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José de Sousa Júnior

Crônicas & Opinião | Fonte: José de Souza Junior, filósofo e Colunista. Coluna de Política ( js_junior@yahoo.com.br ) :: ano: 2011

José de Souza Júnior, reside em São Carlos - São Paulo, graduado em filosofia pela UNIFEBE - Brusque de Santa Catariana e sempre atuando através de pesquisa no campo político.

É mestrando em Ciências Política.

Tem experiência em publicações, sempre tratando da política nacional no seguintes jornais:

Em Santa Catarina ( Diário do Sul, A Crítica, Gravatal, Vanguarda, A Voz de Brusque... )

Em São Paulo ( Tribuna Impressa, Primeira Página ).

No Acre (O Rio Branco). No Amapá ( Amapá Digital )



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A doença do político

Crônicas & Opinião | Fonte: José de Souza Júnior é Filósofo e Colunista de Política ( js_junior@yahoo.com.br ) :: 31/10/2011

O ciclo político que vivemos talvez esteja com alguma doença, e doença genética, ou ainda, é completamente maquiavélico em suas ações. Porque vive liberado para temporada de corrupção. Na filosofia política de Maquiavel o que importa é o poder. O político segundo o filósofo tem que lutar para chegar ao poder e continuar lutando para permanecer no poder. E na América Latina que possui toda uma peculiaridade política possui uma trajetória bem distinta. Digo ao remeter o pensamento europeu. Aqui temos o nosso populismo. No Brasil o populismo começou lá no inicio do século passado, antes mesmo de Getúlio Vargas. E sendo aperfeiçoado com o próprio Getúlio Vargas. O populismo ainda existe dentro da política. Mas por quê? Será que não temos cidadania? A população é acomodada? Os eleitores vêem o tema político com desprezo? Ou temos necessidade de um pai dos pobres?

A figura do político brasileiro deixou de ser de um doutor em muitas partes do país. Hoje os doutores estão esquecidos; no anonimato. Um Tiririca que leva mais de um milhão de votos apresenta a verdadeira identidade de qual candidato precisamos. A identidade de ser um ex-jogador ou artista; sobretudo falidos. Aos partidos, o exemplo Tiririca puxa votos. Ao Congresso, o exemplo Tiririca puxa o silêncio da ignorância parlamentar. Aos eleitores, felizes no primeiro momento (da eleição) de fazer parte da massa votante no mesmo nome, e nostálgicos no segundo momento – a existência do mandato niilista por alguém não capacitado para tal função de representação democrática.

Ao levar em consideração o pensamento de Maquiavel, a leitura política teórica descreve grandes atos para manter a popularidade eleitoral. O Hugo Chaves com o câncer levou a sensibilidade eleitoral e o pensamento de uma futura reeleição. Com Mario Covas, José Alencar e até mesmo Dilma Rousseff – a quem diga que Dilma não esteve doente –, a doença não foi tão mal assim. A doença comoveu a população. Sobretudo o discurso de que foi curado e irá dar a volta por cima. Por outro lado o presidente Lula que de seguidas derrotas eleitorais e seguida reeleição, não possui mais a vontade de vencer o impossível. Agora é imbatível. Com o câncer que nem a ciência é capaz, o simples sindicalista vai conseguir tal façanha.

Depreendo que a primeira vitória do presidente Lula será a conquista da prefeitura de São Paulo em 2012. Contudo, a prefeitura da capital do maior estado do país costuma eleger figuras bizarras e partidos diversificados. O governo do estado pode ser conservador (PSDB desde o retorno da democracia), e a prefeitura bem eclética. Os candidatos para 2012 são nomes de pesos. Nada melhor que uma sensibilização. Por fim, o fato de colocar o PT na prefeitura de São Paulo não será nenhum grande desafio para o presidente Lula, poderá haver pedras nesse caminho político; assim como o presidente Lula ser eleito em 2014. Agora colocar o PT no governo de São Paulo, isso sim é impossível para ele. Talvez, quem sabe, uma ressurreição de Lula dê aparatos suficientes para o PT governar o estado de São Paulo.



O ministro Sarney

Crônicas & Opinião | Fonte: José de Souza Júnior é Filósofo e Colunista de Política ( js_junior@yahoo.com.br ) :: 25/10/2011

O ministro dos esportes Orlando Silva esta pensando agora que ele é o Sarney da vida, onde sofre denúncias e permanece no cargo. Realmente largar o osso não parece ser tão fácil assim, principalmente quando o osso é a chave do novo Brasil. Isso mesmo, o novo governo vê o país só com os olhos da Copa. E quando a Copa for embora? Vamos voltar aos programas sociais viciantes? Vamos ouvir a palavra PAC? O valor de 40,4 bilhões previstos de investimento em 2011 do PAC, apenas 4,07 bilhões foram efetivamente liberados. O PAC pode chegar o fim do ano com investimento de 14 %. Tudo porque não é ano eleitoral. Isso sim é uma política vergonhosa. Eu realmente tenho medo da Copa. Pelo fato que o dinheiro das obras vai sair do setor público e os lucros vão para o setor privado. Onde todos contribuintes vão pagar e alguns assistir o evento dentro dos estádios.

Ao anunciar a Copa do mundo no Brasil qualquer pessoa previa que haveria desvio de dinheiro, enquanto o ministro dos esportes pensa que suas denúncias provem da emissora Globo, na tentativa de ofuscar os jogos Pan Americanos em Guadalajara. Ou ainda que a Globo estivesse mordida com a liberação dos direitos de imagens a todas as emissoras de televisão para filmar dentro dos estádios, o qual foi liberado pelo governo. Mas esse bate boca de João Dias e Orlando Silva em outra década seria tema de programa de auditório. Só falta pedir o DNA para saber de quem é o pai. A nossa política continua nos mesmos passos e a mobilização da cidadania no mesmo caminho; no caminho do que esta acontecendo mesmo?

