quantitativo e não qualitativo? A renda é a mínima e a desigualdade social é a máxima?

Depreendo na expectativa de que os interesses dos atuais candidatos para essa enorme população brasileira necessitada não é apenas o voto. O Brasil deve ser visto como uma grande família e não como uma grande massa.

No Bolso–família ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 10/00/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC O tempo de ter um bloco político seguindo os princípios russos e estadunidenses já ficou no passado. Até mesmo o marxismo na América Latina não tem mais tanta expressão assim. E ao olharmos uma eleição presidencial, que vai concentrando para um bipartidarismo, poderemos perceber que questões como o setor social é o mais vigente na campanha eleitoral. Que por um lado é um conforto para quem não possui nada, e por outro lado uma máquina de fabricar votos.

Recentemente a revista britânica The Economist abordou o programa Bolsa Família. E mostrou que o Bolsa Família não é tão eficaz nas áreas urbanas como nas rurais. A previsão é que a pobreza aumente nas áreas urbanas segundo a revista. A The Economist aponta que o Bolsa Família tem sido eficaz no combate ao perfil antigo da pobreza; que seria à desnutrição, falta de água tratada, de atendimento de saúde; enquanto o novo perfil que seria dependência de droga, violência, desestruturação familiar, degradação ambiental, o programa não consegue atingir.

Entretanto, os programas de transferência de renda garantidos pela constituição de 1988 – como a Previdência Rural e o Beneficio de Prestação Continuada – têm um impacto mais significativo na redução da pobreza, enquanto, o Bolsa Família vem em terceiro lugar. Para termos noção da importância do Bolsa Família, atualmente 12,6% da população brasileira vive em situação de indigência e outros 32% em situação de pobreza. E segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) aponta que sem o Bolsa Família a indigência saltaria para 13,9% e a pobreza para 33%.

O programa Previdência Rural foi criada em 1971, no regime militar, e com pensões limitadas a 30% dos benefícios. O governo Fernando Henrique Cardoso pôs em prática a universalização previdenciária com a ampliação dos benefícios para um salário mínimo, e redução da idade de aposentadoria de 60 para homens e 55 para mulheres. O Beneficio de Prestação Continuada está incorporado às contas do Instituto Nacional do Serviço Social (INSS) e atende 3,1 milhões de pessoas. Doravante o programa Bolsa Família busca atender um público excluído nas determinações constitucionais. Atualmente 11 milhões de famílias são atendidas e recebem entre 20 e 200 reais.

Todavia a campanha eleitoral vai buscar esse norte. Promessas de encher nossos bolsos de dinheiro, e consequentemente manterem a desigualdade social. Ou seja, para o presente a população carente precisa sim de ajuda e não de esmola. O Estado deve auxiliar os que precisam e também proporcionar uma promoção humana. Não se pode condicionar famílias e famílias a viverem no mínimo e custeados por programas sociais. Sem dúvida o primeiro passo é esse. O segundo é gerar condições para sua própria subsistência. E como vamos promover brasileiros se o ensino é quantitativo e não qualitativo? A renda é a mínima e a desigualdade social é a máxima?

Depreendo na expectativa de que os interesses dos atuais candidatos para essa enorme população brasileira necessitada não é apenas o voto. O Brasil deve ser visto como uma grande família e não como uma grande massa.

A Propaganda eleitoral gratuita merece um Oscar ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 03/08/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC A velha e famosa frase “a propaganda é a alma do negócio” entra em cena nas eleições brasileiras outra vez. E você concorda com isso? É correto ter político aparecendo na TV como galã de novela e outros verdadeiros execráveis? E por que geralmente temos discursos diferentes de ações? Ou seja, se a proposta de governo fosse tão boa ou que ao menos refletisse as necessidades da população brasileira, não seria preciso aliciar. E será que alguém vai falar o campeão de baixo ibope de programa? Caso fale, será com teor de politicagem e não com consciência política. Basta!

Doravante, a população brasileira atordoada pelas responsabilidades cotidianas da nossa realidade, tais como a luta pela subsistência econômica, cultural, social e etc; e desconfiada com a falta de caráter de nossa classe política, deixa de dar a devida atenção ao momento que lhes é proporcionado através do ato de votar, sendo que todo esse reflexo deriva justamente do processo eleitoral. Ou seja, historicamente, nota-se que a relação entre os seres humanos e poder de governar é por demasiada abstrata, sob o prisma do discurso e das ações. E tornando-se melancólica aos resistentes homens e mulheres de fé e esperança na sociedade justa e igualitária.

Essa dicotomia entre discurso ideológico e ações, vem sendo “absorvida” pela sociedade por falta de espírito coletivo solidário(luta). O resultado é a cooptação de lideranças de movimentos sociais por governos, que decorre no silêncio da sociedade civil frente a abusos, descaso, e políticas públicas objetivas. Sendo que a cooptação, muitas vezes é feita de caso pensado por gestores, pois calando as lideranças cala-se a sociedade. E com isso temos o nosso maior problema político-social que é o da consciência coletiva. Contudo, poucas coisas constroem uma consciência coletiva, e o que perdemos é educação, liberdade, emprego, e igualdade. Consequentemente nós não conseguimos dada a desorganização social e o interesse em manter a sociedade desigual para o privilégio de poucos.

Os telespectadores e também eleitores encontram a melhor hora de dar um basta nessa política manchada por dinheiro em meia, cuecas, mensalões, desrespeito as leis, etc; Com certeza a reprise dessas imagens e outras se forem ao ar, será novamente por politicagem, por falta de propostas e por acreditarem que o povo tem memória curta. Muitas coisas são precisas para mudar essa política desonrosa. Porém, a mudança das propagandas eleitorais é uma delas. Chega de viver na ilusão de uma democracia que concebe dez minutos para alguns e dez segundos para outros. Por favor, parem de reproduzir imagens cinematográficas. Nós somos eleitores e não jurados de cinema.

Depreendendo com o pensamento de que os candidatos deveriam se enfrentar dois a dois, e que através dos debates poderíamos realmente conhecer cada um e seus projetos. Ou melhor, quem sabe dar à população a oportunidade de acompanhar a cada semana um tema diferente onde todos debateriam iguais. Ou quem sabe, evoluir ao ponto da população não votar mais em pessoas, mas sim em propostas? Portanto, as grandes mudanças foram feitas com pequenos passos; e o primeiro é a socialização da propaganda eleitoral, com tempos iguais para os candidatos. Afinal, queremos ou não uma sociedade justa? Ou querem comprar nossos votos através de belas imagens?

