Sabor Selvagem, um convivia slow food em Balneário Camboriú

Gastronomia Paraense | Fonte: Ofir Oliveira :: 19/06/2010
O grupo Sabor Selvagem foi fundando em 2007 e se tornou um convivia slow food na cidade de Balneário Camboriú – Santa Catarina, seu fundador Ofir Nobre Oliveira, chef renomado e consagrado no Brasil e em vários países do mundo como um dos maiores difusores da cultura amazônica.

O chef é o líder do convívio e conta com o auxilio de sua filha Luana Oliveira para gerenciar o grupo na cidade de Belém do Pará e na região catarinense tem como coordenadores do grupo Aline Sophiatti e Bernardo Simões, ambos cozinheiros que representam o chef em eventos que o mesmo não pode comparecer, além de articular parcerias e planejar eventos na região Sul do Brasil.

O grupo sabor selvagem executa eventos em Santa Catarina e no Pará simultaneamente por ter representantes nas duas localidades, em Santa Catarina foram realizados diversos eventos gastronômicos Slow e é de SC que são organizados os grupos das “expedições amazônicas”, que hoje está planejando sua quarta ida a região com chefs, cozinheiros, jovens e estudantes de gastronomia para conhecer os produtores, produtos e cultura desta magnífica região brasileira.

Atividades desempenhadas:

O convivia sabor selvagem realizou no último ano os seguintes eventos gastronômicos de valorização do produto e cultura regional amazônica e catarinense:

• VataPará – Um almoço na praia dos amores – Balneário Camboriú em que o convivia proporcionou uma experiência única para os residentes da região, um Vatapá Paraense ao som de bandas autorais de reggae nacional. Foram vendidos 85 convites para o almoço e a comida e cultura oferecidos pelo convivia encantaram os convidados e encheram o restaurante.

• Degustação de drinks com frutas amazônicas no Roque’s Bar / Balneário Camboriú – Os membros do convivia realizaram uma degustação de drinks com cachaça artesanal de Luiz Alves / SC e frutas amazônicas. As frutas utilizadas foram: Cupuaçú, Graviola, Maracujá, Cajú, Bacuri, Açaí, Guaraná e Taperebá. Foram vendidos mais de 200 drinks em duas semanas de venda (números expressivos que o próprio dono do bar nunca atingiu com drinks tradicionais como a caipirinha). Essa iniciativa fez com que as pessoas experimentassem sabores nunca antes degustados, e fez as frutas amazônicas serem o grande atrativo das noites daquelas duas semanas ao invés da rotineira cerveja industrializada.

• Festa Cozidos Open bar – Festa para agariar fundos para a 3ª Expedição à Amazônia que contou com drinks de frutas e comidas típicas.

• Vatapará II – A segunda edição do almoço que contou com número récorde de participantes (90convidados) e difundiu ainda mais a cultura e os produtos regionais de origem amazônica.

• Venda de camisetas do grupo Sabor Selvagem com frases de apoio a cultura e cozinha amzônica com o intuito de agariar fundos para a 3ª e 4ª expedição à Amazônia;

• Noite Amazônica L`assiette – Duas noites inesquecíveis em que foram servidos pelos Chefs Ofir e Marcone pratos indígenas e típicos do Pará em releituras contemporâneas.

• Almoço dos convivias catarinenses – O evento foi idealizado pelos coordenadores do convivia Sabor Selvagem durante o Terra Madre Brasil 2010 e foi um marco para o estado. Reuniu diversos agricultores de baixo impacto de produtos típicos catarinenses e contou com uma grande variedade de produtos orgânicos, que harmonizaram com os vinhos Goethe de Urussanga e favoreceram demais o estado de santa catarina. Além de ter promovido a reunião de todos os convivias catarinenses (sabor selvagem, engenho da farinha e pihão da serra catarinense) e respectivos líderes, e diversas comunidades do alimento em um evento de valor incomensurável. A adesão foi surpreendente, o evento era para 20-30 pessoas, mas a adesão foi tão intensa que tivemos que amplia-lo até o limite de lotação do restaurante:75 pessoas. O evento proporcionou além do fomento à agricultura familiar sustentável da região, a difusão do molho indígena arubé que deriva do caldo da mandioca fermentado –tucupi- e a experiência sensorial dos participantes, os ingredientes típicos foram servidos de maneiras muito diferentes e criativas, cativando os convidados de uma forma nunca antes imaginada.

• 1ª, 2ª e 3ª Expedição à Amazônia Paraense – Expedições que levaram chefs, estudantes, cozinheiros e joves de Santa Catarina à Amazonia para que pudessem expandir seus conhecimentos sobre os produtos brasileiros e ter contato com a cultura indígena até então desconhecida pelos participantes. Todas as expedições foram experiências que mudaram a vida dos participantes. produto, produtor, técnicas de produção, beneficiamento de matéria prima, técnicas de preparo, receitas regionais, antropologia e história. Os jovens planejaram, promoveram e executaram eventos in loco que afirmaram os principais objetivos do grupo que são: Difusão da cultura gastronômica da Amazônia paraense; Valorização do pequeno produtor; Preservação do ecossistema; Promoção da inclusão social por meio da gastronomia. A expedição contou com um roteiro extenso a ser cumprido durante os 14 dias e com a possibilidade de alteração de alguns locais e datas pelos próprios alunos. Essa foi uma iniciativa sem fins lucrativos e toda a verba captada direcionada ao grupo e em projetos que beneficiaram a sociedade que o apoiou. Durante a viagem, os estudantes e profissionais de gastronomia puderam entrar em contato com o dia-a-dia do povo de Belém e compartilhar de seus hábitos e costumes, bem como tomar conhecimento de uma variedade enorme de produtos e técnicas de cultivo, beneficiamento e cocção da matéria prima local.

Ainda foram ministrados aos funcionários do Parque dos Igarapés (local que os estudantes ficaram hospedados por 8 dias), cursos de boas práticas e manipulação de alimentos pelos alunos. Todo o planejamento ficou a encargo dos mesmos, que desempenharam com louvor tais atividades e receberam as congratulações dos profissionais e direção da instituição. O coquetel de divulgação do evento realizado no restaurante Don Giuseppe em Belém/PA foi bem muito bem sucedido e contou com a presença em massa dos divulgadores e formadores de opinião da cidade, bem como a mídia local. Todos puderam saborear os canapés e petiscos preparados exclusivamente para a divulgação do evento pelos alunos sob a coordenação do Chef Ofir Oliveira. No Parque do Igarapés foi realizado um evento que contou com o apoio de políticos da região, imprensa, produtores e apoiadores, bem como secretários do Governo Municipal e membros da sociedade que fazem a gestão pública no Pará, e por ter corrido de forma impecável, representou um grande passo para as metas ideológicas e institucionais do grupo Sabor Selvagem, firmando grandes parcerias para futuros projetos. Em Bragança, o grupo pode realizar um jantar impecável para o prefeito da cidade que nos rendeu apoio irrestrito às futuras expedições e novos projetos do grupo.

Todos esses eventos, bem como outros que já foram realizados anteriormente só puderam ser realizados graças ao incansável esforço dos representantes do grupo em Santa Catarina e o apoio do chef e sua filha, que se dedicaram de forma implacável para que o grupo obtivesse sucesso máximo em seus feitos, e procurando sempre destacar o Slow Food e seu real sentido perante a sociedade, conseguindo assim maiores adeptos do movimento.

A oportunidade de participar do Terra Madre – Turim, será de valor incomensurável para os coordenadores e líderes do convivia, que poderão firmar novas parcerias e promover a idéia Slow e fazer com que a corrente da igualdade social, sustentabilidade e valorização da cultura e produtos regionais do Brasil seja fortalecida.

Chef Ofir Oliveira – AgroBrasília / convite

Gastronomia Paraense | Fonte: Ofir Oliveira (saborselvagem@gmail.com):: 08/05/2010
Para recepcionar os Chefs da Rede Terra Madre (Ofir Oliveira de Belém, Faustino de Fortaleza e Adriana Lucena de Natal), que estarão em Brasília participar da AgroBrasília, o Slow Food Cerrado tem o prazer de convidá-los para uma confraternização no Panelinha Brasileira Restaurante.