Por outro lado, quem vem queimando o filme é o presidente Lula. Afinal, o senhor Orlando é mais um da herança maldita. Embora que numa ligação para o ministro o presidente Lula falou: resista no cargo! Se cada ministro do presidente Lula for caindo quem nem peça de dominó, com que cara ele vai encarar as eleições de 2014? Essa talvez eu possa responder: com a mesma, dizendo que nada sabia e nada aconteceu. No fundo, a América Latina vem caminhando para sair da democracia. A democracia para ser uma teoria européia e que não cola aqui. Fundamento o meu medo quando acompanho caso como o da Kirchner, que mal venceu a reeleição e já fala no terceiro mandato. Terceiro mandato que é a causa da dor no peito do presidente Lula. Porém ele continua mandando sem usar a faixa sobre os ombros.

Depreendo sem saber depreender. Pois os exemplos a serem seguidos é o processo do Sarney, o qual nem lembramos mais, mas que o final foi fica como tudo está. Agora qualquer ministro vira para uma câmera e fala grosso, sobretudo, falando que não vai sair. O PC do B se vê como coitadinho. Porque é o único partido comunista. Sinceramente, não tem nada haver com ideologia. Hoje a opinião publica mal sabe o significado das siglas partidárias, dirá ainda suas ideologias. Por fim, pode ser o de mais direita ou esquerda, a corrupção surgi e os ministros Sarney aparecem e nós assistimos os estádios serem montados.



Ministro Calúnia

Crônicas & Opinião | Fonte: José de Souza Júnior é Filósofo e Colunista de Política ( js_junior@yahoo.com.br ) :: 18/10/2011

Nunca antes neste país um presidente precisou tanto mudar de ministros no primeiro ano de governo, como também não encarou tantas greves pelo Brasil a fora. É bom lembrar que o que não foi privatizado está parado ou ficou parado. Esse povo que entra de greve é puramente mesquinho. Reivindicam seus direitos pela causa nobre dos trabalhadores e acabam defendendo apenas suas categorias. O simples e humilde trabalhador da construção civil não ganha da com as greves publicas. O simples e humilde trabalhado do setor privado não é beneficiado. Ao contrário, ele é prejudicado com essas greves. Aos grevistas fica o alerta. A população começa a sofrer desgastes com a vossa greve. Os grevistas sempre caminharam com a parcela oposicionista e que queriam ver um Brasil diferente. Hoje, suas manifestações são meramente paralisatória. São de partidos inexpressíveis e querem salvar o mundo.

Essa questão de agir na oposição de querer barrar o governo vem sendo o único suspiro de quem esta fora da máquina. Alguns torcem pela catástrofe econômica pelo mundo a fora para que o Brasil venha sofrer junto, e com isso a oportunidade de voltar ao poder prometendo dias melhores. Outros preferem parar de trabalhar. Concursado é para servir a união e não atrapalhar a civilização. Por fim, uma outra parcela da oposição fica na torcida dos escândalos. Ou seja, ficam rezando para que a mídia derrube mais um político. Doravante, esses ministros que vem caindo no governo Dilma são os indicados de Lula. Puramente a herança maldita. O presidente Lula não construiu um sucessor, e sim um governo reserva. E esse governo reserva vive no limite e no conflito entre si. Os atritos não estão sendo fáceis de moldar.

Enquanto digito esse artigo - não sei o que vai acontecer com o ministro dos esportes – ele ainda é ministro. Contudo, o tema corrupção ficou muito delicado. Em qualquer momento estamos acompanhando manifestações contra corrupção. E por ser o tema da vez ou da moda, a corrupção torna-se viril para qualquer político. Até mesmo, numa suposição, sem alguém gritar que a presidente é corrupta fica difícil para ela provar o contrário. O senhor Orlando Silva pode ser inocente e estar vivendo uma calúnia. Porém, aqui é o Brasil. Então ser político e inocente é improvável. Além do mais que a pasta dos esportes é a menina de ouro do governo. Com a Copa e as Olimpíadas esse ministério torna-se mais importante que a Casa Civil – se é que ainda existe.

Depreendo que a situação de Orlando Silva pode ter o mesmo desfecho. O diferencial que o seu partido poderá não sustentar a pasta. Diferentemente do PMDB que faz troca de seis por meia dúzia no período de vinte e quatro horas. E digo mais, o Kassab tem uma grande oportunidade de findar seu partido e entrar de vez no governo federal. Basta falar ao presidente Lula que ele dá a prefeitura de São Paulo pelo ministério dos esportes, que fica com o PSD sobre os olhares de Henrique Meirelles. E o PC do B se encarrega de mais uma greve e a revista Veja da próxima vitima.



Sustentação

Crônicas & Opinião | Fonte: José de Souza Júnior é Filósofo e Colunista de Política ( js_junior@yahoo.com.br ) :: 04/10/2011

Lendo o livro Corrupção de Sarney a Lula de Eduardo Graeff, me defrontei com a falta de consciência política que ainda falta no país. As principais denuncias contra políticos dentro do governo vem atrás da mídia e o desgastes do mesmo se dá entre revistas, jornais, televisão e hoje internet. A culpa é do eleitorado? Ou o sistema esta tão bem articulado que o povo não consegue se manifestar? Como diria Lipset, a economia fundamenta a economia. Ou seja, enquanto a nossa economia correr dentro do patamar aceitável qualquer governo será aprovado. E por falar em economia, essa é a única carta nas mangas dos oposicionistas, que só tem a crise mundial como uma chance de chegar no governo. Começo a ter medo desse pessoal, pois, se agora não sabem ser oposição amanhã saberão ser governo?

A corrupção está impregnada no sistema político contemporâneo do Brasil. Contudo, não começou com a volta da democracia. Antes a luta contra a corrupção se dava na compra de votos. Que ficou banalizada. O eleitorado até vende se voto, ou ainda, aceita as diversas ofertas de variados candidatos e acaba votando sempre no mesmo. Dessa forma, a corrupção deu um pulo do período eleitoral para o administrativo. Sei que a compra de voto ainda existe. Infelizmente. Essas coisas deveriam acabar. Como sei que o desvio de verbas ainda existe. Eduardo Graeff apresenta em seu livro de forma concisa o desencadeamento político e de corrupção dentro do governo nos últimos anos – a palavra governo aqui expressa todos os presidentes após o regime.