135,8 milhões ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 27/07/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC Sinceramente, é melhor escrever sobre política fora de período eleitoral. Ou seja, de forma natural para muitos vão pensar que devo querer fazer campanha, visando algum partido de preferência ou candidato por aproximação e consciência política. Entretanto, me encontro pela primeira vez num início de campanha eleitoral e eu não tenho candidato. E me pergunto se devo ter. Provavelmente devem existir muitas outras pessoas assim, e de quem é a culpa? Simples a respostas, é dos políticos.

Fico imaginando como seria uma eleição no Brasil, se o voto fosse facultativo. E também fico sonhando com a volta da cédula. Pois, não confio na urna eletrônica. Afinal, tudo que é eletrônico possuiu grandes chances de ser burlado. O que poderia garantir que as milhares de urnas eletrônicas não correm o risco de omitir os votos? Doravante, passamos por tempos difíceis de muitas corrupções no nosso cenário político. E corromper uma urna para se manter no poder, é o de menos.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aponta 135,8 milhões de eleitores aptos para votarem neste ano. Continuamos tendo o público feminino como a grande maioria e força, com 70,4 milhões de votos. Enquanto os homens são apenas 65,2 milhões de votos. E apenas 6,7% do eleitorado possuem o grau de instrução de superior completo ou incompleto. Com um dado interessante, caindo o número de eleitores de 16 e 17 anos. E de quem é a culpa? A participação do jovem na política é um símbolo. Seja qual for o país. E por que no Brasil houve essa queda? De quem é a culpa?

Como gostar de política, que é feita com dinheiro na cueca? Do dinheiro na meia? Dos mensalões? A corrupção da política brasileira e as inúmeras pizzas nos deixaram um gosto amargo na boca. E o pior que, para milhões de brasileiros hoje tudo o que tem de valor em suas mãos é seu voto. E nas condições de abandono e por necessidades e até mesmo por falta de instrução eleitoral, eles estão disposto a venderem seus votos. E de quem é a culpa? Sabemos que é errado. Mas muita corrupção vai acontecer, se cada um desses 135,8 milhões de eleitores estiverem a fim de contribuir.

Se existe sonho de mudanças e acabar com essa vergonha da corrupção política, o momento é este. Os próximos quatro anos serão consequências do seu voto. Podemos fazer nossa parte de conscientização política. Procurando não convencer nossos amigos a votarem em sujeitos que compram votos. No entanto, para votar é preciso olhar a biografia do candidato. Conhecer seus projetos e o que ele já fez na sua vida política. E se chegarmos a outubro, e você não encontrar ninguém digno de sua confiança. Meu conselho é que justifique seu voto. Pois, votar em nulo ou em branco é a mesma coisa que votar em malandro.

Depreendo, com um sentimento de utopia. E utilizo palavras de um grande amigo: “Acho digno manter-se fiel àquilo que você acredita, mesmo sabendo que você pode perder votos com isso. Devemos escolher um cara brilhante, que faça uma campanha belíssima reafirmando o valor da educação como principal mola mestra do país”. Por conseguinte, não tenho vergonha de sonhar com um país digno. Minha vergonha maior é de ter alguns políticos em exercício.

E na Caverna havia uma Mosca ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 19/07/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC Cada um de nós possui algumas certezas e incertezas também. E se tratando de hábitos, seja qual for, por exemplo, dificilmente trocamos o local onde costumamos fazer nossos lanches, ou ainda, mudar nosso tradicional pedido. Doravante, um menino do campo, com os seus conhecimentos infinitos onde mora e limitado na cidade e quando chega ao meio urbano, entre o medo e a vergonha seus olhos descobrem um novo mundo. Numa eventualidade que esse menino venha residir nessa nova civilização, provavelmente mudará seu modo de se comunicar, de se vestir, de pensar e até mesmo de brincar.

Agora, gostaria que pensasse no seu caso. Você é receptível a mudanças? Parece que o ser humano contemporâneo continua com o medo do novo. De escolher ir de ônibus e não de avião – desconsiderando o fator econômico e levando em conta a coragem. Será que nos falta ousadia? Coragem? Ou somos acomodados? Portanto, pensamos então em eleições; quais são os nossos critérios para elegermos um candidato? Como costumo dizer: religião é fé; futebol é paixão e política é consciência. E não adianta misturar os três. Ou seja, para votar temos que ter, sobretudo, consciência e não a mesmice de querer continuar naqueles que visam dinheiro ou poder. E o poder é como a picada da mosca azul, de Machado de Assis. Nunca se esquece.

Há muitas elucidações que podem nos mostrar que é possível abrir nossos olhos. Em Platão, com o Mito da Caverna, ele procura mostrar que após ver as imagens verdadeiras não vamos querer mais ver as sombras. Por conseguinte, quando realmente presenciarmos o desenvolvimento, trabalho e salários dignos, não vamos querer voltar às promessas. Imaginamos, se hoje os impostos fossem reduzidos, sentiríamos saudades dos atuais elevados impostos? Às vezes continuar o que alguém começou pode ser uma estagnação na economia. Já que com Lula crescemos menos que com FHC.

Para os desgostosos, o que dizer da China que numa década se tornou numa potência e o Brasil em oito anos começou como uma nação emergente e está terminando como emergente. Quando uma crise imobiliária não nos afetou é porque estávamos longe de grandes investimentos. De imobiliária só nos restou aqui o vergonhoso plano Minha Casa, Minha Vida. As pessoas que não tem um lar merecem muito mais do que uma esmola do governo. E aos que enxergarem longe, pode parecer ridículo, embora que devemos pensar num Estado menos centralizador. Que quiser um Estado forte pegue sua trouxa e vá morar com Hugo Chaves. O Brasil precisa crescer. Não em planos sociais, que tem finalidade apenas de votos.

Depreendo dizendo que é hora de um novo passo. Continuar com populismo e sobrevivendo com a política social, não vamos ser um país de todos. Os diversos movimentos sociais são essenciais, só que estão virando um câncer num Estado que querem fortalecer. Ou seja, as ONG´s, entidades entre outros, fazem tudo e o governo cruza os braços. É certo? Construir um país por mãos solidárias? E onde estão os nossos políticos? Inaugurando os PAC´s, qual foi o último número mesmo? PAC 4 ou PAC 5? Ah! Foi o PAC 2, como se fizesse diferença.

No meu Mandato... ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 12/07/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC No meu mandato acabarei com o índice de desemprego; diminuirei a cesta básica; as passagens de ônibus ficarão menores em decorrência do preço do combustível; as escolas públicas terão qualidade de alto nível e, sobretudo, o que vou fazer nos próximos quatro anos é impedir que aconteçam enchentes ou secas (seguido de aplausos). Estamos diante de uma narrativa de um discurso político, que é fictício. E caso não saiba, já nos encontramos em período eleitoral. E como diria Talleyrand: a política é a arte de vencer. Portanto, até o último momento em que estiver uma urna ligada, haverá um sorriso.

