Como tudo começou | a história de Bragança, nossos limites, como e por onde ir para Bragança
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Cidade de Bragança - Pará: Nossa história, nossos costumes...
- LIMITES DA CIDADE
Fundação: 1634 Distância de Belém: 210 km Localização: Messoregião do Nordeste Paraense e Microrregião Bragantina. Área: 2.090 km² População: 102.232 habitantes Limites: Norte, Atlântico; Sul, Santa Luzia do Pará e Viseu; Leste, Augusto Côrrea e Viseu; Oeste, Tracuateua .
À margem esquerda do rio Caeté está situado o município de Bragança, palco do primeiro pólo de ocupação européia da Amazônia, que logo se estabeleceu como a segunda cidade mais antiga do estado do Pará.
Um passeio pelo centro da cidade leva o visitante, de imediato perceber. A Arquitetura da época reflete a colonização européia nos séculos XIX e XX, que foi fundamental para o desenvolvimento do Municípío.
A natureza é primordial para o turismo em Bragança. Não bastasse as paisagens das praias, os manguezais, campos e iguarapés, a natureza ainda presentea a cidade com uma diversidade de espécies como: carangueijo, sururu, peixes, camarão, ostras e várias frutas regionais.
Da mandioca é produzida a melhor farinha de todo o Brasil, e está presente frequentemente na mesa do bragantino. Você que visita Bragança não pode deixar de participar desse farto banquete que a natureza oferece em nossa cidade.
- ORIGEM DA CIDADE
A história de Bragança do Pará está relacionada com a conquista da Amazônia, durante o Período Colonial, uma vez que por volta de 1616 o atual território bragantino, terra dos índios tupinambás, foi visitado pelas primeiras missões portuguesas e espanholas.
Álvaro de Souza, filho de Gaspar de Souza, fundou em 1634, o povoado Sousa de Caeté, à margem direita do rio Caeté, posteriormente transferido para a margem esquerda, onde, atualmente, se situa a sede municipal de Bragança.
Já em 1760, deu-se a instalação da primeira Câmara Municipal de Bragança e em 1883 a cidade deu início à construção da Estrada de Ferro de Bragança, pois o objetivo do governo do Pará era transformar Bragança num grande celeiro para Belém e para a cidade de Salinas.
Bragança te espera de braços abertos - visite-a
Bragança prosperou com a ferrovia e segurou o declínio econômico causado pelo fim do ciclo da borracha, uma vez que representava um importante ponto intermediário com o Maranhão.
Em 1955, o governo de Castelo Branco, tendo como Ministro da Aviação o Marechal Juarez Távora, extinguiu a Estrada de Ferro de Bragança sob a alegação de déficit.
- Confira aqui algumas fotos aéreas da cidade
COMO E POR ONDE IR PARA BRAGANÇA
- Transportes Aéreo e Terrestres.
ACESSO VIA AÉREA - Táxi aéreo (Custo do frete médio de monomotor p/ 4 pessoas) - Obs: Com uma taxa adicional de 10% pode-se solicitar ao piloto um vôo panorâmico pelo litoral.
SAÍDAS DO AEROPORTO JÚLIO CÉSAR EM BELÉM - Destino: Pista de pouso, nao homologada, com pavimento asfaltico e 1.250 mts. de extensao, operante do nascer ao pôr do sol na cidade de Bragança.
VIA RODOVIÁRIA (BR 316 E PA 242)
Ônibus: Transporte Boa Esperança - Tempo médio de viagem - (+/-) 3:20 hs para percorrer os 210 km de estrada.
Bilhete com pequenos custos varia de Ônibus leito ou ônibus com Ar Condicionado, além de transporte por VANS com saída de hora em hora do terminal rodoviário de Belém com destino a estaçao rodoviária "Eng. Teivelino Guapindaia" - Tel. (91) 3425.1263, na cidade de Bragança e vice versa.
- Praia de Ajuruteua - " Muito prazer no verão "
Considerada uma das mais belas praias do litoral paraense, Ajuruteua recebe, nas férias de julho, considerável número de turistas que vao curtir a paisagem natural e um agitado programa de veraneio.