Embora que o tempo do presidente Lula ficou rodeado com denuncia de seu pessoal. Justo Lula que pagava bilhões em propagandas a mídia (revista e jornais) continuaram mesmo assim apresentando a corrupção formada de seus aliados. Lembro-me de quando ia no cinema, e até antes de começar o filme existia aquelas propagandas de bajulação do governo. É bem provável que em algum lugar do país ainda exista a uma propagandinha antes de um filme. A prestação de contas foi transformada em propaganda eleitoral. A atual presidente ao menos nesse primeiro ano, ela não vem se importando de estar num caderno de noticias falando verbetes. Talvez porque antes que os reportes cheguem nela, o partido corrupcionado organizou a troca de seis por meia dúzia e nem precisa dar continuidade das denúncias.

Depreendo que vivemos a situação política de sustentação. Enquanto for sustentável de manter o individuo/político no poder, seja ele ministérios ou congresso, a política vai encobertando a corrupção. Não adianta sair com vassoura nas mãos e querer mostrar que estamos atentos. A vassoura serve como sirene – sirene para simbolizar que foi tocado o alerta e é hora da troca de seis por meia dúzia – para o contexto e não como pedido de moralidade e ética na política. Assim como, não adianta criar um novo partido. Partido este que abraça o céu e o inferno ao mesmo tempo. O que precisamos é a acabar com essa cultura de sustentação. Não precisamos de ficha limpa. Precisamos sim é de honestidade diante as urnas. Precisamos de coragem no dia da eleição para mudar, nem que seja votando em nulo para que novos atores sejam candidatos.



Matemática política

Crônicas & Opinião | Fonte: José de Souza Júnior é Filósofo e Colunista de Política ( js_junior@yahoo.com.br ) :: 27/09/2011

Assim como dois e dois são quatro, a presidente Dilma esquenta a cadeira para o ex-presidente Lula. E nesses próximos mil dias haverá muito ministro para trocar. Isto porque ela já é a presidente que mais exonerou ministro em menos de um ano de governo. Demissões estas que começaram com denuncias da imprensa e depois de dias os ministros pedem para sair. O sucessor elogia o antecessor e dependendo do padrinho político o elogio se torna intenso. Sem contar que o PMDB vive com medo de perder a pasta. Logo faz a substituição do seis pelo meia dúzia em questão de segundos. Por fim, a sensação que fica é a presidente fazendo à limpa. No entanto, é o partido que teme a saída do ministério.

Ao olharmos para a nossa oposição ela vem fazendo um cálculo. As contas de quando a crise internacional vai derrubar o Brasil. Realmente a nossa oposição só consegue fazer isto; ela não consegue fazer oposição. Ela espera que a crise internacional venha fazer um caos no país, como gerando desemprego e colocando em xeque o projeto social do PT. Afinal, a questão social é posta como a obra mais importante dos governistas. Enquanto no senado a oposição hiberna. Às vezes estou assistindo os senadores falarem, e vejo Pedro Simon e Cia limitada dentro de uma crise ideológica. Batem contra o fisiologismo partidário, contra a corrupção, mas não assumem claramente uma posição oposicionista. Só o que conseguem é elogiar a presidente Dilma em relação ao combate a corrupção.

Tudo bem, a grande maioria dos brasileiros podem esta pensando que fazer oposição é ir contra o país. A nossa cultura e história comprova essa realidade. Ao menos foi enquanto o PT não havia chegado ao governo, se for pensar num exemplo clássico. Doravante, hoje tem partidos de pequena expressão e da ala esquerda fazendo e motivando greve só para ir contra o governo. Só para tumultuar a administração da Dilma. O engraçado que partidos como o PSTU diante das eleições presidenciais não fedem e nem cheiram. Porém, suscitam paralisações e com reivindicações inexpressivas. Ressuscitam o termo trabalhador e enterram a estabilidade da sociedade. No fundo penso que a oposição da esquerda faz uma matemática política de solução paralisadora; enquanto a oposição da direita faz uma matemática política de solução adivinhadora – que no futuro surgirá um apocalipse.

Depreendendo com a certeza que vivemos num ambiente despolitizado. Com a figura do ex-presidente Lula cimentando as alianças políticas e empresariais. Afinal, é do feitio lulista uma heterogeneidade que vai do Paulo Maluf ao MST. Por fim, compete ao governo mostrar uma taxa de crescimento aos diversos setores sociais, dizer que a inflação esta dentro do previsto e se sentirem os salvadores da pátria. Porque essa missão de controlar a taxa de crescimento dos setores sociais transforma-se no grande inimigo do governo, e não a oposição. Contudo, o ex-presidente Lula vai encaminhando o seu retorno em 2014, principalmente se colocar o PT na prefeitura de São Paulo; e o ex-presidente Fernando Henrique vai trabalhando para deixar bem o seu retrato na história. E a oposição sem saber o que falar e falando para não ouvir.



Animal não político

Crônicas & Opinião | Fonte: José de Souza Júnior é Filósofo e Colunista de Política ( js_junior@yahoo.com.br ) :: 21/09/2011

Sentei, e olhei para a tela do computador que estava rodeado com uma pergunta na minha cabeça: a política traça um novo caminho? Não sabia o que escrever. Poderia logo jogar a minha opinião no texto, entretanto, o termo de Aristóteles que todos somos um “animal político” me ajudou a refletir melhor. Pois, para o filósofo o fato ser um ‘animal político’ é ser um ser vivo social, ou seja, alguém que vive em sociedade. Sociedade essa que é composta por várias cidades, cidades que se fazem diante de várias famílias, famílias que surgem da união de homens e mulheres segundo Aristóteles. Que hoje seria a união entre seres humanos. Portanto, a finalidade da família é simplesmente o viver; a aldeia o viver bem ou o bem-estar; por fim a cidade é a perfeição de toda comunidade e também a natureza. Logo o homem (ser humano) é por natureza um “animal político”.