No meu mandato... Assim serão os próximos dias. Uma enorme quantidade de dados querendo provar, que A é menos pior que B. Como também o jogo emocional, para que nos sensibilizamos aos candidatos, que no momento estão diante da verdade e da prosperidade. Os shows dos marqueteiros chamarão nossa atenção e ficaremos diante de um turbilhão de propostas niilistas. Posso errar, embora que hoje diria que essa eleição será decidia no corpo a corpo. Pois, o patamar eleitoral busca ter candidatos reais e não virtuais. Ou seja, alguém sempre sorrindo e de roupas novas e maquiagem no rosto não conquistará votos.

No meu mandato... Provavelmente será bem diferente do discurso. É claro que vamos encontrar candidatos que irão ficar no bla-bla, afirmando que o povo foi e sempre será a grande prioridade. A população durante um mandato só será prioridade quando os políticos ganharem um salário mínimo. Quando isso não acontecer, vamos ter valor apenas para dar votos e pagar impostos. É hora de parar com os discursos. Corremos os riscos de ter uma pessoa conhecida a nossa frente, e com os mesmo problemas conhecidos também.

No meu mandato... O nosso país será um verdadeiro neverland. Por conseguinte, o “eu sou melhor do que ele”, não será nenhuma novidade, é sempre assim, as mesmas histórias e às vezes com novos personagens. E por falar nisso, como pode ter Lula a ousadia de perguntar quem é Indio (vice do Serra). Eu me pergunto: quem é Dilma? Ao menos, o Indio já participou de mais eleições que a candidata de nosso presidente. Ainda continuo me perguntando: somos exigidos com experiência para o mercado e para concorrer à presidência da República basta ter um bom padrinho. Desculpa! Caso venham a sentir-se ofendidos, tente pensar comigo: se Lula não aparecer ao lado de sua imperita, ela se elege?

Depreendo tentando dizer, que neste ano as eleições precisam ser diferentes. E ser diferentes ás vezes não é apenas mudar de candidato, e sim nossa consciência. Se for para levar com a barriga será mais uma eleição, com promessas, shows, acenos e muitos sorrisos. Como de costume, quem muito se apresenta próximo/acessível na campanha é sempre muito distante no mandato. Nós temos o direito de voto e não usemos direito. Pois, ainda vamos em silêncio digitar alguns números. A democracia não pode calar seus eleitores e obrigarem a votar. A democracia deve ouvir a voz da população e não os sons dos teclados de uma urna eletrônica – e essa urna eletrônica não me passa confiança.

Lula Perdeu! ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 07/07/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC Novamente nos deparamos com a seleção brasileira de futebol eliminada nas quartas-de-finais. E justo no mandato do presidente Luis Inácio Lula da Silva. O populismo e os verbetes futebolísticos durante os mandatos do presidente Lula, não contribuíram na motivação dos jogadores. Lembro-me, que antes de ir para a África do Sul, a comissão técnica e jogadores passaram em Brasília. Em contra partida, ainda não vi noticias que o presidente recepcionou os derrotados. É claro, poderemos presenciar esse momento, e reuni-los todos que foram para África e Lula, tirar uma bela foto e colocar a manchete: Eles não conseguiram a Copa. Como também poderemos ver o esquecimento de Lula.

Seria o Lula um pé frio? Já que no mandato do tucano Fernando Henrique Cardoso, a seleção brasileira chegou a duas finais de Copa do Mundo. Sem contar que o presidente corintiano passou mais oito anos, sem ver a conquista da Libertadores. E olha que ele marcou presença. Doravante, é uma tristeza nacional perder a Copa do Mundo numa época que temos um presidente de popularidade na casa dos 80%. E, em pleno ano eleitoral. Será que sua presidenta carregará essa tradição de não comemorar uma conquista em mundial? Nossa! Ficar mais uma vez nas quartas é doze.

Foi bom o Brasil ser sede da próxima Copa e Olimpíadas, junto com copa das Confederações e para-olimpíadas. O país gerará empregos temporários como fez a África do Sul, que agora faz demissões em massa. E a velha pergunta, quem vai pagar os novos estádios “modernos”? Se for a população brasileira é de justo direito não pagarem depois para assistirem os jogos, já que foi pago para construir. Ou será que vão esquecer de Marx? Ainda bem, digo na relação de esporte, não teremos Lula como presidente, pois, com ele poderíamos ver a seleção ficando nas quartas e talvez a Argentina ganhando no Maracanã.

Tudo bem! Posso estar pegando pesado. Reconheço os méritos do governo que manteve a taxa de cambio; uma política neo-liberal disfarçada; a continuidade de FHC e o re-batismo de programas sociais; a privatização do Estado dissimulada e sobretudo, a falta de uma Copa do Mundo. Até Geisel conseguiu! Se um dia falaram em Fome Zero, agora digo Copa Zero. Entretanto, longe de mim querer medir o governo Lula apenas pelas Copas. Os dados são favoráveis e sei muito bem.

Depreendo, deixando uma sugestão. Utilizem a imagem de Felipe Melo na campanha presidencial. O povo irá adorar ver alguém que gosta estar do lado daqueles que são tirados pra Cristo. Ou quem sabe, o próprio Dunga. Portanto, se o hexa viesse na bagagem, provavelmente seria um pão e circo daqueles. Escrevi esse artigo, ao presenciar que o futebol é cheio de superstições. E não vi ninguém falar, que Lula é bom, mas para trazer Copa é um fiasco.

Colômbia: entre o novo Presidente e o velho Uribe ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 28/06/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC "Se Santos ganhar, Uribe vigiará cada passo de seu governo, criticando com liberdade o que não for de seu agrado", disse a colunista do jornal El Tiempo María Jimena Duzán.

A abstenção dos eleitores nas urnas colombianas foi uma das mais altas de sua história, ultrapassando os 55%. Apenas 30% da população promoveram a eleição do ex-ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, que obteve 69% desses votos dados. Somou-se pouco mais de 9 milhões de votos. E consolidando o modelo vigente na Colômbia desde 2002. O candidato derrotado, Antanas Mockus, deixou sua mensagem de como será sua oposição: “Essa relação se resume em duas palavras, independência e deliberação. Apoiaremos o bom e nos oporemos ao que for mau”.