Para esta noite especial os Chefs Moisés Nepomuceno (Rede Terra Madre Brasil) e Gudrin (Slow Food Cerrado) irão preparar a Paella do Cerrado, com ingredientes locais e frutos do Cerrado. E para a sobremesa, pudim de leite com calda de gengibre.

Quando: 11 de maio (terça feira), às 20 horas.

Onde: Panelinha Brasileira Restaurante, SHCN CL Qd. 316 Bl. E Ljs 18 e 20 - Térreo - Asa Norte

Quanto: R$32,90 (por pessoa, bebidas não incluídas)

Reservas: (61) 3041-5070 e 9218-5601.

O Panelinha Brasileira promove a responsabilidade social através da Confraria do Bem e a Rede Solidária Anjos do Amanhã, uma iniciativa da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal. Toda terça-feira parte do que é consumido é doado para a OSCIP Chamaleon, com trabalho em prol das crianças e adolescentes que sofrem maus tratos e abusos sexuais.

- Click aqui e confira o site da AgroBrasília

Chef Ofir Oliveira – Terra Madre

Gastronomia Paraense | Fonte: Ofir Oliveira (saborselvagem@gmail.com):: 05/04/2010
Ofir Oliveira é um amazônida, nascido em Calçoene. Trabalha divulgando a culinária indígena da Amazônia, chamada por ele de “culinária politicamente correta” por sua autenticidade, originalidade e grande diversidade. O chef é fundador da Associação Sabor Selvagem, localizada em Belém/PA, líder do Convivium Sabor Selvagem, com sede em Balneário Camboriú, e também professor do curso de Gastronomia da Universidade do Vale do Itajaí, ambos localizados no Estado de Santa Catarina.
Click e leia a entrevista com Chef Ofir ...

Stellenbosch, a terra natal dos grand cru’s Sul Africanos

Gastronomia Paraense | Fonte: Site Malagueta / Ofir Oliveira :: 28/08/2009
Os vinhedos Sul Africanos ocupam mais de 102 mil hectares e contam com mais de 80 diferentes Denominações de Origem. A África do Sul é o nono produtor de vinhos do mundo. São mais de 4 mil produtores, que representam 3% da viticultura mundial.

A área considerada a capital dos vinhos Sul Africanos localiza-se a 40 km da Cidade do Cabo. A saída do aeroporto foi engraçada. Os carros têm sistema inglês, com o volante do lado direito. A estrada ao Norte de Cidade do Cabo até Stellenbosch é linda com largas planícies e várias pequenas aldeias ao longo do caminho.

As colinas de Stellenbosch são coloridas com tons de bege, verde e azul. A diversidade do solo, traz várias qualidades e classes de granito, dentro de um único rico micro clima. De temperatura moderada, a região aproveita as brisas frias que chegam do mar pelas montanhas, que amenizam o calor do verão.

Este é um terroir perfeito para as uvas crescerem com características e autenticidades únicas. Em Stellenbosch, a temperatura gira em torno de 21 graus. Há apenas 2km do centro, encontra-se o vale de Jonkershoek, considerado por muitos locais como o melhor lugar para o desenvolvimento da uva cabernet sauvignon.

Não muito longe de Stellenbosch - entre as pequenas cidades de Boland e Somerset West - fica a área chamada, como a montanha local, Helderberg. De acordo com os produtores locais, o clima temperado do Cabo e as condições perfeitas do solo fazem com que essa parte do mundo seja especial para uvas crescerem.

Esfriados por brisas marinhas no verão, que chega da costa, os vinhedos nas colinas de Helderberg ja fizeram seu nome no mercado do vinho, produzinho alguns dos mais premiados rótulos da África do Sul. A rota conta com mais de 20 vinícolas - que vão desde familias de produtores com tradição em cultivar videiras por mais de 300 anos até boutique.

Alguns dos ótimos vinhos dessa zona são produzidos por:

Alto Wine Estate - Situado no alto das colinas de Helderberg, com uma inclinação Norte de até 500 metros de altitude, produz ótimas uvas vermelhas. A vinícola ganhou mais de 70 medalhas de ouro em concursos internacionais e degustacoes de vinho.

Avontuur Wines – É a única vinícola sul africana com uma mulher no papel de winemaker. Lizelle Gerber também foi a primeira a vencer o prestigioso prêmio SAA Award.

Bilton Wines - A fazenda existe desde 1694 no pé da montanha Helderberg. As primeiras parreiras foram plantadas em 1726 e o cellar (porta de adega) data de 1824. Desde 1996, eles implementaram um sistema científico para preservar as variedades nobres de uvas. É possível ter informações sobre os melhores micro-terroirs para cada variedade plantada.

Dellrust Wines - A familia Bredell continua produzindo uvas e fazendo vinho por mais de 100 anos. Albert Bredell faz parte da quinta geração de winemakers de Dellrust. Somente as melhores uvas sao vinificadas.

Eikendal Vineyards – É um dos lugares ideais na região, por sua perfeita combinação geográfica entre as montanhas, criando um micro-clima marítimo perfeito para a criação de vinhos de qualidade.

Algumas outras ótimas vinícolas incluem Yonder Hill Wine, Webersburg Wines, Vergenoegd Wine Estate, Vergelegen Wine Estate, Stonewall Wines, Rust en Vrede Wines, Onderkloof Wines, Post House Cellar, Grangehurst Winery, Helderkruin Winery, JP Bredell Wines, Longridge Winery.

Chef Ofir e alunos da Univale em visita a Bragança no Pará

Gastronomia Paraense | Fonte: Ofir Oliveira (saborselvagem@gmail.com):: 19/08/2009
Os alunos de gastronomia da UNIVALE - Universidade Vale do Itajaí, de Santa Catarina-PR, estiveram em Belém e Bragança neste mês de julho de 2009, onde fizeram uma viagem de intercambio cultural entre o Norte e o Sul.

Eles estavam acompanhados do professor e chef Ofir Oliveira e em Bragança conheceram os pontos turísticos de nossa cidade e tiveram uma recepção calorosa pelos bragantinos e pelo prefeito Edson Oliveira que cedeu seu próprio veículo para que os alunos pudessem conhecer a região bragantina e eles levaram uma boa impressão de nossa cidade.

O Chef Ofir Oliveira e os alunos da UNIVALE estiveram também visitando o Chef Atala no Hilton Hotel em Belém do Pará.

Intercâmbio cultural - Belém / Bragança mês de Julho 2009

Tesouros culinários, sabores selvagens

Gastronomia Paraense | Fonte: Site Malagueta / Ofir Oliveira :: 11/07/2009
A cozinha é um lugar de metamorfose e alquimia, onde o cozinheiro combina técnica e intuição para transformar natureza em cultura. A magia que permeia esse universo enfeitiçou um caboclo descendente de índio e português, nascido em Calçoene, fronteira do Oiapoque, cidadezinha localizada no nordeste do Amapá. Ofir Oliveira foi criado em Bragança, em Belém do Pará, uma das cidades mais tradicionais da Amazônia e que possui forte cultura local. Assim como a região é versada em folclores, a saga desse amazonense, cujo nome significa tesouro, é uma fábula de descobertas, encontros e desencontros.


CHEF Ofir OliveiraFilho de cozinheira de mão cheia, a culinária da Amazônia tornou-se sua bandeira e salvação. É motivo de orgulho e engajamento. Hoje, para muitos chefs, a cozinha é um hobby que virou profissão. Aquele “Plano B” que transforma advogados, engenheiros ou arquitetos em exímios e felizes cozinheiros. Para o caboclo, criado na floresta e que atende pelo codinome de bode, era a única saída. Os sabores de suas tradições fez de Ofir um chef aclamado em Paris, no ano de 1990. O reconhecimento de dois anos de trabalho no restaurante franco-brasileiro Canoa rendeu destaque na revista Cosmopolitan. Sua cozinha foi nomeada como ‘deliciosa e requintada’. “Apostei na Maniçoba (feijoada da Amazônia) e Peixe à Capitôa. Virei estrela em Paris”, conta.