O não saber viver em sociedade ou não precisar de nada, para Aristóteles só poderia acontecer diante de um deus ou uma besta, pois homem (ser humano) não seria. Dessa forma, a natureza social se manifesta na linguagem. A voz que irá expressar o prazer e a dor para os animais, contudo, é a palavra que vai destinar manifesto útil e prejudicial; deste modo, o conhecimento disso caracteriza o homem (ser humano) e é o fundamento das comunidades. O homem (ser humano) segundo Aristóteles pode funcionar como coisa – escravo ou mulher –, ou como homem. Compete ao homem (ser humano) falar, e falar é uma função social, é dizer a alguém o que as coisas são – exemplo: justas ou injustas e etc. Logo o ser humano precisa de uma comunidade e é nessa comunidade que o seu ser político se funda em seu eloquente. Função essa que não habita no deus, pois, ele se contempla a si próprio enquanto o homem (ser humano) precisa de um próximo ou semelhante.

Doravante, o filósofo Aristóteles não se dá conta que sociedade não é Estado – a sociedade perfeita é a polis, a cidade-Estado. Sendo que o termo Estado só vai surge em Maquiavel. Para o filósofo a sociedade e o Estado se identificam, ou seja, o social é político, e a polis a explanação estatal da sociedade. Contudo, a sociedade possui uma hierarquia entre os cidadãos. A economia deve tender para a forma autárquica, e fazendo com que a cidade se basta a si mesma na medida do possível. E com isso retorno a minha pergunta. Os meios em que existimos hoje favorecem a estruturação aristotélica? Principalmente na abordagem da participação política. Até que ponto a sociedade necessita do ‘animal político’? A participação política vem decaindo e a politicagem aumentando.

Depreendo que o pensamento político vive caminhando entre o extremismo de manter o governo e de mudar o governo. A politicagem vai caminhando com o profissionalismo ao ponto de convencer e não conscientizar. Talvez não seja nenhuma novidade. Qualquer prefeito hoje pensa nas eleições do ano que vem. A cultura política brasileira pode ser degradante quando olhamos que só vamos limpar o tráfico em virtude da Copa. Tenho medo de estarmos planejando o país pra Copa e não pra depois da Copa. O caminho da política está sendo olhar pro seu próprio umbigo.



Batalha Fria

Crônicas & Opinião | Fonte: José de Souza Júnior é Filósofo e Colunista de Política ( js_junior@yahoo.com.br ) :: 14/09/2011

Setembro. Quando chegamos nesse mês surgem sempre os mesmo comentários, de que alguma desgraça vai acontecer, ou seremos reportados a alguma coisa que aconteceu. Desgraças como econômica, política, cívica e tudo que se pode imaginar. Olhando nos livros de história vamos montar um perfil bem negativo do mês de setembro. Se as coisas ruins acontecem nesse período o que dizer da independência do Brasil? Boa ou péssima? Independência que acontece apenas na capital e levam-se anos para alcançar o interior do país. Mas, ao olharmos a década passada temos os anos de 2001 e 2008. No primeiro a “torre de mármore” vai ao chão; no segundo o “muro forte” é derrubado. Resultando num caos econômico globalizado. Nesta semana os meios de comunicações nos lembraram que fez dez anos do ‘11 de setembro’. Bom ou ruim?

Lembrar do ’11 de setembro’ é presenciar o primeiro ataque em solo estadunidense. Tendo em vista que passaram por duas guerras mundiais e nada os afetou – nenhuma bomba no seu território. Como é lembrar também que não precisa mais ser uma nação para atacar outra nação. Basta estar organizado. Contudo, a imagem gerada dos EUA foi de coitadinhos. A imagem histórica permeia os sofrimentos das famílias estadunidenses que tiveram alguma perda com o intuito de sensibilizar os demais. Novamente mostrando que eles foram injustiçados. Porém, que condições históricas levaram para tal ato? Os “mulçumanos” encararam o desafio atacar os EUA do nada?

Se no século passado existia o “grande medo” provocado pelos comunistas, a frase do senador Taft pronunciada na década de cinquenta: “Os Estados Unidos estão em perigo” ainda pode ser utilizada pelo próprio povo estadunidense. O perigo não vem mais da União Soviética e nem de fascistas e nazistas. Pois esse medo já foi superado. E ter vencido a quebra de braço “ocidental” e “oriental” deixou o governo estadunidense sem essência. Como se dissesse acabou a Guerra Fria e o que vamos fazer agora? Deixamos de ser pop e o que vamos fazer? Com a entrada no mundo mulçumano no cenário mundial criou-se um novo inimigo. Eles são os terroristas e nós os mocinhos. Mocinhos que um dia alimentaram o terror e que hoje tentam acabar com o terror gerando terror.

Depreendo que a luta contra o comunismo obteve um contexto todo ímpar. Por conseguinte, a luta religiosa entre “o deus do oriente” e “o deus abençoe a América” encaminhou uma crise nos EUA. Querer dizimar o comunismo foi uma coisa – bom ou ruim compete a você leitor. Agora querer dizer que seu deus é mais forte é uma burrada. Depois dessa luta o que mais os EUA vão querer implantar no mundo? O futebol americano? Coitado do Leonel Messi vai ficar desempregado. Os EUA estão mais para aquele aristocrata falido. Gerando dividas na proporção que um dia gerou lucros. O Obama tem sérias evidencias que irá perder as eleições presidenciais no ano que vem, e logo por um grupo extremista. Por fim, dentro de um contexto de desigualdades acompanhamos duelos religiosos e, por quê?



Aonde Vamos?

Crônicas & Opinião | Fonte: José de Souza Júnior é Filósofo e Colunista de Política ( js_junior@yahoo.com.br ) :: 31/08/2011

Novamente viajo sobre a questão ética de nossa sociedade, ou ao menos nos pontos teóricos. Afinal a ética é sempre uma questão em efervescência no sentido que afetam a vida social, econômica, política... Podemos dizer que o ser humano coloca a palavra ética e moral na tentativa de compreender seus conflitos e até mesmo os conflitos político-sociais. Diante de uma sociedade cercada de violência, criminalidade, injustiça, falta de ética na vida pública, as pessoas se posicionam verbalizando a questão moral. Ou seja, apresentam soluções como: a pena de morte, a prisão, o linchamento, a greve, a cassação do mandato, etc.