Doravante, para muitos é uma “vitória do uribismo”. Álvaro Uribe foi eleito em 2002 com 53% dos votos e reeleito em 2006 com 62% dos votos. Santos ultrapassa essa marca, embora que, seu resultado é um claro reconhecimento do legado de Uribe. Dessa forma, numa situação desse porte tudo leva a crer que quem mandará não é o sucessor. Como também, necessariamente isso pode não ocorrer. Por conseguinte, o modelo de governo obterá continuidade com uma cabeça diferente. E aí mora o perigo. Pois para a grande maioria será um governo confuso, não saberão realmente quem está mandando ou até mesmo quem os cidadãos estão obedecendo.

E quando comecei minha conversa, utilizando uma frase de Duzán, propus perguntarmos se é positivo ou não, a democracia oferecer um herdeiro. Um dado relevante para vitória de Santos é que Uribe pode deixar o governo com 70% de popularidade, e ao uso da máquina do Estado, em especial dos votos de eleitores beneficiários de programas sócias do atual governo. Esses dados proporcionam excelentes condições para criar um herdeiro. Mesmo que numa situação ele não seja competente. Contudo, permanecer na sombra durante as eleições poderão gerar votos. Entretanto, o desafio é governar.

Uma democracia consolidada poderá sem dúvida promover herdeiros. Como também uma democracia usurpada poderá eleger herdeiros e até mesmo pessoas imperitas no assunto. Basta saber, se o indicado é o melhor ou se há interesse por de trás. Quando na situação da Colômbia, o uribismo está geneticamente no seu candidato, cria-se desconfiança. É normal. Caberá ao Santos já eleito provar para seu país um governo sem as mãos de Uribe e para democracia que é possível de existi um governo, nessas condições.

Maquiavel ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 23/06/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC Andei me perguntando: o que poderia estar escrevendo em plena Copa do Mundo? Falar da seleção brasileira? Das incríveis imagens futebolísticas num país que sempre mostrou ao mundo outro tipo de realidade? Ou ainda, escrever sobre a política brasileira nesse tempo de exílio. E sei muito bem que muitos preferem correr para o caderno de esporte ou colunas sociais. Embora que, não me restando outra solução, e, assim buscarei nessas breves palavras fazer uma leitura de nossos fatos políticos.

Ao ver os pensamentos políticos de Nicolau Maquiavel percebemos que ele não buscava interrogar os fundamentos abstratos do Estado e, sim sua maneira concreta de governar. O pensamento político de Maquiavel tem finalidade investigativa e afastando os pensamentos especulativo, ético e religioso. Além do mais, nosso autor foi sem dúvida um fino observador político de seu tempo e como também um excelente historiador. É muito claro em Maquiavel sua tentativa de responder os problemas políticos dos principados italianos, os quais estavam em conflitos entre facções, revoluções populares e imperialismo de grandes potências. Portanto, Maquiavel busca uma solução para manter o estado estável, sem desordem e longe da impotência.

O pensamento maquiavélico está fundamentado no estudo do poder sobre o que ele é, e não como deveria ser. Sendo assim, os fatos são estudados quase que cientificamente. Portanto, Maquiavel não assegurasse nas certezas determinadas pelo espírito. Os seus estudos são vendo a história, e com isso, conhecendo os sucessos e os fracassos políticos do passado, na busca de entender o presente e transformar o futuro. Em outras palavras, faz uma leitura racional da vida política.

Doravante, Maquiavel cava um novo caminho. Pois, nos contextos humanistas cristãos e humanistas da Renascença, eles seguiam-se pelo poder das exigências da moral, ou seja, um governante condimentado pela ética, que buscasse ser justo, e equilibrado e benevolente. Só que para Maquiavel os humanistas cometem um erro ao deter num governo ideal e recusar as realidades existentes. E o que Maquiavel mostra é que na política as coisas acontecem diferentes e o uso do poder serve para o governante se manter.

O que temos até aqui é a prioridade do dirigente de conservar o poder. Ou seja, compete ao governante encontrar suas próprias regras para protegê-lo e preservar sua autoridade. Contudo, buscar sua sobrevivência mesmo que tenha que deixar de agir segundo sua própria vontade ou da vontade iluministas, no quesito moral. Então, o governante poderá utilizar-se do bem, como poderá também ser cruel, e, sobretudo saber negligenciar os princípios morais segundo sua necessidade.

E qual a co-relação com a política brasileira? Quando líamos provavelmente lembrávamos-nos de algum fato ou procurávamos encontrar algo que relacionasse ao pensamento de Nicolau Maquiavel. Portanto, as eleições estão chegando. Com campanhas e seus debates. Por conseguinte, o objetivo é conquistar ou manter o poder. Logo, diante de tantas “verdades” apresentadas frequentemente, compete a nós eleitores a votar direito.

Mandela, o homem da Copa ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 15/06/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC Estamos na Copa do Mundo. Não é preciso estar na África do Sul para prestigiar o maior evento esportivo de nossa era. Os meios de comunicações nos colocam dentro dos estádios, ruas e cidades. Poderemos ouvir as vuvuzelas dentro de nossas casas mesmo. Embora que, chegará um dia em que o futebol perderá sua força, pois, a humanidade sempre passa por mudanças e, mudando assim as culturas, sociedades, religiões, esportes entre outros. Quando acontecerá o apocalipse do futebol não sei e espero que leve alguns anos para acontecer. Doravante, é preciso ter muito respeito com o povo africano. Não podemos usar o mundial para novamente explorar o continente africano e depois ir embora. Em especial na África do Sul é hora de celebrá-la, olhar para a história daquele povo e aprender com eles também.

Nos mais modernos templos futebolísticos estarão na maioria das vezes jogadores de origem humildes e quem sabe hoje milionários. Por outro lado, as cadeiras serão preenchidas por pessoas de dinheiro. Há também quem teve a sorte grande de ir por uma promoção, sorteio ou através de suas economias. Mesmo assim, sem o recurso financeiro não se chega à África do Sul. Um país não diferente de seu continente nas desigualdades sociais e econômicas. Gostando ou não, as nações agora são obrigadas a olharem para o povo africano. Tomará que possamos nos sensibilizar nos quesitos que nos envergonham e através do esporte aprender que somos iguais, enquanto nossa natureza humana.

Os Bafana-bafana estão longe de apresentar um futebol competitivo, embora que, como se diz, é dentro do campo que se ganha. Contudo, a maior vitória é sem dúvida sediar o mundial. Por conseguinte, gostaria de falar de alguém quem não esta nem no banco da seleção sul-africana, mas já correu muito por aquele país. Nelson Mandela. Que após 27 anos de prisão, deixou-a para acabar com o regime racista do apartheid, que começou em 1948, e liderar uma transição política e evitando uma guerra civil na África do Sul. Foi no dia 10 de maio de 1994, aos 75 anos, que Mandela se tornou o primeiro presidente negro de seu país. Mandela obteve conquistas importantes como: tirando da legislação o ranço segregacionista e, nova constituição; consolidando a democracia; reformas econômicas e profissionalizando o turismo e a mineração. Em 1999 deixa o mandato e permanecendo como um semideus para os seus conterrâneos.