O caminho para Ajuruteua já é uma festa para os olhos. Com a rodovia PA-458, que liga Bragança a Ajuruteua, a mansidao da viagem só é quebrada pela beleza indescritível da revoada de guarás, garças e outros pássaros e pelas fêmeas de caranguejo que, na época da pocriaçao, atravessam a pista atrás de um lugar seguro para as crias.
- AGÊNCIA BANCÁRIA E CAIXA ECONÔMICA
A cidade de Bragança do Pará conta atualmente com:
- uma agência do Banco do Brasil (foto)
- uma agência do Banco da Amazônia
- uma agência do Banpará (Banco do Estado do Pará)
- uma agência da Caixa Econômica Federal.
- um Banco Postal do Bradesco.
HOTEIS E POUSADAS EM BRAGANÇA - PARÁ
Marujo's Suíte Hotel - Endereço: Rua Pastor Afonso Menininho Rey, 540 - Centro - Telefone: (91) 3425-1099 / 3425-2464
Lucian Apart Hotel - Endereço: Av. Nazeazeno Ferreira - Centro - Telefone: (91) 3425-2812
Hotel Millenyum - Endereço: Av. Cônego Clementino, 800 - Alegre - Telefone: (91) 3425-1418
Bragança Palace Hotel - Endereço: Trav. João XXIII, 102 - Centro - E-mail: palace@eletronet.com.br - Telefone: (91) 3425-2210
Hotel Alternativo - Endereço: Avenida General Gurjão, s/n - Centro - Telefone: (91) 8811-9058
Hotel Nova Era - Endereço: Av. Cônego Clementino, 843 – Alegre - Telefone: (91) 3425-4413
Hotel Solar do Caeté - Endereço: Av. Visconde de Souza Franco, 2096 – Centro Email: carlosrendeiro@hotmail.com - Telefone: (91) 3425-1780
Novo Hotel - Endereço: Av. Nazeazeno Ferreira,630 - Riozinho - Telefone: (91) 3425-4036
Hotel Delta - Endereço: Trav. Cônego Miguel,185 - Centro - Telefone: (91) 3425-1591
Hotel Aruãns - Endereço: Av. General Gurjão, 1099 - Centro - Telefone: (91) 3425-2195
Hotel Beira Mar - Endereço: Trav. Marcelino Castanho, próximo ao Mercado de Carne - Centro - Telefone: (91)
Pousada da Tia Maria José - Endereço: Rua Dr. Justo Chermont, 604 – Aldeia - Telefone: (91) 3425-1477 / 8299.0763 / 9616.2151
Dormitório João e Fernando - Endereço: Rua João Paulo Ribeiro,1954 – Pe. Luís - Telefone: (91) 3425-3934
- Atenção proprietários de bares e restaurantes em Bragança, envie nome e telefone de seu estabelecimento para que possamos divulgar em nosso site gratuitamente.
A história de Bragança do Pará contada pelo historiador Prof. Dário Benedito Rodrigues
Fotografias | Fonte: Blog do Prof. Dário Benedito Rodrigues / Fotos de Lúcio Coutinho :: Julho 2011
Situada numa planície à margem do Rio Caeté, Bragança ainda guarda uma tranqüilidade das cidades do interior. Ornada de palmeiras, que lhe conferem uma imponência peculiar, a frente da cidade mostra toda a majestade e sensação acolhedora dos locais onde os rios ainda ditam o ritmo da vida. Possui, ao Norte de seu território, belezas incomparáveis que brotam de um ecossistema em que se destacam manguezais e quilômetros de praias.
Os primórdios de Bragança remontam a 1613, sendo os franceses da expedição de Daniel de La Touche, os primeiros brancos a conhecerem a região do Caeté, então habitada pelos índios Tupinambás, a 08 de julho daquele ano, porém existem controvérsias acerca da exatidão dessa data.