O cozinheiro das canoas

Antes do sucesso na França, ele amargou dias de escassez, engoliu crises financeiras e suportou perdas, como a do seu pai. Sua história é baseada em construção e reconstrução do zero. “Tinha que ser empreendedor e o que sabia era cozinhar, mas não profissionalmente”. Foi assim que reuniu amigos para um jantar temático com Peixe no tucupi, Peixe à capitôa, Sururu e Caranguejo. Desse encontro, surgiu a oportunidade de assumir um restaurante. “A partir daí entrei de vez na cozinha”, diz o chef. Depois, abriu uma lanchonete, que segundo ele, era o Mc Donald’s de Bragança, e, ainda, o botequim Conversa Fiada.

Ele conta que aprendeu a cozinhar no Rio de Janeiro, quando acompanhou os amigos da marinha mercante. “Era o pirata do navio e cozinhava todos os dias para os marinheiros”, lembra. O bode não conseguia sossegar num lugar. Seu desejo era navegar e comprou uma canoa, a Maravuvuia, nome em homenagem a uma madeira amazônica. Com os amigos, criou a confraria Búfalos Selvagens. E foi navegando entre a Baía da Guanabara e os rios amazônicos, que chegou ao Canoa, na capital francesa.

Durante o percurso, mais um naufrágio. Em busca de um suposto tesouro no município paraense de Nova Esperança do Piriá, ele contraiu uma malária falcípera e quase faleceu. Foi graças à intercessão de um pastor protestante que voltou a vida, como ele testemunha. Entre ondas e tempestades, Ofir guardava a profecia de um feiticeiro que previu um futuro brilhante para o cabloco. Após a recuperação da doença, decidiu vender o Conversa Fiada.

Era mês de outubro, época das festividades de São Benedito, de quem o cozinheiro é devoto. O ano ele não sabe precisar. O cozinheiro recebeu uma proposta para comprar um bar por R$ 20 mil reais. Não tinha todo o dinheiro, mas deu um jeito e inaugurou o Retumbão, nome de um dança da tradição da marujada. Em três meses, já servia mil refeições por dia. Mas aí veio um novo plano econômico que o levou à falência e novamente perdeu tudo de novo. Comida e religião se misturam à história de Ofir e dão conta de explicar a tumultuada trajetória dessa figura carismática e apaixonada pela gastronomia brasileira, de 60 anos.

Da Amazônia para Paris

Antes do convite para ir cozinhar em Paris, montou uma cozinha industrial e fornecia refeições para o governo. A onda mudou novamente e sua canoa foi navegar em outros mares. Um amigo comentou que a irmã precisava de um cozinheiro para trabalhar em um restaurante na França, comandado por uma brasileira e um francês. Em 27 de setembro de 1989, Dia de São Cosme e Damião, como ressaltar Ofir, ele desembarcou na capital francesa. “Não tinha uma viva alma no restaurante, até que entrou um desavisado e preparei a comida. Nesse momento comecei a cozinhar profissionalmente. O cliente agradeceu e disse que nunca tinha comido nada igual”, conta o chef.

A profecia do feiticeiro se cumpriu: “Para jantar comigo, era preciso reservar com 30 dias de antecedência. Fundamentei a ideia da gastronomia amazônica em Paris”, destaca. Em dois anos, Ofir atendeu 20 mil pessoas, 70 clientes por noite e virou celebridade. Novamente, chegou a hora de zarpar com a canoa e, junto com a família, retornou ao Brasil. Na França, conheceu pessoas ligadas à preservação do meio ambiente e uma loja chamada Mundo Selvagem, que vendia artigos de decoração com resíduos da floresta amazônica.

Ao retornar para Belém, se enfronhou na mata para recolher restos de plantas e vegetais. E, graças aos contatos feitos no exterior, recebeu verba para transformar essa matéria-prima em arte. Foi no bairro pobre chamado Fé - ele chama a atenção para o nome religioso novamente - que reuniu material para montar uma exposição temática. A arte da cozinha foi transferida para as telas e o cabloco expôs quadros no Hotel Hilton, em Paris. “Foi um sucesso, vendi todas as obras e, novamente, recebi o reconhecimento na cidade”, diz o cozinheiro, lembrando a profecia do feiticeiro. Hoje, o vilarejo tem cerca de 60 hectares de área preservada, devido ao sucesso de projetos como os de Ofir.

Enfim, um porto seguro

Após aventuras marítimas e culinárias, o viajante gourmet aportou sua canoa em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Ele dá aula de cozinha amazônica na Univali e comanda o restaurante L’Assiette, onde exercita a cozinha de autor. Também é fundador da Associação Sabor Selvagem, em Belém, para promover famosos festivais sobre a culinária da Amazônia. Ofir lidera o convivium Slow Food, em Balneário Camboriú, que leva o nome de sua associação.

Atualmente, está engajado em fundar uma escola de gastronomia no Pará e vai começar a realizar intercâmbios com seus alunos à Belém e Bragança. O primeiro grupo chega no dia 13 de julho e a missão será organizar um evento para 200 pessoas no Parque dos Igarapés, em Belém. Já em Bragança, Ofir vai comemorar 30 anos do Peixe à Capitoa e celebrar o Ano da França no Brasil, em clima amazônico. Outra iniciativa é a industrialização do tucupi (caldo fermentado da mandioca) e a fabricação do arubé, espécie de mostarda nativa. A ideia surgiu devido aos cerca de 100 milhões de litros de tucupi desperdiçados pelos 60 mil produtores de mandioca de Santa Catarina.

Persistente e defensor incansável das tradições da Amazônia, Ofir carrega os tesouros de sua identidade por onde passa. E faz de seus sabores selvagens a atração principal, encanta, enfeitiça, assim como uma lenda folclórica. Os mistérios da região mais vigiada do mundo são desvendados por gente simples, entusiasmada com a diversidade de sua terra. Países como Suíça, Estados Unidos e Itália já provaram o tempero exótico desse cabloco, que viu na cozinha a salvação para sua canoa. E, em gratidão, levou sua identidade alimentar para outros mares, erguida sempre no ponto mais alto do mastro.

Fonte: - Site MALAGUETA

Equipe Malagueta - Texto: Juliana Dias - Fotografia capa e dição de imagens: Carolina Amorim (Foto Ofir de Mário Firmino) - Revisão: Juliana Esteves e Viviana Navarro.

Viagem dos alunos da Univale para a cidade de Bragança no Pará

Gastronomia Paraense | Fonte: Ofir Oliveira (saborselvagem@gmail.com):: 05/06/2009
Chef OFIR OLIVEIRA comunica: A ida dos alunos de gastronomia à Belém e Bragança acontecerá no mês de julho. A chegada do grupo está prevista para o dia 13 de julho. Chef Ofir Oliveira viajará para Belém no dia 8 de junho e adiantará detalhes da visita e um evento para 200 pessoas no Parque dos Igarapés, e outro em Bragança.

Na cidade de Bragança pretende comemorar 30 anos do prato de sucesso Peixe a Capitôa e tambem comemorar o ano da França no Brasil, que reconhecem a nossa gastronomia como uma das mais sofisticadas do Mundo, conforme matéria publicada na revista "Cosmopolitam".

Acompanham o Chef Ofir Oliveira ao Pará, além dos estudantes do Brasil, 2 (dois) universitarios de gastronomia da França, para comemorar este evento em Bragança, tanto o peixe como o ano da França.

Nesta quinta (4) em Balneario Camburiu, Chef Ofir Oliveira esteve com os Secretários de Turismo e o de Cultura da cidade, para iniciar um intercâmbio cultural norte sul, a partir de nossas origens culturais, que são os Açorianos e fudamentado no molho de Arubé que é o tucupi concentrado como fator de união cultural que é a mandioca.

Nesta sexta (5) Chef Ofir Oliveira estará no restaurante LAssiete, o qual é um dos mais chique desta cidade, promovendo a cultura bragantina com os nossos pratos.