Os trinta e um dias de bola rolando, tem como por finalidade alimentar o sonho dos brasileiros de chegar ao possível hexa. O povo de todo continente africano viverá o sonho – mesmo estando convivendo com seus dramas –, de ser a terra da Copa do Mundo. Ainda assim, muitos países vizinhos olharão – África do Sul – nesse tempo em que brancos e negros, são apresentados pela mídia como iguais, depois de longos confrontos; e enxergarão que a África do Sul conseguiu dar um grande passo. Liderada por Nelson Mandela, a África do Sul, venceu batalhas e hoje mostra para o mundo, que também sabem fazer esporte e que suas forças encontram-se no seu próprio povo.

Euros, dólares e o meu emprego ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 08/06/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC A palavra da vez é “crise”. Se olharmos conceitualmente encontraremos diversos significados. E você, o que entende por crise? Em nossa vida provavelmente já passamos por algum tipo de crise, nem que seja financeira. E é justo sobre esta crise que gostaria de conversar. Pois, em 2008 acompanhamos a crise econômico-financeira que talvez esteja numa nova fase. Agora, se a crise da zona do euro será a última é difícil de prever. Portanto, questionam-se os intelectuais querendo saber que capitalismo emerge da atual crise. Como também, volta à tona o debate do socialismo e do Estado forte.

O que temos depois de um ano do “esforço coletivo”, que foi a convocação de apertarem o cinto e salvarem os bancos, e evitando que os países fossem tragados numa enorme crise financeira mundial, é a Europa novamente em um novo aperto. Sendo que agora, é para salvar a Grécia e a própria pele. Doravante, o que era uma crise econômica já está virando uma crise política, com partidos e governos sob pressão. Os dezesseis países que adotaram o euro e onze anos posterior sua criação, observam que o objetivo da união monetária não foi atingido: uma Europa econômica e politicamente forte.

Contudo, num recente artigo, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, afirma que, a luta de classes está de volta a Europa e desta vez é o capital financeiro quem declara guerra ao trabalho. Segundo o sociólogo temos que levar em conta dois fatos novos: a fragmentação do trabalho e a sociedade de consumo que ditaram a crise dos sindicatos. Explicando que é difícil a identificação do trabalhador como trabalhadores, e por isso, os sindicatos terão que partilhar sua luta com os movimentos de mulheres, ambientalistas, de consumidores, de direitos humanos, de imigrantes, contra o racismo, a xenofobia e a homofobia. Já que todos são trabalhadores.

E por fim, não há economias nacionais na Europa, portanto, a resistência ou é européia ou não existe. Com isso, os movimentos e as organizações devem se articular para mostrar aos governos e pedir à União Européia, que não vincule o capital produtivo com o capital financeiro, que segundo Boaventura, será um novo fascismo. O também sociólogo Alain Tourain escreve dizendo que: a construção européia tropeça no neoliberalismo, cujos centros estiveram e estão nos Estados Unidos e no Reino Unido, países que tiraram da Europa toda autoridade e a transferiram para os bancos. Por conseguinte, a crise da Europa poderá surtir efeitos até na rua onde moro. Seja numa simples conversar ou em algum aspecto econômico.

O economista francês Dominique Plihon, apresenta as transformações do capitalismo nos últimos anos: o domínio das finanças e a especulação acima dos Estados, a perda do poder político frente ao poder financeiro, a consequente degradação da democracia, o aumento dos déficits, a dívida e a pobreza. Segundo Plihon, os estragos financeiros têm relação à impunidade e o apetite de dominação. E as finanças acabam fagocitando o conhecimento, a política e o social. Depreendo dizendo que não é hora de pânico, e sim de refletirmos sobre essa atual crise.

Serra ponto com! ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 01/06/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC Em uma recente entrevista, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso falou: “Agora, se ganham José Serra ou Dilma Rousseff, nenhum deles tem o estilo do Lula ou o meu”. Caríssimos! É uma declaração obvia, embora que, senão houvesse o evento Lula, a presidenciável Dilma (PT) seria mais uma candidata nanica. Doravante, José Serra (PSDB) só não leva a presidência no primeiro turno, porque existe o evento Lula. Como Serra mencionou, “Lula está acima do bem e do mal”. Portanto, compete ao pré-candidato José Serra trabalhar em sua campanha se quiser ganhar e Dilma ser sombra de Lula pelo menos no período eleitoral.

E o trabalho do pré-candidato José Serra, ex-governador de São Paulo tem que se intensificar, pois, segundo DataFolha ele caiu e sua principal adversária subiu. Acredito mais na explicação Lula/Dilma/PT, com suas apresentações em programas e comerciais partidários e sem contar o recurso do governo, ou seja, o governo hoje pede apoio a sua candidata. Lembrando que desde o ano passado, Lula já vem anunciando sua candidata pelo país a fora.

Enquanto, Serra deixou seu lançamento no período de desincompatibilização. Com isso temos o lado positivo de eliminar o risco de desgaste e o lado negativo que demorou demais, já que a concorrente estava a todo vapor. Ainda de Serra, podemos dizer que foi sábio em não atacar Lula e seu governo. Como também afirmar que vai manter e aprofundar o Bolsa-Família e só resta dizer que vai triplicar o programa. Sem contar suas visitas ao Nordeste e os discursos para os que têm empregos e aos que estão à procura do mesmo.

No último encontro da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, José Serra aumentou o tom de suas críticas e questionando os excessos de cargos comissionados na esfera pública, ao dizer que: “há uma obesidade na máquina”. E enfatizou também que o país: “tem a maior taxa de juros e a maior carga tributária do mundo, entre os países emergentes ou em desenvolvimento”. Ainda nesse encontro, Serra afirmou que o Brasil é “campeão” por ter a maior taxa de juros do mundo, pelo fato de entrar governo e sair governa e continuar com as altas taxas. Por fim, falou que o governo não resolveu o problema de infra-estrutura do país. O que podemos constatar que nos últimos dias os presidenciáveis estão ficando cada vez mais a vontade e os eleitores só escutando seus inflamáveis discursos.