Enquanto a televisão mostra imagens da primavera árabe, a reflexão permeia diversos caminhos. Contudo, os EUA não possuem grandes méritos nesses momentos. Os estadunidenses sempre levam a democracia deles aos governos tiranos do planeta. E justo na hora em que estavam falidos, ditadores que nem sabíamos que existiam começam a cair. Competindo aos expectadores falar que para o recém país livre, dizer que vai nascer uma democracia. É muita ousadia nossa querer enquadrar todas civilizações nos nossos costumes. É absurdo escolher a profissão do filho recém nascido.

Outra coisa que fico pensando é que gostamos de acompanhar as tragédias, publicar em revistas, jornais, rádios e canais de televisão. E quando a manchete não render mais dinheiro saem à procura de outra noticia. Sendo que, os mesmos meios de comunicações dificilmente mostram a reconstrução de certo povo, sociedade ou civilização. Quantas tragédias naturais vimos este ano? Quantas foram recuperadas? O ato moral, em sua estrutura vertebral, está voltado para o Outro. O que fizemos para ter efeito moral, é realizado na presença do Outro. Porém, a única prestação de contas e pessoas sorrindo – sendo que um dia passaram dificuldades – que vejo, são nas matérias do criança esperança. Que nesse caso é para pedir dinheiro.

Na academia encontro que o atuar politicamente para revolucionar a situação social designa a ação que possui uma função eminentemente comunitária. É o agir em prol da coletividade, da maioria excluída. Ainda nos encontramos num mundo emperrado por uma concepção individualística e hedonista da ética, que concede ao sujeito a tranquilidade da consciência pela indiferença.

Depreendo que passamos por um exílio intelectual. Produzimos muito e ao mesmo tempo produzimos pouco. A academia encontra-se anestesiada com os dados estatísticos disponibilizados pelo próprio governo. Hoje querer pensar é ser o errado. Talvez querer pensar sempre pertenceu aos errados. Somos educados a aplaudir e não levantar o dedo para perguntar. Somos educados a ficar de olhos abertos e ver as imagens da televisão e não questionar. Somos orientados a andar e também sentar. Pois a sociedade só se move quando querem que ela se mova. E quando surge uma greve, é de quesito político. A ética e a moral não existem assim como a vergonha em tantas pessoas.



A chave ética

Crônicas & Opinião | Fonte: José de Souza Júnior é Filósofo e Colunista de Política ( js_junior@yahoo.com.br ) :: 23/08/2011

Num período de cem anos atrás o pensamento ético desenrolava-se na chamada ética axiológica, onde buscava superar o “relativismo axiológico” de Nietzche. Para Nietzche a imagem do ser humana é deformada a partir do pensamento de Sócrates e da tradição judaico-cristã, tendo em vista, a centralidade da noção de “ressentimento” em relação aos fortes e poderosos. Doravante, os filósofos que se reportam à ética axiológica partem de que os fatos morais nascem da experiência objetiva do valor de coisas ou pessoas e afirmam que a vida moral consiste em perseguir o bem que esses valores contêm. Contudo o século XX pode ser sumariamente dividido em eventos fundamentais ao falar da ética analítica, e o desenvolvimento das aproximações à ética. E dividido o nascimento de novas éticas.

O pensamento ético foi perpetuando e gerando teorias também no último século. Veremos alguns nomes. Com Croce, neo-idealismo, o agir prático do ser humano se dá sob aspecto ao perseguimento do útil (economia) e da volição universal voltada ao bem (ética). O pensamento de Dewey a teoria ética tem sentido somente como instrumento para resolver os conflitos práticos.

Na corrente existencialista – nascida entre as duas Guerra Mundial – constitui uma crítica radical ao modo como a teoria ética tradicional interpretou a vida moral. Para Kierkegaard a vida é feita de escolhas e o que é importante não é tanto o conteúdo das escolhas quanto a própria escolha. Segundo Sartre, o ser humano é condenado a ser livre, no sentido de que o que ele será depende unicamente de suas escolhas.

Em Habermas a ética parte das reflexões sobre a linguagem segundo Wittgenstein para explorar a possibilidade de identificar uma via de acesso à ética. Para Habermas o agir comunicativo desenvolve-se num contexto de compreensão recíproca entre os falantes. É ncessário que cada qual reconheça o outro como pessoa e assumir a responsabilidade de dar razoes sensatas e transparentes como apoio das suas argumentações. Por fim, Rawls apresenta que a moralidade se forma sobre o pano de fundo de uma sociedade bem ordenada.

Às vezes tenho a sensação que os estudos sobre a ética se cessaram. Principalmente quando busco olhar numa conjuntura brasileira. O ser humano sem foi capaz de traçar sua teoria, contudo, existe uma carência intelectual. Hoje se estuda pensando no dinheiro. Hoje se produz pensando nos recursos financeiros. Recebe o diploma para ser rei. No campo intelectual estamos falando o que as pessoas querem ouvir. Um pensador não é um artista. Não deve delimitar seu trabalho com o que as pessoas vão gostar. É preciso pensar o que esta acontecendo no Brasil.

Depreendo que não jogo teorias como um clínico geral e passando o problema para um especialista. Embora que, é preciso de mais tempo para dissertar. A discussão sobre ética continua ativa e precisamos refletir sobre a sociedade brasileira. Nós só lembramos de ética quando se trata de política. Entretanto, a ética começa na sua vida. Portanto, a culpa de um governo corrupto é nossa. Lembre-se, os políticos só fazem o que deixamos. Só agem como gostamos.



A Crise Econômica ou A Crise Política?