Eventos... L'assiette - Cozinha do autor

Gastronomia Paraense | Fonte: Ofir Oliveira (saborselvagem@gmail.com):: 08/06/2009
  • Evento Gastronômico - apresenta os chef's OFIR OLIVEIRA e MARCONI RIGHI




  • Mercados da Terra

    Gastronomia Paraense | Fonte: Malagueta / Ofir Oliveira (saborselvagem@gmail.com):: 05/06/2009

    A cidade de Antônio Prado, localizada na encosta do nordeste gaúcho, foi o ponto de encontro para discutir biodiversidade brasileira, agricultura familiar, produção orgânica e comércio justo. Promovido pelo Instituto Morro da Cutia de Agroecologia (IMCA), o encontro reuniu líderes do movimento Slow Food; representantes do SDT (Secretaria de Desenvolvimento Territorial), que faz parte do MDA (Ministério de Desenvolvimento Agrário); e associações como a Cooperativas Sem Fronteiras e a organização italiana Libera-Terra. O evento integrado aconteceu entre os dias 29 de maio e 03 de julho, dividido em dois seminários: “agrobiodiversidade, desenvolvimento sustentável e comercialização solidária”, e “dinamização econômica: comercialização solidária e comércio justo e solidário”. Ainda em paralelo foi a realizada a conferência internacional Cooperar sem Fronteiras. Antônio Prado é considerada a primeira Slow City do Sul do Brasil e é cidade mais italiana do Brasil.

    No evento, a liderança do movimento no Brasil estava representada por Margarida Nogueira (Rio de Janeiro), Cênia Salles (São Paulo), Mário Firmino (Campinas/SP), Evanilda Prospero (Piracicaba/SP), Cláudio Andrade (Balneário do Camboriu/SC), Eliane dos Reis (Lajes e Urubici/SC), Kátia Karam (Pirinópolis/GO), Ofir Oliveira (Balneário do Camboriu/SC), Adriana Lucena (Potiguar/RN), Irineide Teixeira (Recife/PE), Jussara Dantas (Uauá/BA), Fábio Sicília (Belém/PA) e Fabiana e Adair (Porto Alegre/RS). Também estavam presentes as jornalistas Neide Rigo (Come-se) e Priscila Santos (Guia Verde). - Leia mais ...

    A culinária deve encantar

    Gastronomia Paraense | Fonte: Ofir Oliveira (saborselvagem@gmail.com):: 05/06/2009
    ( Matéria do Jornal de Portugal - " JORNAL DE NOTÍCIAS )

    Café com... Ofir Oliveira, cozinheiro

    O brasileiro Ofir Oliveira é natural de Belém do Pará e já cozinhou em vários países do mundo. O essencial, para si, é que a culinária seja fonte de prazer e degustação, com matérias-primas naturais.

    Ofir Oliveira esteve em Portugal, pela primeira vez em 2008. Foi à região do Douro para participar numa iniciativa do restaurante DOC, em Folgosa, Armamar, que consistiu na fusão dos sabores e aromas do Douro com os da Amazónia.

    Natural da cidade de Belém do Pará, com 59 anos de idade, quase 30 de carreira gastos em vários países do Mundo - embora diga que cozinha desde criança -, Ofir é um defensor acérrimo da preservação da natureza e seguidor convicto da "slow--food", a comida de qualidade confeccionada com os produtos autóctones de cada região.

    Como correu esta fusão entre cozinhas tão distintas?

    Sou suspeito para falar disso, mas acho que o casamento foi perfeito. A união da cultura e culinária do Douro com as da Amazónia resultou muito bem. Foi até uma surpresa muito grande que todos tenham apreciado esta mistura.

    O que achou da cozinha de autor que se faz no Douro?

    O Rui [Paula, do DOC], surpreendeu-me muito. Já tem um nível de culinária altíssimo e está ao nível de todos os chefes mundiais, pelo que foi um prazer trabalhar a seu lado.

    Estava à espera de encontrar este nível numa região periférica e pouco desenvolvida?

    Sinceramente, não sei que noção é essa que vocês têm do que é desfavorecido. Para mim, até foi um favor que me fizerem em convidar-me para vir cá, pois vi nesta região uma sociedade muito organizada, com uma cultura muito forte e com uma culinária tradicional, tal como na Amazónia, que hoje, no momento da globalização, é fundamental para que seja reconhecida no mundo.

    Daí que a chamada "slow food"

    esteja hoje tanto em voga...

    Sem dúvida. Esse é que é o futuro da gastronomia. Apreciar os produtos de boa qualidade. E da maneira que a economia no Mundo está, a desabar, vai ter de se apostar outra vez na agricultura familiar que garanta produtos de qualidade.

    Usa esse colar feito de cobra por algum motivo especial?

    Este colar representa, justamente, o encantamento. Tal como a cobra encanta a sua presa antes de a apanhar, também a culinária pode fazer o mesmo: através da degustação, procuro encantar para a preferência de comida regional, cujos componentes obedeçam ao respeito pela natureza.

    Curtinhas... (relembre)

    Gastronomia Paraense | Fonte: Ofir Oliveira (saborselvagem@gmail.com):: 05/06/2009
  • Matéria em Jornais e revistas - sobre o Chef OFIR OLIVEIRA
  • - Click e leia o que a imprensa fala de Chef Ofir Oliveira ...

    Paulo Martins, Embaixador da cozinha paraense

    Gastronomia Paraense | Fonte: Ofir Oliveira (saborselvagem@gmail.com):: 16/05/2009

    O paraense Paulo Martins lidera a seleção de cozinheiros brasileiros, que se inspiraram na iniciativa de franceses como Claude Troisgros, Laurent Suaudeau e o italiano Dânio Braga. O trabalho, quase arqueológico, de garimpar ingredientes resultou numa expedição gastronômica em busca dos sabores regionais, influenciando o perfil de cozinheiros da nova safra “De Origem Brasileira”. Ao norte do país, em Belém do Pará, o arquiteto Paulo abriu um restaurante no porão da casa dos avós, em 1972. À proposta, despretensiosa, ele deu o nome de Lá em Casa.

    Em 1980, o Plano B virou o A e o cozinheiro trocou a arquitetura pela cozinha. Daí em diante se engajou na causa nobre de apresentar para o Brasil o potencial dos ingredientes da Amazônia. Pesquisador empírico dos sabores regionais, Martins mobilizou o time de novos chefs do eixo Rio-São Paulo como Flávia Quaresma, Alex Atala, Bel Coelho e Andrea Tinoco. Ele apresentou iguarias como jambu, pupunha, tapioca e tucupi para que esses influenciadores do paladar pudessem promovê-las em seus restaurantes.

    Desde 1999, o chef organiza o Festival Ver o Peso da Cozinha Paraense, movimento que atraiu outros cozinheiros, jornalistas e profissionais do setor de alimentação. Realizado em parceria com o governo do Estado, o objetivo é fomentar a agricultura familiar e valorizar a identidade alimentar do Pará. Dentro e fora do Brasil, ele se mostrou incansável e determinado em valorizar os sabores nacionais. Até o catalão Ferran Adrià provou tucupi, tapioca e jambu, apresentados por Martins. Para suprir a dificuldade de distribuição desses produtos típicos, nos grandes centros urbanos, ele pessoalmente despachava encomendas para os chefs.

    Família assume a cozinha do chef

    A rotina frenética de Paulo Martins – que também incluía aulas em faculdades, cursos e participação em eventos – teve de ser interrompida devido à problemas de saúde. Em maio de 2008, ele se submeteu a uma cirurgia na coluna, para corrigir o achatamento das vértebras. “Ele é diabético há mais de 20 anos e nunca parou para se cuidar direito. O problema na coluna foi agravado pela diabetes”, conta a filha Joanna Martins.

    Associado à diabetes, fatores neurológicos e psicológicos deixaram o chef sem fala. Ele compreende o que está sendo dito, mas não consegue se expressar. “A recuperação é lenta, mas está acontecendo. Às vezes, nos surpreendemos com o seu jeito brincalhão e implicante”, diz. Hoje, o dia a dia do chef é monitorado por enfermeiros durante 24 horas, em uma rotina de tratamentos intensivos. A alimentação está sob vigilância, mas permite concessões para alegrar o cozinheiro. Uma vez por semana é dia de alegria. No domingo passado, dia 10, ele completou 63 anos e a comemoração foi com feijoada.