Agora vem o período do exílio daqueles que irão disputar as eleições de 2010. A Copa do Mundo silenciará e auxiliará para que os candidatos concentrem em reuniões, avaliações e programas. Assim que passar a Copa, o país volta ao normal e será hora de escolher o novo presidente. Por conseguinte, ambos têm condições absolutas de serem bons presidentes. Entretanto que o período eleitoral será marcado por uma diferença, ou seja, o candidato Tucano será visto como Serra ponto com na hora de clicar nas urnas. Por outro lado, a petista será associada como Dilma ponto gov no momento de seus clicks.

vice-Presidenciável ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 27/05/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC Nos últimos dias dois dos três principais nomes a sucessão do presidente Luis Inácio Lula da Silva, apresentaram os seus vices e foram oficializados pré-eleitoralmente. Agora o que podemos nos perguntar que impacto surgirá com a definição dos vices, em pleno período não eleitoral e já sendo, pois, segundo o senso comum pouco nos importarmos com vice em nossa política brasileira. É até interessante perguntar, quem é o nosso vice-prefeito? Ao levarmos para outro ramo de nossa sociedade, quem saberia dizer o atual vice-campeão brasileiro?

É claro que numa campanha eleitoral a apresentação do vice propõe um novo ânimo eleitoreiro, pelo fato de ser mais um evento que no qual além de apresentar a continuidade de uma proposta de trabalho, também é confirmado que o projeto de sucessão possui cooperadores. Embora que, não estamos em período de campanha. E tudo que acontece no país são eventos de pré-campanha eleitorais e seguidos de apenas viagens políticas e entrevistas amigáveis. Quem sabe seria melhor apresentar os vices depois da Copa do Mundo. Ou talvez, os presidenciáveis já optaram pela escolha de voltarem com a chapa pronta depois da Copa.

Quem tomou a frente foram as “presidentas”. Primeiro foi à senadora Marina Silva (PV) apresentando o empresário Guilherme Leal, da Natura, como seu pré-vice-presidente. Doravante, não foi nenhuma novidade, como também aconteceu com Dilma Rousseff (PT). A presidenciável Dilma tem a confirmação de Michel Temer (PMDB), atual presidente da Câmara e de seu partido. Sem dúvida Dilma terá mais benefícios em relação à Mariana e até mesmo com José Serra (PSDB), pois estará ganhando o tempo televisivo do PMDB. Por conseguinte, a petista também terá alguns palanques para subir quando a campanha começar de verdade.

Por outro lado, o PMDB possui mais uma vez um nome na disputa presidencial. É bom lembrar que eles (PMDB) vêem de três derrotas em campanhas presidenciais: primeiro com Ulysses Guimarães em 1989, depois com Oreste Quércia em 1994 e sendo vice (a deputada do Espírito Santo Rita Camata, hoje do PSDB) de Serra em 2002. Logo, para o PMDB perder mais uma campanha presidencial não será motivo de grande dor, pelo motivo coalizional, ou seja, eles continuarão no próximo governo.

Dos principais nomes nos quadros de intenções de votos, só falta José Serra apresentar seu vice. Diz que será em junho. Aposto que se tivesse um nome definido ele também aproveitaria o embalo e lançaria seu pré-vice-presidente. Será o mineiro Aécio Neves (PSDB)? Ou alguém dos DEMOCRATAS? A pergunta ainda é pertinente, quem será o vice dos tucanos? Depreendo saudando os nossos atuais vices pelo nosso Brasil. Porém, muitos deles prometem ser “vice discreto”, e com isso acabam formulando ideia de que eles mesmos não devem aparecer. Por conseguinte, quando Michel Temer pronuncia esse pensamento, só há uma explicação: Temer mais do que ninguém, sabe o quanto é ruim de votos e nessas alturas do campeonato ao invés de ajudar Dilma com votos, ele poderá atrapalhar. Então, resta ficar quieto e colaborar com o tempo de televisão.

Corre! Limpe sua a Ficha! ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 18/05/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC Sobre o último dia 11 de maio registro três grandes eventos. Começo pelo novo premiê britânico, David Cameron, um conservador após 13 anos. Uma mudança considerável. Segundo a Câmara Federal conclui a votação do projeto “Ficha Limpa” – falarei mais sobre este assunto; E por fim a tão esperada convocação de Dunga para a Copa do Mundo. Nesse último, os que acompanham futebol contentar-se-iam apenas com os nomes de Neymar ou Ganso na seleção. Até Dilma e Serra conciliam a opinião. Ainda bem que Dunga não deu propostas para os presidenciáveis!

Acredito que naquela terça-feira (11), a maioria da população brasileira ficou discutindo os 23 jogadores, enquanto isso, o que me coube foi usar minha formação para filosofar sobre a “Ficha Limpa” votado naquela noite. E você sabe o que é? Então lá vai uma breve explanação sobre o assunto. A “Ficha Limpa” é uma proposta de iniciativa popular apresentada em setembro de 2009 à Câmara, que segundo o Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral conta com mais de 4 milhões de assinatura. A finalidade do projeto é proibir o registro de candidatura de políticos com problemas com a Justiça. O que impressiona ou não, que dificilmente essa nova lei terá validade nas eleições de outubro.

A versão finalizada pelo deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) e aprovada pelos deputados, não está como foi apresentada pela iniciativa popular. Ou seja, a inelegibilidade é de oito anos, porém, apenas para os condenados por crimes graves em decisões colegiadas do Judiciário e nada de condenação de primeiro grau como previa as assinaturas. Sem contar que o projeto aprovado abriu possibilidade de recurso, o tal de “efeito suspensivo” criado pelo mesmo deputado. Contudo, os condenados poderão demandar a suspensão da sentença e possuírem o direito de disputar as eleições.

O problema dessa fase da “Ficha Limpa” que ela vai ao senado, e numa possível aprovação sem alterações segue ao presidente Luis Inácio Lula da Silva para sanção, que deverá acontecer tudo antes das convenções partidárias, caso contrário, outubro de 2010 continuará tudo como está. Quem sabe desta vez não seja servido a tão tradicional pizza. E tomará que não surja uma saída maquiavélica para a nova Lei.

Doravante, sonhar com o fim da corrupção é uma grande utopia política. Por conseguinte, necessariamente não significa que política exista com corrupção, o fato que gostando ou não, uma sustenta outra e a vida vai seguindo – não deveria ser assim. Pode ser um grande passo sonhar com candidatos de “Ficha Limpa” nas urnas eleitorais. Embora, que sem consciência eleitoral mudaremos os atores e permaneceremos com os problemas “sujos”. E o que irá acontecer com os de fichas sujas? Não acredito que da noite para o dia deixarão a política. Acredito sim numa “limpeza de ficha”.

Não podemos desanimar. Devemos continuar construindo a democracia brasileira. Não vamos aceitar que velhos rostos políticos continuem imunes após um banho de água. Não vamos nos contentar em ter um papel que mostre a honestidade. Vamos exigir atitudes honestas de políticos e eleitores.