Crônicas & Opinião | Fonte: José de Souza Júnior é Filósofo e Colunista de Política ( js_junior@yahoo.com.br ) :: 15/08/2011

O que diria os velhos consagrados intelectuais estadistas? Que estamos diante de um apocalipse? Ou no início de uma nova era? Factualmente a bola da vez é o próprio setor público. Não abordamos o setor privado. E quando ainda nos lembramos da crise imobiliária estadunidense não podemos esquecer-nos do que a antecedeu. O Estado gastando e gastando em guerras. Ou seja, a bola de neve gerada vem somatizar numa sonegação de financiamento dos contribuintes e acarretando na funcionabilidade estatal. O Obama não é o vilão e Bush não deve sobreviver à história como um herói. Já que é fácil lembrar-se do recente histórico da humanidade e condenar os terroristas. Parecendo que a culpa de tudo que hoje existe, foi um dia gerado pelos terroristas. O terrorismo contemporâneo só surge para ser uma resposta de uma conjuntura atual; caso contrário as torres gêmeas seriam derrubadas em outra ocasião – como, por exemplo, Guerra Fria.

Ao partirmos de uma avaliação histórica onde uma vez o poder estava na força física e depois atribuído ao aparato bélico, em 1798 vamos ter o evento onde a guerra não se dá em nome de um deus ou monarca, e sim do próprio ser humano. Dessa forma, o 11 de setembro de 2001 mostrou que não era preciso mais ser uma instituição para cometer uma destruição. O símbolo do poder econômico do EUA foram atacados não por uma nação ou revolucionários. Apenas indivíduos. Seguidores de um líder de ideologia fragmentada. A forma abrupta como o século 21 foi encarado não seria diferente se voltássemos há cem anos. Contudo, hoje qualquer um homem pode atacar uma super-nação.

Doravante, a crise econômica possui respaldos políticos. Talvez por vivermos uma geração onde não colocasse grandes lideres no cenário político. Ou melhor, a falta de um estadista. A falta de alguém com voz forte e determinada. A carência de alguém que olhasse mais a frente. Quando Obama vai até os acréscimos do segundo tempo para dizer o que fazer diante a divida americana, ele mostrou para o mundo que é apenas um evento presidencial. Não um presidente que consegue aplicar seu jogo político. E pelo fato de ser um marco em campanhas políticas o próprio Obama fez com que a cadeira da Casa Branca se tornasse uma briga pessoal entre Democratas e Republicanos. Por fim, quem pensou no Lulinha, esqueceu o significado de populismo. Pois a era Lula é uma jornada sem credibilidade global.

Depreendo com o pensamento que a crise econômica é um resultado da circunstância política gerada na quebra de braço do próprio Estado. O Estado quebrou e não por causa do setor privado. O Estado americano quebrou devido aos investimentos bélicos. O Estado europeu quebrou devido à ineficiência de sua indústria em adaptar-se no modelo de ser indústria do século vinte o qual é liderado pelos asiáticos. O Estado quebrou porque demorou demais para surgir um estadista. E hoje temos líderes que ideologicamente ponderam entre o conservadorismo e praticismos – no sentido que devo fazer de tudo para permanecer no governo, nem que seja dizer: I Love Marx.



O fim está próximo

Crônicas & Opinião | Fonte: José de Souza Júnior é Filósofo e Colunista de Política ( js_junior@yahoo.com.br ) :: 04/08/2011

Quando assisti o filme “2012” – profecia dos Maias – havia gostado mais do trailer, porque o filme foi perda de tempo. Entretanto, a mensagem ou visão do fim do mundo é só mais uma teoria, de tantas outras que falharam. Sou daqueles que pensa que o fim do mundo só acaba pra quem morre. Cientificamente em algum momento o sol vai explodir e logo tudo acaba. Assim como cientificamente em algum momento surgiu tudo o que existe. Porém, os sinais dos tempos estão bem visíveis ou a sociedade ou o ser humano, que vão percorrendo um novo caminho. Um caminho sem a pressão moral ou religiosa. Vivemos o viver. Buscamos o sentir. Fazemos parte da geração que somos capazes. Quem sabe um sub-caminho do carpem diem do passado. Contudo, o ser humano contemporâneo busca explorar os limites do próprio corpo, e morrendo por drogas, adrenalina (acidentes) e, sobretudo evasivos.

Quando ligo a televisão e vejo Cuba aceitando o setor privado; Hugo Chaves falando em inglês; o Paraguai chegar numa final sem ganhar um jogo, um cidadão ultra direita virar revolucionário, um jogador brasileiro dar não ao Real Madrid, os EUA em crise e principalmente devendo, por falar nisso temos também o Silvio Santos falido e por fim a Sandy ... (bom, você já sabe). Contextualmente elementos fundamentais para um extremista alegar o apocalipse. Porém, a existência humana continua o seu percurso. O ser humano continua dentro da sociedade e a sociedade encontra-se dentro do ser humano. Talvez a explicação para tal contexto.

Quando falo em sociedade, o que busco apresentar é a sociedade do ser humano em suas interações de seus sentimentos, ideias, relações psicológicas, fenômenos sociais e volições. Por fim, as mudanças de paradigmas. Assim como a cultura, a economia e política também mudam. Politicamente no Brasil poucos sofremos com alterações política, afinal, existe o Sarney para dar fundamento na minha tese. A economia estadunidense irá sem dúvida descrever um novo capitulo na história da humanidade. Não faço previsões do futuro, porém, é lógico que algo diferente vai acontecer. E quando a economia toma novo rumo, a política apresentará novos parâmetros. Parâmetros não no quesito que o povo assume o poder, pois esse fato faz parte da literatura passada. Parâmetros não no quesito que o setor privado quebrado, pois também faz parte do passado. E sim, que o Estado endividou-se.

Depreendo falando do novo contexto, e ouvindo o silencio dos estadistas que se orgulhavam como salvadores da pátria e hoje, acompanham a crise do Estado. Cada vez mais o setor público vem sentindo os sintomas de dores que em algum momento o setor privado sentiu. Logo, o fim está próximo. Não o fim de uma humanidade e sim de uma era. Ah! Não estou levando ao pé da letra. Pois o anuncio do fim é apenas um problema e problemas tendem a ser solucionados. Dessa forma, a dinâmica das roldanas podem parar, como podem girar no sentido horário ou no sentindo anti-horário. Ou seja, as roldanas vão existir; Basta saber o que vai acontecer com elas.