    A família se organizou para assumir o restaurante da Estação das Docas e fechou a unidade localizada na Rua Dom Pedro I. A esposa Tânia Martins, que estava afastada dos negócios, retomou com as filhas Joana (28 anos) e Daniela (32 anos). Cada uma está atuando numa frente. Joanna, formada em publicidade, cuida da área administrativa e resolveu estudar administração. Daniela coordena o operacional da cozinha e pretende seguir os passos do pai: investir em pesquisas culinárias e na experiência empírica. No momento, o cardápio é o mesmo do chef. Daniela está se preparando para desenvolver a parte de criação. A mãe se divide entre a supervisão da casa e os cuidados com o chef.

    Para Joanna, foi um desafio manter a qualidade de 37 anos de restaurante, conquistada com esmero pelo pai comprometido com a cozinha brasileira. “Nascemos no restaurante, que ficava do lado de casa. Temos contato desde pequena”, conta. A equipe familiar recebeu o apoio dos funcionários da casa, compondo um mutirão para zelar pelo La em Casa. O primeiro trimestre foi um “jogo de fogo”, ela diz que, quando o pai se restabelecer, não precisará nem mais trabalhar. “É só se divertir com cursos, palestras, eventos e pesquisas”, brinca a filha. Ela acrescenta que o chef sempre desejou ver a família envolvida diretamente no restaurante.

    Companheirismo na cozinha

    Desde que se afastou do trabalho, Martins tem recebido a visita de vários colegas de profissão como Alex Atala, Danio Braga, Mônica Rangel, Roberto Ravióli. E também chefs de fora do país como Vitor Sobral, Ferran Adriá e Juan Mari Arzak. A chef Teresa Corção, engajada na divulgação da mandioca, conta que Martins lhe ensinou a respeito da importância da mandioca para o Pará. “Foi ele que me fez provar o tucupi pela primeira vez e me contou que Bragança era o local de origem da melhor farinha d’água da Amazônia. Mais tarde, seguindo sua orientação e de outros paraenses apaixonados pela farinha de Bragança, filmei com Manuel Carvalho meu primeiro documentário - ‘O professor da farinha’ - naquele município; mostrando o incrível Seu Bené que hoje exibe, orgulhoso, seu título de mestre dado pelo Ministério da Cultura. Paulo foi pioneiro em valorizar não só a cultura gastronômica paraense mas a nossa identidade brasileira”, comenta a chef.

    Homenagem ao Embaixador da Cozinha paraense

    Entre os dias 20 e 21 de julho será realizada uma versão reduzida do Festival Ver o Peso, em Belém do Pará. O evento completaria 10 anos em 2009, mas foi interrompido em 2006. Os colegas Alex Atala, César Santos, Dânio Braga e Claude Troisgros - em parceria com a Associação da Boa Lembrança - farão uma coletiva de imprensa e um jantar beneficente a oito mãos. O chef Paulo Martins será o homenageado. “Vamos homenagear o coração enorme que ele tem e o carinho dedicado à cozinha, marca registrada desse embaixador do Pará”, declara Dânio. O pernambucano César Santos diz que o considera um dos mestres mais importantes da gastronomia brasileira. “O chef com sua experiência profissional soube, com sua excelência, levar os sabores de Belém do Pará para o Brasil e para o mundo”, completa.

    Já Laurent Suadeau, uma das referências de Paulo, também reverencia a atuação do cozinheiro. “Ainda me lembro do Paulo Martins sentado nas arquibancadas do Gourmet Show na Fispal de 1997, quando se levantou na platéia e deixou claro que havia uma diferença entre a cozinha amazonense e a cozinha paraense. Paulo faz parte das pessoas que eu mais respeito pelo engajamento e compromisso cultural gastronômico, que ele defende de forma pura e verdadeira. Ao meu ver são pessoas como ele, que deveriam receber todas as homenagens do Ministério da Cultura deste país, porque ajudam a desenvolver uma consciência e postura cívica em um país tão complexo como o Brasil”, declara.

    De acordo com o chef amazonense Ofir de Oliveira, proprietário do restaurante Sabor Selvagem, Martins é sem dúvida o ícone da culinária paraense. “O Festival Ver o Peso valorizou nossa cozinha e trouxe chefs renomados para conhecerem e reconhecerem os sabores inigualáveis da Amazônia Tive a honra de participar de duas edições, vivenciando a magnitude deste evento que propiciou a troca de conhecimentos e criação de novos sabores. Fato que indubitavelmente colaborou para este “boom” nacional e internacional de valorização desta gastronomia”, afirma.

    Homenagem Malagueta

    Nesta quinta-feira (14) , o Informativo Malagueta completou 100 edições e a matéria é em homenagem ao chef Paulo Martins por ter sido nosso primeiro entrevistado. Ele abriu com chave de ouro a empreitada de valorizar a gastronomia brasileira, a partir da comunicação. Ao acompanhar o seu afastamento da cozinha, decidimos ressaltar seu comprometimento com a cultura alimentar do Brasil e compartilhar com admiradores de seu trabalho e entusiastas da gastronomia a figura de um cozinheiro extraordinário, inquieto e persistente, que revelou um pouco da diversidade e nobreza dos produtos nacionais para os brasileiros. É um privilégio poder divulgar a gastronomia brasileira por meio de homens engajados como Paulo Martins.

    Site: Informativo Malagueta ( www.malaguetacomunicacao.com.br )

    Texto: Juliana Dias

    Revisão: Juliana Esteves

    Edição de imagens: Carolina Amorim.


    Fotos do evento: Cozidos Open Bar

    Gastronomia Paraense | Fonte: Ofir Oliveira (saborselvagem@gmail.com):: 21/05/2009
  • COZIDOS OPEN BAR - Dia 09 de maio ( Sábado ).









  • Primeira Mostra Gastronômica de Axé Brasil-Cuba

    Gastronomia Paraense | Fonte: Ofir Oliveira (saborselvagem@gmail.com):: 03/05/2009

    A entidades religiosas, culturais e turísticas, acadêmicos, docentes, estudantes de gastronomia, pesquisadores das culturas afras, artistas, jornalistas, etnólogos, antropólogos, sociólogos, psicólogos e povo de axé. Nos dias 3 á 5 de outubro, na cidade de Rio de Janeiro, acontecerá a Primeira Mostra Gastronômica de Axé Brasil-Cuba, auspiciada pela ANTAB – Associação de Turismo Afro Brasileiro, Aregala – Associação de Restauradores Gastronômicos das Américas e a Casa do Caribe de Santiago de Cuba, contando com o apoio de muitas outras entidades homólogas defensoras das culturas negra.

    A primeira mostra de gastronomia de axé Brasil-Cuba, estará voltada para fazer um profundo analise sobre as tradições alimentar de origem africanas, herdadas e conservadas como importante patrimônio religioso pelo povo de axé. Discutir amplia e democraticamente os valores dessa cultura, assumidos, conservados e dinamização pelos povos pertencente á diáspora afro-descendente no continente Latino Americano. Assim como o tratamento dado pelas políticas culturais, docentes, turísticas e etno gastronômicas em paises como Brasil e Cuba.

    Evento.

    - Palestras ministradas por importantes figuras acadêmicas e religiosas.

    - Mostra gastronômica de axé cubano-brasileira.

    - Exposição e comercialização de literatura, CD e artesanato temático.

    - Apresentações artísticas de grupos folclóricos.

    Apoiadores culturais.

    - Consulado de Cuba em São Paulo.
    - Associação Cultural Yorubá de Cuba.
    - Federação de Associações Culinárias da Rép. De Cuba.
    - Soc. de Ifá. Cultura Afro-cubana no Brasil.
    - Multidestino (tur operador).
    - Icapra – Instituto Cultural de Apoio e Pesquisa ás Religiões Afro.
    - Instituto Guatambu de Cultura. Centro de Estudo da Herança África, Brasil e Cuba.
    - Centro Cultural Adudúa.
    - Associação de Umbanda de RJ.
    - Ilé Ásé Ásiki Omo-Obá. Ásé Prados Verdes.
    - Ilé amiojuaró.

    Membros do Comitê Organizador da Primeira Mostra de Gastronomia de Axé. Cuba-Brasil

    Francisco Henrique de Oliveira. (Brasil). Presidente da Associação Nacional de Turismo Afro Brasileiro (ANTAB) e da Expoafro Brazil.