Quando sai um Gol gera-se um Voto ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 11/05/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC Uma máxima para um bom relacionamento é evitar discutir religião, política e futebol. E mesmo assim encontramos pessoas que ousam desafiar essa lei, e, em compensação ganham os adjetivos de chato, mal educado, inconveniente, etc. Por conseguinte, no campo religioso agimos com o elemento fé. No futebol a paixão. Na política a consciência. Ao menos deveríamos fazer desse modo. Agora quando juntamos todas essas definições em uma única denominação ou a usurpação de qualquer um deles produziremos o fanatismo. A consequência será agir cegamente; quando não tomar atitudes descontroladas e levando a agressão física e moral.

Estamos prestes a dar inicio a Copa do Mundo e ver nosso patriotismo fluir. Agora falar de política e futebol em 2010, o que percebo é tudo vale para comover o eleitorado. Embora que, as eleições começam mesmo depois da Copa do Mundo. No momento as pessoas são forçadas a ouvirem os pré-candidatos, sendo que no fundo, querem saber se fulano ou sicrano vai para Copa. No meu condomínio presenciei a alegria pelo jogo reprise do clássico de Argentina e Inglaterra da Copa de 86. Não que seja contra. O lazer também faz parte de nossa vida. Contudo, já dizia Bertolt Brecht: o pior analfabeto é o analfabeto político.

Alguns defendem que futebol é uma segunda religião dos brasileiros. Em geral, países subdesenvolvidos também possuem um esporte nacional. O problema do esporte seja qual for e a situação, poderá ser uma faca de dois gumes. Doravante, políticos poderão utilizar deste meio para arrecadar votos. Assim como tal candidato de determinada religião poderá falar: os fieis desta igreja votarão em mim ou naquele partido. Sem contar os dirigentes ou ex-atletas que se lançam candidatos. Recentemente Vanderlei Luxembugo foi barrado na disputa por uma vaga eleitoral ao senado.

Ao tratar dos políticos profissionais, assistimos frequentemente seus comparecimentos em jogos decisivos. Afinal, quem não é visto não é lembrado. Enquanto os presidentes são assimilados as Copas, o presidente Lula procurou colocar o dedo até na CBF – não que ela seja uma entidade perfeita. No ano passado, após ver seu Corinthians ganhar a Copa do Brasil e ter jogadores vendidos ao exterior, Lula quis mudar o calendário do Campeonato Brasileiro. Sem contar os seus inúmeros verbetes futebolísticos e as camisetas da seleção que ele presenteia, até Mahmoud Ahmadinejad ganhou uma.

Depreendo que numa eventual final de Copa do Mundo com a seleção brasileira neste ano, e caso for para os pênaltis aposto que a última cobrança será disputada no grito entre Dilma e Serra. Porventura, os presidenciáveis já estão caracterizados para a Copa: Marina Silva (PV) já possui a cor verde. José Serra (PSDB) as cores azuis e amarelas. Dilma Rousseff (PT) sem cores da bandeira no partido, talvez venha dizer que é o sangue que alimenta o espírito esportivo. Embora que possa ser provável conhecermos o nome dos jogadores da seleção de Dunga, e desconhecer nossos vereadores e deputados. Contudo, Eleições e Copa do Mundo são univitelinas.

Um Ciro pela culatra ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 04/05/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC Há algum tempo que venho pensando onde estão os objetivos da política brasileira? Tenho a sensação que continuam existindo os dois campos: ideologia teórica e ideologia prática. Os indivíduos têm suas afinidades e possuem seus trabalhos ao mesmo tempo. E quando tratamos da política como profissão o que presenciamos é um jogo; onde se ganha e se perde conforme a ocasião. Portanto, as eleições deste ano começaram a mostrar os seus primeiros derrotados.

Após o seu impeachment partidário, Ciro Gomes (PSB) presencia um dado em que 20 diretórios preferiram “Lula” e não ele. Seria o caso de pensar o que os filiados do PSB querem com o seu partido? Afinal, se for para ter um partido e na hora de trabalhar acovardar e migrar para outra sigla, então seria melhor filiar-se de vez no PT ou no PSDB. Não equivocando-me, quem sabe seria como o técnico Pep Guardiola não escalasse o argentino Messi para um jogo da Champions. Entretanto, além da vocação de um partido lançar candidatos em campanha eles podem também fazer coligações.

Por conseguinte, quem é o verdadeiro responsável por este efeito cirista? Olhando pelo incansável Lula que deglute sua pré-candidata aos seus companheiros, podemos pensar num ato maquiavélico do lulismo. Afinal, não são apenas minutos na TV, como também coligações em Estados e votos para a presidenta que não é do PV. Por mais que o tucano vá a 42% segundo o DataFolha, estamos apenas na pré-campanha. Contudo, passar a mão na cabeça de Ciro Gomes agora é tolice. Pois, caso o deputado Ciro não saiba, que aprenda; a política é uma ciência de governar, ou seja, ficar parado e esperando vir tudo do céu pronto, não existe.

Enquanto os sentimentos de mágoas e desabafos do ex-pré-candidato são expressos na mídia, esse momento eleitoral será marcado com frases como: “ao rei tudo, menos a honra”; José Serra “é mais preparado”; “Lula está navegando na maionese” e “Em 2011 ou 2012, o Brasil vai enfrentar uma crise fiscal, uma crise cambial”. Agora, em que patamar está à credibilidade do deputado Ciro? E ao somar suas declarações das eleições de 2002, encontraremos um ‘Ciro Barrichello’ que ainda sonha com a vitória e os erros insistem em acompanhá-lo.

Contudo, houve a preocupação de um desfecho glorioso. Embora, faltou quem sabe uma festinha semelhante de aniversario ou um helicóptero para assemelhar a saída de Collor – os motivos são claramente distintos – da presidência. No fim das contas Ciro termina sem nada. Sem o governo de São Paulo, sem o eleitorado cearense e sem à presidência. Para quem um dia foi da base de Lula e sonhava ser o candidato do governo cabe agora esperar por um novo ministério. E futuramente ser candidato a presidência.

Depreendo com uma pergunta: E como fica o eleitorado de Ciro? Aos que sobrevivem na campanha presidencial vão brigar muito pela herança do falecido. Basta saber o que vai estar escrito no “testamento”: Serra (PSDB), Dilma (PT) ou Marina (PV)? Doravante, os órfãos brevemente esquecerão que um dia responderam votar em Ciro Gomes nas pesquisas de intenção de votos e as eleições continuarão dando os seus tiros.