Em 1640, já consta registro de uma “villa de Caité”, num documento português de “Descrição de todo o Marítimo da Terra de Santa Cruz”, de João Teixeira. Bragança ainda se viu envolvida numa disputa. Pertencente a Capitania do Gurupi, o Rei da Espanha, Filipe II, doou em 09 de fevereiro de 1622, o seu território ao Governador geral do Brasil na época, Gaspar de Souza. Onze anos depois, Francisco Coelho de Carvalho deu a capitania a seu filho, Feliciano. Reclamando a posse das terras junto à Corte de Madri, Álvaro de Souza, filho de Gaspar, ganhou a capitania de volta.
De posse das terras, Álvaro de Sousa tornou-se um grande empreendedor, fundando à margem direita do Caeté, o primeiro núcleo populacional, com o nome de Vila de Souza do Caeté. Por problemas de comunicação com Belém, Álvaro de Souza levou o povoado para a margem esquerda do rio, onde está atualmente a cidade de Bragança. O antigo povoado ficou conhecido como Vila Cuera, ou Vila que-era.
Em 1763, transformou-se em freguesia sob o nome de Nossa Senhora do Rosário. Com população maciçamente indígena, a freguesia ganhou impulso quando o Governador da Província do Maranhão e Grão-Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado elevou-a a categoria de vila, com o nome de Nossa Senhora do Rosário de Bragança. Trinta casais açorianos vieram para a vila, que graças à sua posição geográfica privilegiada, entre Belém e São Luís, ganhou importância política e econômica. E só em 1854, através da resolução nº 252, de 02 de outubro, a vila tornou-se cidade, por determinação do Presidente da Província, tenente-coronel Sebastião do Rego Barros, com o nome de Bragança.
Bragança já teve seu período áureo na história do Pará, quando da instalação da Estrada de Ferro de Bragança, cuja extinção, na década de 1960, contribuiu para o declínio considerável da economia e do desenvolvimento da região e do município. Muitas marcas daquele período ainda se percebem na arquitetura bragantina.
Toda a cultura exposta na história de Bragança se manifesta de forma mais completa na celebração da Festividade do Glorioso São Benedito, com a Marujada, fundada a 03 de setembro de 1798, maior contribuição de fé e cultura, de história e folclore do povo, em honra ao Santo Preto, iniciada pelos antigos escravos da vila, em 1798, cujas datas principais são os dias que compreendem o período de 18 a 26 de dezembro, quando acontece a festa e a procissão solene.
Aliada a festa e não podendo dela ser desvencilhada, acontece a festa da Marujada, que reúne rituais coreográficos como a Roda, o Retumbão, o Chorado, a Mazurca (ou Mazunga), o Xote, a Valsa, o Arrasta-pé e a Contra-dança. O que o quotidiano nega àquelas pessoas o tempo da festa proporciona. Certa posição de superioridade perante os demais, dando mais ênfase aos humildes. É o binômio festa e dança que permite a recriação, pelos marujos e marujas, da sua identidade de grupo social dentro de um sistema mais abrangente que é o conjunto da sociedade. É pela festa e pela dança que a presença da Marujada, cada vez mais operante na vida bragantina e paraense, se recria e retoma o amplo aspecto de dominação que a gerou e o espírito que a sustentou durante os mais de duzentos anos de sua história, comemorados em 1998.
Os pontos mais visitados da cidade de Bragança no período são os ligados ao Centro Histórico e ao Largo de São Benedito. Todo o complexo, formado pela Igreja (construída por volta de 1753, de herança jesuíta, com traços barrocos na parte interna, abrigando a efígie de São Benedito, centro dos festejos da Marujada); Praça Fernando Guilhom, Prefeitura Municipal de Bragança, Palacete Augusto Corrêa, construção datada de 1902, sendo uma cópia fiel do Palácio de Bragança, em Portugal; Coreto Pavilhão Senador Antonio Lemos, trazido da Europa e montado em 1910, na administração do Intendente Antônio da Costa Rodrigues, no centro da Praça Marechal Deodoro.
Estamos diante de manifestações de dança, reza, canto e louvores ao padroeiro de Bragança (ao lado de Nossa Senhora do Rosário) que correspondem a uma dualidade de aspectos culturais, religiosos e profanos dentro de um só contexto. Identifica-se, no catolicismo, que envolve apenas o ritual (e sob a égide da dominação), três formas de encontrar a homenagem e a volta às origens que fundamentam essa característica: a devoção, o prazer e a mescla desses dois amplos aspectos numa só manifestação folclórico-religiosa.