    Msc. Celso do Santos Silva. (Brasil-SP). Vice Presidente Internacional e Diretor Área Brasil da Aregala - Associação de Restauradores Gastronômicos das Américas e Europa. Professor e palestrante de importantes faculdades de gastronomia em SP.

    Lic. Orlando Verge. (Cuba). Diretor da Casa do Caribe do Ministério de Cultura da República de Cuba. Escritor e pesquisador.

    Dr. Fernandez Portugal Filho. (Brasil-RJ). Professor Universitário nas áreas de Antropologia sócio-cultural, Filosofia e Historia. Escritor e pesquisador. Doutor Honoris Causa. Pela Word University Roundtable (USA).

    Dra. Ronilda Iyakemi Ribeiro. (Brasil-SP). Professora da USP. Presidenta do Instituto Guatambu de Educação, Cultura e Meio Ambiente. Escritora, pesquisadora e palestrante nas áreas de antropologia sócio-cultural e psicologia.

    Lic, Maria José Lopes do Espírito Santo. (Brasil-Bahia). Formada em Educação Artística com pós-graduação em Gestão Organizacional Pública e Metodologia de Ensino na Educação Superior.

    Chefe. Ofir Oliveira. (Brasil-Sta Catarina). Trabalha divulgando a culinária indígena da Amazônia e chefe fundador da Associação “Sabor Selvagem”, localizada em Belém/PA. Líder do convivium Sabor Selvagem, com sede em Balneário Camboriú e também professor do curso de Gastronomia da Universidade do Vale do Itajaí, ambos localizados no Estado de Santa Catarina.

    Chefe. Fernando Calderón. (Cuba). Licenciado em Pedagogia com pós-graduação em etnologia e antropologia cultural. Máster Chefe Internacional de Cozinha. Diretor Região Sudeste de Aregala-Brasil. Escritor, pesquisador, professor e palestrante universitário. Colaborador adjunto da Casa do Caribe.

    Chefe. Margarida Noriega. Presidenta do Convivium Slow Food. RJ. Rede de alimentação Madre Brasil.

    Énio Pinto Miranda. Vice Diretor da Organização Mundial da Prensa Gastronômica e Presidente da Academia Brasileira de Gastronomia.

    Lic. Fernando Calderón - Etnólogo e Antropólogo Cultural - Casa do Caribe. Cuba

    Curtinhas...

    Gastronomia Paraense | Fonte: Ofir Oliveira (saborselvagem@gmail.com):: 09/05/2009
  • COZIDOS OPEN BAR - Dia 09 de maio ( Sábado ).



  • Curtinhas...

    Gastronomia Paraense | Fonte: Ofir Oliveira (saborselvagem@gmail.com):: 03/05/2009
  • Curso de Gastronomia "Um Grito da Amazônia " - Dia 22 de maio ( Sexta-feita ).





  • Click de Mirtes Cardoso "

    - Foto na comemoração das festividades de São Benedito em Bragança do Pará.

    A trufa é o diamante da cozinha ( Paulo A Lima )

    Gastronomia Paraense | Fonte: Paulo A. Lima - Gastrônomo (Informativo Malagueta ):: 20/04/2009

    Brillat-Savarin atribuiu a esta matéria-prima a virtude de instigar os mais doces prazeres e submeter o paladar aos caprichos dos sentidos. Segundo o autor de A Fisiologia do Gosto, as trufas podem, em certas ocasiões “tornar as mulheres mais tenras e os homens mais amáveis”.

    Este fungo ou cogumelo subterrâneo já foi considerado um objeto misterioso. As trufas só começaram a ser classificadas depois de mais de 2 mil anos em uso. A partir do século 18, cientistas renomados como Pico, Vittadini, Tulasne e Chatin começaram a pesquisá-las. Existem mais de cem tipos, colhidas em cerca de 12 países. Apenas oito variedades são conhecidas, e cinco são comercializadas e encontradas o ano todo.Na ocasião, o francês Robuchon serviu enguia com foie gras e rúcula, bolinhos de perna de rã com trufas negras e aspargos selvagens sensacionais. Achei o sabor das trufas interessantes, mas não tinha ainda certeza quanto aos gostos e aromas da iguaria. Dois anos depois, garimpei esta jóia em minha tese de mestrado para a Universidade de Ciências Gastronômicas, em Parma, na Itália. Ao buscar inspiração em Brillat-Savarin, decidi investigar sobre “Trufa e seu Terroir”.

    Após concluir a pesquisa, fui convidado para trabalhar em uma importante empresa do segmento de trufas frescas e derivados. Além de atuar na área de educação da matéria-prima, tive a oportunidade de conhecer os mais famosos colhedores de trufas da Itália, Espanha, Croácia e dos Estados Unidos. E também alguns dos mais importantes chefs do mundo, que a utilizam em sua cozinha. Foi uma experiência fascinante desvendar seus mistérios. A trufa é a quintessência do Umami: sensual, apaixonante, preciosa e mágica.

    Tesouro escondido

    A trufa é dividida em duas partes. A primeira é o fruto, que é comestível. A segunda, invisível a olho nu, é composta pelas raízes do cogumelo chamadas de Micelium, que produz o fruto ou trufa. Cada variedade demanda por um clima específico, caracterizado por umidade, temperatura, abundância de água e composição do terreno. O tamanho pode ser pequeno, grande, circular ou irregular, geralmente, são encontradas em uma profundidade entre 10 e 40 centímetros.

    Peridium é o nome dado à casca; e Gleba à parte interna, que contém as sementes, denominadas esporas. Quando as esporas estão maduras, a trufa exala um aroma concentrado com a finalidade de se multiplicar. A reprodução acontece por meio da simbiose entre a raiz específica de uma árvore, o meio ambiente, a abundancia de água ao redor e o micro clima.

    Os Miceliums se enroscam nas raízes das árvores, formando a Micorhiza. Esse processo gera novos Miceliums para explorar o solo, e podem chegar a uma distância de 50 metros. Tanto a árvore como a trufa dependem da Micorhiza. Por ser incapaz de fazer a fotonssíntese, o cogumelo se nutre através das raízes das árvores, beneficiada com os sais minerais dos longos Miceliums da trufa.

    Os caçadores de trufa

    Extrair essa preciosidade da terra exige precisão e faro apurado. Por isso, cães especialmente treinados identificam a localização exata. A partir da identificação, os caçadores de trufas cavam, cuidadosamente, com uma ferramenta apropriada para recolher o cogumelo com as mãos, sem danificar as raízes das árvores. Após a coleta, imediatamente, eles nivelam a superfície com terra para evitar que as raízes fiquem desidratadas.

    O caçador responsável é comprometido com naturaza e o ambiente que lhe fornece as jóias comestíveis. Eles nunca retiram o cogumelo antes de amadurecer, como por exemplo, a Fiorone (tipo inferior de trufas brancas). Além de não prejudicar o equilíbrio ecológico da área, sua missão é preservar as trufas, reverenciada como uma dádiva da natureza. Na Itália, a colheita das trufas é definida pela Lei 752/85, que determina variedades, áreas permitidas, retirada do solo, raças de cães, manutenção do meio ambiente, a fim de garantir que o cogumelo poderá se reproduzir a cada ano.

    O perfil do caçador

    Os cães podem ser mestiços ou com pedrigree e valem milhares de euros, graças ao seu olfato, ao tempo e paciência dispendidos no seu treinamento. Melhor ainda se o animal fizer parte de uma geração de caçadores. Seu sentido olfativo será ainda mais apurado para indicar o esconderijo das trufas, que podem estar até 50 centímetros abaixo do solo.

    O fiel escudeiro do caçador deve ter porte entre pequeno e médio e excelente resistência física. Essas são algumas das qualidades necessárias para que o cão transite com segurança na vegetação espinhosa e rasteira, sem perder o ritmo da caçada. Em 1991 a raça Lagotto Romagnolo foi eleita para a tarefa de farejar trufas. O cão é considerado um especialista em cogumelos.

    Variedade de trufas

    • Tuber Melanosporum Vittadini | Trufa Negra de Inverno | Trufa de Périgord | Trufa de Norcia.