O Fantasma sem Ópera ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 27/04/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC Não é preciso ser um especialista para saber que já estamos em campanha eleitoral. Ou melhor, para não correr o risco de retaliação é bom dizer o que eles gostam de ouvir, então lá vai: estamos em pré-campanha eleitoral – que na prática não muda quase nada. A mídia foi vociferada com o atual clima pré-eleitoreiro, tendo como a revista Veja trazendo Serra na capa. O jornal Valor Econômico apresentando uma enquete com 142 executivos e que 111 dizem preferir Serra. Enquanto Dilma desta vez inaugura seu site próprio e diversas contas de sites sociais portando seu nome. Sem contar as viagens e as entrevistas em rádios de ambos os lados. No fundo pode ser tudo em vão todo esse barulho, pois no Brasil a grande população quer mesmo é apenas saber qual será a escalação de Dunga para a copa do mundo.

Aos que continuarem lendo meu artigo serão convidados a uma endentação política dos fatos. Como deve ser de conhecimento as pesquisas de intenções de votos andam apresentando controvérsias. Qual a verdadeira? Talvez todas. Talvez nenhuma. Digo por levar em conta a variação de humor do eleitor conforme o dia da pesquisa. Embora que o questionamento sobre a veracidade do Sensus e Vox Populi – por apresentar à pergunta de aprovação do governo antes da pergunta de quem irão votar a presidência –, porventura não é tão primordial, pelo fato de ainda não ter começado as propagandas de rádio e televisão.

Embora que estamos diante de pré-candidatos nada carismáticos, ou seja, dificulta a elevação messiânica nas pesquisas. Reporto que o tema da eleição contribui muito para um aumento nas pesquisas, assim como foi em 1994 tendo a inflação; e no ano 1998 a continuidade do combate a inflação; em 2002 o desemprego e criação de renda e em 2006 a continuação de renda. E em 2010, que tema titubeará o eleitor? E ainda nesta reflexão Fernando Henrique Cardoso e Luis Inácio Lula da Silva serão os fantasmas das urnas. Seus governos serão ressuscitados para revitalizar uma memória que não costuma lembrar-se do passado recente.

Na obra Le Fantôme de l'Opéra de Gaston Leroux publicada em 1910, busquei em seu enredo a inspiração para este artigo. Explico. Os personagens Christine Daaé – inexperiente bailarina –, Visconde Raoul de Chagny e Erik, o Fantasma, não são os nossos políticos. Na história a obstinação do objetivo leva o romance ao horror. Por conseguinte, o objetivo não deve ser em si só o Palácio da Alvorada e, sim um melhor país. Pois os brasileiros ainda precisam de empregos, educação, saúde, moradia e de orgulho para com seus políticos, que continuamente vem manchando suas reputações. Nem tudo é “romance” ou “horror”. Agora se o Brasil “pode mais” ou “está fazendo mais”, são apenas palavras de políticos.

Os nossos fantasmas não são da ópera – quem sabe gostem de samba ou funk. Para os pré-candidatos Serra e Dilma, as imagens de FHC e Lula poderão ser fantasmas. Ou seja, a oposição buscará o argumento que a eleição é de José Serra e Dilma Rousseff. Embora que o governo reconheça que nesse tipo de comparação (Serra e Dilma) sai em desvantagem. Por isso, o PT buscará associar a imagem de Lula em Dilma e FHC em Serra. Se ao menos Dilma tivesse comandado um ministério mais expressivo ao olhar popular, o PT poderia explorar mais. Enquanto isso, aguardo pelo primeiro debate eleitoral na TV, onde os pré-candidatos estarão sem o invólucro e diante dos seus próprios fantasmas.

Classificados: Vende-se um voto ano 2010 ( José de Sousa Júnior )

Crônicas & Opiniões | Fonte: José de Sousa Júnior ( Graduado em Filosofia ) :: 20/04/2010
 José de Sousa Júnior é graduado em filosofia pela UNIFEBE / Brusque - SC Corrupção e política são duas palavras que transitam em dois mundos: dos eleitores e dos eleitos. Embora tendo acompanhado nos últimos tempos, com assiduidade o acasalamento da política e da corrupção, ambas constatamos que são bem antigas. Portanto, não tenho a pretensão de querer dizer que apenas o atual governo é corrupto. Recentemente, uma pesquisa mostrou-nos que 17 milhões de brasileiros já venderam o seu voto. Em outras palavras, o problema não apenas da classe política, vai além, chega aos que se dizem puros.

Todos são corruptos então? Evidentemente que não. Mas o somos na medida em que ou nos vendemos ou simplesmente nos recusamos, em pactuar com a corrupção. Isso por gosto, por falta de tempo, por vontade, etc; No exercício da política, podemos ser, no mínimo cúmplices, para o bem ou para o mal do que fazem nossos representantes. Nenhum cidadão está esquive dessa responsabilidade. Se há senadores corruptos, estes lá estão pelo voto. Assim deputados, governadores, prefeitos e vereadores. O que nos motiva o contrário é tão e somente, na maioria dos casos, nosso único e inalienável interesse.

Nossa sociedade chegou a tal ponto de decadência moral que frequentemente honramos pessoas que, por exemplo, praticam gestos como devolver uma carteira com dinheiro esquecida ao dono. Ora isso deve, ao menos deveria ser algo comum, não digno de destaque. Mas é pela carência de cidadãos dispostos à honestidade que enfrentamos esse tipo de situação em que alguém é louvado por ser, vejam só, honesto, um dever, e não mérito. Algo está errado, muito errado, e não será o topo da pirâmide que vai mudar a situação que lhe é favorável. Só um tolo acreditaria nisso.

A solução parte do povo. E povo não se trata dessa visão de massa, quase sempre manipulável, mas sim de um conjunto de indivíduos capacitados, esclarecidos, a ponto de verem-se como partes constitutivas de um sistema que encontra fundamento nessa consciência, de nossa cidadania. De que a democracia se realiza no momento em que nos vemos como ativos no processo de tomada de decisões, nos projetos de futuro. Isso demanda uma educação de mais qualidade, de instituições mais fortes, do cumprimento da lei. Nada do jeitinho, das facilidades, dos favores escusos, do fisiologismo.

Depreendo a partir das últimas amostragens políticas. A imprensa é censurada. E o voto popular é transformado num problema equacional, onde coligações propagarão nas urnas eletrônicas, o premer da tecla verde confirma. Dizem que aprendemos com os nossos próprios erros, desta forma, é tempo de uma nova ação política. A democracia precisa abrir os olhos, senão, os candidatos vão se brigar pelos classificados de jornais, onde os eleitores estarão anunciando seus votos como, qualquer outro produto. E você deseja esse desfecho?.

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Sobre o autor: José de Souza Júnior, 27 anos, reside em São Carlos/SP, é graduado em filosofia pela UNIFEBE - Brusque de Santa Catariana e sempre atuando através de pesquisas no campo político. Neste ano na Universidade Federal de São Carlos, vai dar inicio ao mestrado em Ciências Política.
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