Com menos teoria e com muito menos prática

Crônicas & Opinião | Fonte: José de Souza Júnior é Filósofo e Colunista de Política ( js_junior@yahoo.com.br ) :: 12/07/2011

Com a recente vinculação da imagem do estudante dentro de uma panela durante o seu banho, e os comentários sobre a atitude me levaram a refletir o que é uma teoria e uma prática em nossa época. Tendo em vista que falar é fácil e fazer é difícil. Eu tomei conhecimento do assunto através de Bárbara Lima, a qual me impulsionou a recorrer livros para entender e enxergar como anda a teoria e a prática em nosso país. Doravante, minha pesquisa foi limitada, porém, ao olhar dos filósofos e sociólogos clássicos, a reivindicação de direitos não se dão dentro de uma panela. Aos que me lembrarem que pode ter sido um ato “artístico”, o restaurante universitário não nenhum festival.

Durante a graduação passei um semestre estudando ‘filosofia da libertação’, foram longas discussões embasadas em nomes como Juan Bautista Alberdi, Enrique Dussel e Osvaldo Ardiles. O que ficava em pauta era se existia uma filosofia latino-americana. Segundo esses pensadores citados o nosso pensamento latino existe dentro das vias como: a historicista, a geocultural e a geopolítica. Por conseguinte, o pensamento próprio latino-americano possuiu duas balizas centrais: a confrontação crítica com a tradição filosófica européia e a vinculação necessária da filosofia com a práxis de libertação. Por fim, pode sim existir um modo de filosofar estreitamente vinculado à realidade histórico-social da América Latina.

Embora que, os que hoje falam em revolução só pensam no que dizem/falam de Marx. Pois, para seguir é preciso produzir (academicamente) e reproduzir (humanitariamente). Remeto o pensamento marxista pelo fato de ele ficar em alta numa hora dessas, em que os estudantes pensam que estão salvando o mundo. Afinal, se uma criança não pede comida não existe motivo para os pais forçar. Ou seja, quem sente a dor que deve ir ao médico e não os sensibilizados com o paciente. Portanto, o pensamento de Marx passa por dimensões: filosófica (materialismo dialético); sociológico (materialismo histórico); econômico (mais-valia e fetichismo da mercadoria) e político (revolução de classes sociais). Por fim, a sua teoria vem na tentativa de substituir uma sociedade burguesa por uma sociedade socialista. Eis um grande erro que não é percebido em nossa realidade, sem sociedade burguesa não existe Marx.

Depreendo, que atualmente é preciso estar informado intelectualmente caso queira levar adiante uma “revolução”. É preciso primeiro fazer uma revolução dentro das salas de aulas e diante dos livros. Deixar de pensar e refletir numa época de tantas oportunidades (internet) é querer fazer barulho e só barulho. Lembro-vos que sou favorável a uma sociedade critica e contra os indivíduos cítricos. Logo, tanto na Europa quanto na América Latina o pensamento teórico existe, contudo, a prática não deve ser de séculos passados. É preciso de mais livros e estudos e menos novelas e fofocas.



Tuma; Quércia; Alencar; Itamar; Derci; E o Sarney?

Crônicas & Opinião | Fonte: José de Souza Júnior é Filósofo e Colunista de Política ( js_junior@yahoo.com.br ) :: 05/07/2011

A fila esta andando. Não estou aqui querendo a morte de ninguém, embora que ao menos assim a política começa a ser renovada. Renovada com nomes de Zezé Perrela. E até que ponto torna-se positivo mudar. Ou como se diz: trocar seis por meia dúzia. Por outro lado, o velho e bom Sarney continua no poder. O Palocci foi e voltou e Ele estava lá. O Bin Laden foi e Ele lá. O nosso amigo Lula depois de tantas eleições já foi presidente duas vezes e deixou sucessor e Ele lá. Tenho até medo de falar muito sobre esse assunto.

A morte de Itamar leva-se uma relevância maior por ter passado na presidência da República, no período de 2 de outubro de 1992 a 1 janeiro de 1995. Que convenhamos; a sua relevância presidencial se dá com o Plano Real, que acabou marcando a recente historia do Brasil. Lembro-me que Mercadante falou que daria errado e Lula dizendo que era plano eleitoreiro; ambos erram. Espero eu errar um dia com a história do PAC. Fora disso, ele foi mais um a caminhar sobre os mesmo trilhos de nossa política brasileira. Ou seja, brigas paroquiais, mudanças partidárias e reaproximações com antigos desafetos. Contudo, pode-se dizer que Itamar soube levar a correção ética. Visto como algo muito raro no Brasil.

Durante o período da presidência impressionou muita gente ao apresentar um novo rumo ao país. Pois acabou assumindo o país em tempos de turbulência, com crise econômica, crise administrativa e crise moral. Por fim, conseguiu realizar um governo de união nacional. Que na ocasião, apenas o PT ficou de fora. E sobretudo, alcançou o restabelecimento da paz política que andava distante.

Depreendo querendo apresentar que qualquer pessoa ao parar de respirar torna-se boa. Vira ídolo. No caso Itamar tem seu quesito de qualidade. Afinal, um político não pode ser somente ruim. Embora que pode existir. Quando utilizo-me de um titulo com nomes de personalidades publicas, com políticos e não e de alguém vivo; tenho a pretensão de refletir que a perca do poder só se dá com a morte. A picada da mosca azul é tão forte que leva para a vida inteira. Enquanto a população caminha na contramão. Na contramão do que os senhores respiram e um dia como todos nós vamos descansar.