    É a trufa mais conhecida e pode chegar ao tamanho de uma laranja. Esta é a minha preferida. Tem sabor muito delicado com notas doces e de nozes bem suaves. É bastante utilizada na cozinha francesa. A colheita ocorre entre novembro e março. As melhores trufas negras estão na Espanha, Itália, França, Portugal, Hungria, Grécia e Alemanha. Também são encontradas na Nova Zelândia e no Óregon.

    • Tuber Magnatum Pico | Trufa Branca.

    É a mais cara das trufas e muito difícil de ser encontrada. Pode ser pequena como uma ervilha; ou grande como uma batata. As trufas brancas são famosas por seus aromas robustos e presentes, variando notas de queijos de leite de vaca maduros até alho e vinagres balsâmicos. A colheita ocorre entre setembro e dezembro, principalmente na Itália, Croácia e Eslovênia.

    • Tuber Aestivum Vittadini | Trufa de Verão

    É a mais comum das trufas. Amadurecem entre junho e setembro e são colhidas em quase toda a Europa. Além da Turquia e Norte da África. Tem sabor leve e notas de avelã e amêndoas.

    • Tuber Uncinatum Chatin | Trufa da Borgonha

    É muito parecida com a trufa Aestivum, mas a colheita é feita entre setembro e dezembro.

    • Tuber Albidium Pico | Tuber Borchii Vittadini | Trufa da Toscana | Trufa Bianchetto

    As cores variam de acordo com o lugar onde amadurecem. Geralmente são pequenas com forte aroma de alho. São excelentes como ingredientes e mantêm seus sabores únicos em várias preparações. Encontrada em toda a Europa, a colheita é realizada entre Janeiro e Abril.

    • Tuber Brumale Vittadini | Trufa negra Brumale

    Assim como a Bianchetto é colhida entre Janeiro e Abril, na Europa, Sibéria, Óregon e Australia. Seu tamanho é parecido com o de uma pequena avelã e com algumas trufas negras Melanosporum. É caracterizada por seu gostoso aroma de rabanete, infuso com nozes frescas.

    outras variedades

    • Tuber Moschatum de Ferry

    • Tuber Microsporum Vittadini ou Trufa Negra Lisa

    É uma delícia, mas muito dificil de encontrar.

    • Tuber Mesentericum Vittadini ou Trufa de Bagnoli

    Tem um aroma intenso de amoníaco. cozida é bem interessante.

    algumas trufas não comestiveis

    • Tuber Excavatum Vittadini ou Trufa Mágica;

    • Tuber Rufum Pico ou Trufa Vermelha.

    * Paulo A Lima é gastrônomo profissional, carioca, um dos diretores do projeto LA Organic, em Madrid, e assina o blog Estilo Gourmand.

    Festival gastronômico no Rest. Salsa Brava em Balneário Camburiú-SC

    Gastronomia Paraense | Fonte: Ofir Oliveira (saborselvagem@gmail.com):: 20/04/2009
  • Chef Ofir Oliveira promoveu nesta sexta (17), no Restaurant "Salsa Brava" em Balneário Camburiú - Santa Catarina, mais um festival gastronômico com o objetivo de angariar fundos para a ida dos alunos da Univale - Universidade Vale do Itajaí, até a cidade de Bragança no Pará no mês de junho de 2009.

    Ofir Oliveira, eleito um dos 10 Top's Cheff do Brasil e do Mundo, onde sempre apresenta a culinária da Amazônia, suas riquezas em sabor e cultura de nosso estado.

  • Click e veja fotos do Festival Gastronômico no Rest. Salsa Brava



    Curtinhas...

    Gastronomia Paraense | Fonte: Ofir Oliveira (saborselvagem@gmail.com):: 20/04/2009
  • Encontro Gastronômico em Cuba - Próximo mes de dezembro, sera realizado pela Federação de Associações Culinarias da cidade de Santiago de Cuba, um importante encontro gastronômico, pois gostaria de contar com sua presença, levando a cozinha da Amazônia, da qual garanto que você será melhor expositor. Aguardando seus contatos. Seu sempre amigo - Chef. Fernando Calderón boris.

  • Tempero bem dosado ( A medida correta de sal )

    Gastronomia Paraense | Fonte: Paulo A. Lima - Gastrônomo (Informativo Malagueta ):: 15/04/2009

    A medida correta de sal é sinônimo de bom senso. Basta uma pitada a mais para comprementer uma receita. Do mesmo modo, sua ausência é notada até pelos paladares menos exigentes. Saber dosar esse tempero, indispensável em qualquer cozinha, confere habilidade e prestígio. A relevância na alimentação ultrapassa os limites da panela e serve de metáfora para vida. Afinal, comida insossa não tem graça; assim como uma pessoa sem graça é sem sal.

    Além de conferir sabor, esse ingrediente temperou a história da humanidade, assumindo importantes papéis. Como moeda dos romanos, originou a palavra salário; a capacidade conservar alimentos garantiu provisão e originou receitas regionais de vários países. Os egípicios foram os primeiros a desenvolver o sistema de evaporação da água para a obtenção do sal marinho.

    No final da Segunda Guerra Mundial a demanda por sal aumentou e a industrialização o tornou um produto barato, acessível. Com isso, os métodos tradicionais de coleta foram abandonados. Num período de 50 anos o sal marinho, recolhido a mão, desapareceu do mercado. Existem diversos tipos que variam conforme a procedência e a cor de seus cristais.

    Pode ser encontrado em pedra ou na versão mais nobre, a flor de sal.

    A fina flor

    A tradição de recolher manualmente os frágeis cristais de sal marinho, conhecidos como flor de sal, resistiu às pressões da demanda e floresceu em todo o mundo. A pequena cidade medieval francesa de Guèrrande, localizada ao Noroeste da Grã-Bretanha, é o mais celebrado mapa dessas pedras preciosas.

    Os muros fortificados são cercados pelo Oceano Atlântico: ao leste pela rio argiloso de Brière; ao norte pelo rio Vilaine; e ao sul pelo mar La Baule.

    A região com pouco mais de 15 mil habitantes faz parte do município de Loire-Atlantique, no Pays de la Loire. A geografia da chamada “Ilha Branca” é formada por um mosaico de pequenas lagoas de águas salgadas, conectadas ao Oceano, formando salinas naturais. É no lento evaporar das águas que se revela a fina flor. Desde 854 a.C., Guèrrande já utiliza a flor de sal e permaneceu até a metade do século XV comercializando-a. No século 17 começou a exportar para todo o mundo.

    Nas salinas francesas, artesãos chamados paludiers (trabalhadores do sal), recolhem sua fleur de sel, utilizando técnicas de 2 mil anos, introduzidas pelos Celtas. A colheita é feita delicadamente com uma ferramenta de madeira, semelhante a uma pá. Com precisão e perserverança, os paludiers obtém um 1 kg dos cristais para cada 80 quilos de sal marinho bruto. Na França, são aclamados como “os jardineiros do mar”.

    O trabalhador do sal

    Francois-Xavier Bodiguel colhe flor de sal desde os 10 anos de idade. Hoje aos 29, é um paludier independente, que se dedica exclusivamente a extrair os cristais dos mares de Guèrrande.

    É ele quem explica o processo de colheita, que é feito em duas etapas, no período de março a setembro. Primeiro, a água fresca do mar entra na lagoa. O solo argiloso da salina evita a quantidade excessiva de água. Esse encontro resulta em uma salmoura, que protege a água fresca dentro da salina.

    O paludier explica que a segunda etapa de produção acontece no Verão. Nas tardes mais quentes, o sol que incide sobre esse sítio natural faz com que a água do mar e o vento quente evapore com mais facilidade. As salmouras mais concentradas são decantadas em uma salina mais rasa, onde a concentração de cloreto de sódio é tão alta, que começa a cristalizar. Quando o vento de Guèrrande sopra do leste, uma película fina de cristais se formam na superfície da salina. Os artesãos correm para tentar colhê-los delicadamente.