A política através de olhares teóricos

Crônicas & Opinião | Fonte: José de Souza Júnior é Filósofo e Colunista de Política ( js_junior@yahoo.com.br ) :: 27/06/2011

O que podemos perceber que falar de política é algo inconveniente ou interessante. É claro que para os “normais” assuntos como novela e futebol é bem mais apetitivo. Talvez por uma questão de cultura. Ou educação. Por outro lado, não quero dizer que os politizados são os únicos salvos da humanidade. Seja na China ou no Brasil a consciência política é obrigatória. Cada cidadão de uma nação precisa saber se comunicar politicamente, ou vai seguir a corrente e sobreviver sobre o que os mesmos políticos que falam sempre. Sendo renovados somente após a morte. Não estudo política para mudar o mundo. Não sou utópico. Não sou herói e nem o melhor. Sou apenas um cidadão. Apenas alguém que tenta estudar política para entender a funcionabilidade governamental. E nem sempre entendo.

No período que fazia a graduação de filosofia comecei a estudar Maquiavel. Mais especificamente em 2006. E desde esse período não me sinto seguro sobre o que seria uma teoria política, isso, olhando para o Brasil. O quanto mais estudo eu vou descobrindo um ponto novo e muda todo o texto. A política não nasceu com Maquiavel. Mas a política que nasceu no século 15 continua mantendo a forma de pensar ainda hoje. O florentino e Cia ltda de pensadores políticos não precisam ser lembrados a todo instantes, porém, é como se nós respirarmos eles sem saber ao menos que eles existem. Não é preciso ver a combustão para ver um automóvel em movimento.

A teoria política pode ficar entre o passado, o presente e o futuro. Cada tempo desses é uma política e logo uma teoria. O passado pode transformar nomes em heróis e vilões. Pois, quais são as fontes que temos para estudar a nossa monarquia? As fontes para a primeira República? Temos sim muitos dados, entretanto, pode haver meios que foram gravados na história com uma imparciabilidade. Um exemplo mais recente: o governo Lula é completamente diferente do que o próprio Lula fala e o que a história narra. Por conseguinte, o presente visa o poder e o lucro. O dinheiro que é a paixão da política presente é artefato no passado e no futuro. O poder transforma-se como um titulo a ser lembrado. Porem o futuro, é meramente analise e tentativa de gerar consequências das lutas presente. Doravante o futuro nunca se concretiza, pois, se renova a cada segundo e pensar político.

Depreendo que é preciso ter consciência política, e não me canso de falar nesse assunto. Somente entendendo as regras do jogo que podemos jogar. Embora que cobramos tanto a habilitação para dirigir qualquer meio motorizado e ignoramos uma nação que vão as urnas. Um voto não é um palpite. É uma aquisição. Uma vida. Uma história que se inicia. Toda via, o voto continua sendo como uma aposta de loteria ou objeto de troca. Esse valor adquirido no tempo eleitoral quando virar passado não terá valor. O que construímos com o nosso voto vendido? Construímos uma nação que continua sendo colônia e chamada de país emergente. Você duvida? Então pare para pensar; por que só agora falamos de segurança? De infraestrutura? Porque não temos valor; mas a Copa possui..



O poder nos governistas

Crônicas & Opinião | Fonte: José de Souza Júnior é Filósofo e Colunista de Política ( js_junior@yahoo.com.br ) :: 23/06/2011

Começo a perceber que é mais fácil o Corinthians ganhar uma Libertadores do que um político do governo ser punido. Faço o comentário sem a intenção de analise futebolística. Meu campo é a política. Sendo assim, a política brasileira caiu no marasmo de que tudo acaba em pizza. De que as coisas são assim mesmo. De que políticos são corruptos. O senso comum já nem se preocupa mais com o passado e lado obscuro dos políticos maléficos. O que temos hoje é uma descrença na ética e na moral. Tudo o que vale aqui é o poder. E por falar em política e poder não podemos esquecer-nos de Maquiavel, o republicano não democrático; o que compete ao político, segundo Maquiavel, é conquistar e manter o poder.

O nosso jeitinho brasileiro e a nossa cultura latino-americana nos fazem perceber que os amigos do poder são também amigos da lei. Por conseguinte, o caso Palocci já ficou na história. Embora o que realmente houve foram brigas internas entre o Partido dos Trabalhadores e o PMDB que quer uma fatia ainda maior do bolo. O PMDB tecnicamente obteve a tentativa de pressão sobre o ministro da casa civil, onde, a sua permanência o coloca mais debilitado politicamente. A imagem que Palocci vinha construindo no governo Dilma era de quem pouco distribuía o poder. Na vida política tudo possuiu uma intenção. Nada é de graça. Se colocaram Palocci nessa situação é que poderiam tira-lo quando ele cedesse aos pedidos. Provavelmente acordos foram tratados e divisões negociadas. Daqui pra frente devemos encontrar outro cenário político.

As hipóteses de renuncia ou punição ao ministro da casa civil são talvez platônicas. Não desconsideradas embora que platônicas. A cadeira do ministro só estaria vaga se realmente o PMDB desejasse tal ministério. Ou deseja? Doravante a presidente Dilma manteve de certa forma em silencio ou fragilizada com sua doença. Diferentemente de Lula, a presidente mostrou-se bem cautelosa. Que no momento em que escrevo este artigo não se cogita de demitir o ministro. A oposição tentou morder essa maçã e lhe pareceu que não tinha dentes, pois, nada foi tirado da maçã. Toda essa turbulência no governo não foi gerada pela oposição. É resultado de intrigas internas. A oposição não conseguiu nem ao menos gerar um desgaste no governo.

Depreendo dizendo que maçãs não são balas para serem derretidas. O poder traz amigos e gera inimigos enquanto existe o poder. E nesse atual governo não é diferente. Sobretudo ao tratar de uma “presidente fraca”, que já mencionei em outro artigo nesse mesmo espaço. Aqui os “meios são determinados pelos fins que buscamos atingir”, como diria Maquiavel. Por fim, minha opinião é que vamos continuar vendo Palocci no cargo. Sendo que, a sua força será diferente. Uma tempestade ainda maior se aproxima. Porém, os raios não vão vir da oposição. A oposição será um espelho distante que refletira os relâmpagos e sem saber o que esta acontecendo. Mostrando o quanto o governo possui poder.





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