    A cozinha da flor de sal

    A flor de sal tem aspecto de floco de neve transparente com tonalidade variando entre branco e rosa. Depois da secagem ao sol, os critais permanecem com a cor branca. Poucos grãos são suficientes para explorar os sabores. É perfeito para qualquer preparação. Depois que se prova o encanto desses cristais é impossível utilizar sal comum. É o mais desejado dos gourmands em todo o mundo. Extremamente puro, leve, delicado, tem gosto de violeta. Os chefs Alain Ducasse e Paul Bocuse começaram a frequentar Guèrrande na década de 70 e iniciaram uma campanha em prol da cultura da flor de sal. O produto tem certificação orgânica da associação Nature et Progrès, que autentica a naturalidade do sal e sua pureza.

    Outros terrois salinos

    Guèrrande não é o único lugar a produzir a flor de sal. A Cérvia, localizada na província italiana de Ravenna, é cercada de salinas e produz o “sale dolce”. O ingrediente é usado na fabricação do queijo parmesão e do presunto de parma. O terroir da Cérvia é rico em minerais, resultado de fatores com o sol, o vento e a argila preta. A região concentra a única salina artesanal totalmente plana, chamada Camillone. A colheita é feita diariamente, durante os 200 dias intenso de verão. É um sal doce e muito puro.

    A água mais pura da Europa se encontra na Costa Sul de Portugual. Os fenícios foram os responsáveis por levar para o país a cultura da colheita de sal. Em Algarve, a tradição de trabalhar com sal possui mais de 400 anos. Há cerca de 20 anos, um pequeno grupo de artesãos começaram a reestabelecer os métodos tradicionais de extrair os cristais.

    João Navalho e Nico Boer são dois mantenedores dessa tradição. Em 2001, eles receberam o prêmio Slow Food para a Biodiversidade por resgatar a cultura de sal para Algarve. O sal de Algarve é mais branco que o de Guèrrande porque nesta região, ao invés de argila, os trabalhadores utilizam gesso para manter as salinas.

    Muitos chefs utilizam o sal marinho, mas não ensinam a importância de utilizá-lo. O tempero potencializa o sabor de comidas cozidas ou cruas, inclusive nos doces. É um ingrediente que combina com chocolate, por exemplo. O ingrediente tem notas sensoriais de buquet mineral. Dá para sentir a mineralidade no paladar. Colhido na Bretanha, na Itália ou em Portugal, é indispensável em qualquer cozinha e sempre será um tempero elegante, que transforma qualquer prato.

    * Paulo A Lima é gastrônomo profissional, carioca, um dos diretores do projeto LA Organic, em Madrid, e assina o blog Estilo Gourmand.

    Festival de gastronomia Vatapará em Balneario Camburiú - SC

    Gastronomia Paraense | Fonte: Madson & Ofir Oliveira (saborselvagem@gmail.com):: 12/04/2009

    O chef Ofir Oliveira neste dia 06 de abril promoveu em Balneario Camburiú - SC o festival de gastronomia Vatapará com os alunos da Univale - Universidade do Vale do Itajaí, com o objetivo de angariar fundos para a ida dos alunos desta Faculdade até a cidade de Bragança no Pará.
    " No proximo dia 17 de abril estaremos promovendo outro evento no Restaurante 'Salsa da Brava', o qual já está com todas as mesas vendidas para mais este evento", disse Chef Ofir.


    O chef Ofir Oliveira no Vatapará - Festival de Gastronomia em Balneário Camburiú - SC


    Folder do Vatapará - Festival de Gastronomia em Balneário Camburiú - SC

    Flor de Sal, o caviar do mundo marinho

    Gastronomia Paraense | Fonte: Vila Sabor / Ofir Oliveira (saborselvagem@gmail.com):: 12/04/2009

    Considerado o caviar do mundo marinho, a flor de sal é um dos tesouros da gastronomia francesa. Com grãos irregulares, textura crocante e sabor delicado, ele é um condimento especial para finalizar pratos, principalmente saladinhas, ainda pouco usado aqui no país.

    Isso por enquanto. Afinal, a empresa Cimsal, localizada no Rio Grande do Norte, já produz a iguaria. Seu preço médio é de R$ 15 e pode ser encontrado no varejo em potes de 150 e 350 gramas.

    A produção artesanal do produto justifica o preço mais elevado em relação ao sal comum. Para se ter uma idéia, a extração da flor de sal fica restrita a uma pequena área. É necessário cerca de 80 quilos de sal marinho bruto para produzir um quilo da iguaria.

    O processo garante um produto com mais nutrientes, como potássio, cálcio e magnésio, em relação ao sal comum. Geralmente, ele é feito entre oito e nove meses, fato que não acontece com produção da flor de sal francesa, de Guérande. Ela só acontece no verão europeu, de julho a setembro. Este tipo de flor, mais nobre, chega a custar R$ 30, o pacote.

    Culinária paraense faz sucesso no sul do pais com Chef Ofir Oliveira

    Gastronomia Paraense | Fonte: Madson Oliveira/ Ofir Oliveira ):: 06/04/2009

    Chef Ofir Oliveira reside atualmente em Balneario Camburiu (SC), e esteve ministrando aulas na universidade Univale - Universidade Vale do Itajaí sobre a gastronomia da Amazonia, onde promoveu e divulgou a cultura bragantina. Breve estará promovendo a ida dos alunos desta universidade pela segunda vez a Bragança, com o intuito de divulgar a nossa cultura através da gastronomia, e que a partir de seu trabalho, vem sendo bastante reconhecida em todos os cantos do mundo.

    A revista de bordo da TAM o colocou como um dos 10 chefs top da culinaria nacional, e que lhe dá muito orgulho de poder falar de Bragança. já que o nosso principal prato hoje reconhecido nacional e internacionalmente, que é o 'Peixe a CAPITÔA' em homenagem a Marujada.

    Este é um dos motivos da ida dos alunos viajarem a Bragança, justamente conhecer a fonte da nossa cultura tanto na parte gastronomica, quanto na socio-econômica.

    Sobre o chef Ofir Oliveira

    Nascido no coração da Amazônia, herdou de sua mãe o ofício de chef e de seu pai a tradição nordestina da boa mesa. Desta mistura, o chef Ofir Oliveira criou um novo conceito para a cozinha regional no estado do Pará e na Amazônia, que alia a modernidade à milenar culinária indígena da Amazônia.

    Tornou-se internacionalmente conhecido a partir de 1989, quando a revista Cosmopolitan, de Paris, nomeou sua cozinha como exquise, ou seja, deliciosa, requintada e surpreendente. Na Suíça, o sucesso não foi diferente. Centenas de pessoas tiveram o prazer de provar a “gastronomia mágica” do chef Ofir Oliveira, denominação dada pela revista de bordo Ícaro, da Varig.

    No Brasil, o chef Ofir ficou conhecido por seus festivais gastronômicos Sabor Selvagem da Amazônia, apresentados no Hotel Hilton de Belém, que o elegeu como o “melhor festival de todos os tempos”. A cozinha de chef Ofir também se fez presente em eventos de porte como a reunião da OEA (Organização dos Estados Americanos), e o Encontro Cultural da Amazônia para o Fórum Mundial.


    O chef brasileiro, Ofir Oliveira esteve em Portugal, pela primeira vez, no mês de novembro de 2008. E veio propositadamente à região do Douro, para participar numa iniciativa do restaurante D.O.C., na Folgosa (Armamar), que consistiu na fusão dos sabores e aromas do Douro com os da Amazônia.

    O chef Ofir Oliveira juntamente com os alunos da Univale - UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ. Invista na sua Empresa aqui !!!

  • Colunas, Blog's, sites e utilidades no Correio Bragantino News

    • Tudo sobre a night bragantina

    • Pra ler uma notícia diferente!

    • Notícias da Cidade, política etc...

    • Leia opinião de quem entende

    • Coluna dos aniversariantes

    • Confira as belezas da cidade

    • Quem está fazendo história aqui!

    • Seja um colaborador do Correio

    • Confira vídeos da capital do Pará

    • Mostre seu vídeo para o Mundo

    • Consultar saldo do PIS / PASEP

    • Maravilhas da Região Bragantina

    • Blog do cartunista bragantino

    • Um olhar diferente p/informação

    • Site da cidade de Tracuateua-PA