Considerada uma das mais belas praias do litoral brasileiro, Ajuruteua, uma das mais belas praias do litoral paraense, a 36 km da sede, tendo como acesso estrada asfaltada, recebe a cada ano, nas férias de julho e outras datas, considerável número de turistas que vão curtir sua paisagem natural de manguezais e um agitado programa de veraneio. Com ela, destaca-se a Ilha de Canelas, santuário ecológico, na costa oceânica de Bragança, com acesso pelo Taperaçu Porto, à uma hora de barco. Abriga várias espécies de aves, com ênfase ao guará (endocimus ruber), que faz da ilha seu ninhal e as áreas de manguezal, ecossistema de transição entre ambientes terrestres e marinhos, característico de regiões tropicais costeiras, sujeito ao regime de marés. Ocupa 10% da área do município e é uma das maiores áreas de manguezal do mundo.
Esperamos que todos os setores continuem contribuindo para a divulgação do nome de nossa terra, chamando atenção para a grande vereda, imensa plaga que é Bragança, a Pérola do Caeté, terra da Marujada de São Benedito, terra de Marujo.
Fonte: Prof. M.Sc. Dário Benedito Rodrigues, historiador
Veja aqui algumas fotos da cidade de Bragança e Praia de Ajuruteua
Muitos só conhecem a bela praia de Ajuruteua em Bragança, e poucos este lindo lugar. Nesta sexta (25/11), fiz uma viagem no tempo. Após 35 anos, retornei ao paraíso que aqui denomino de Pantanal Bragantino.
Uma região localizada a 35 quilometros do município de Bragança. A viagem dura aproximadamente 40 minutos do centro da cidade, por uma estrada não pavimentada, mas em perfeitas condições de trafegabilidade.
Passando pela vila do Japetá, (onde se faz uns bolinhos de mandioca em formato de pássaros), rio do Ferreira, (de águas frias, mas não tão límpidas como antigamente) do sítio de São Raimundo (das tangerinas e laranja lima), pronto,chegamos em Santa Tereza.
Uma área de lagos, formadas pelos campos: de baixo, do meio e de cima, constantemente ventilada, devido estar próximo ao mar, onde predomina as palmeiras de buriti e tucumã, com seus pássaros silvestres (gaivotas, guarás, piaçocas, maçaricos, gaviões, marrecos, entre tantos outros.
Assim como espécies de peixes da água doce (tamuatá, traíra,bagre cachorrinho, muçum, etc.). A criação de búfalos e cavalos mestiços predomina nas fazendas, e junto com as flores nativas, tornam a paisagem exótica. Campos naturais de água doce, de gente hospitaleira, de fartura e beleza exuberante
Veja aqui algumas fotos dos Campos de Baixo em Bragança
Mirante de São Benedito - Construído em uma área de 2.500m², no alto de uma colina na Vila do Camutá , margem esquerda do rio Caeté, distante 6 km do centro de Bragança. Tem uma escadaria com 131 degraus e uma rampa com iluminação ornamental. Debaixo da torre, uma capela que será passada à Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, responsável pela administração da Igreja de São Benedito. A estátua de São Benedito mede 16,5 m e foi erguida pelo escultor Jorge Trindade em uma torre de oito metros de altura. De lá é possível ter uma visão panorâmica da cidade de Bragança.
Santo da Igreja Católica nasceu na Sicília, Sul da Itália, em 1526. Foi pastor de ovelhas e lavrador. Aos 21 anos entrou para o Mosteiro dos Irmãos Frades de São Francisco de Assis. Depois de algum tempo de vivência no mosteiro, foi encaminhado para o convento de Santa Maria, onde foi recebido como irmão leigo e encarregado da cozinha. Por isso, muitas cozinheiras o tem como Protetor.
Foi sempre muito atencioso com os padres e irmãos com quem convivia. Preocupado com os mais pobres, retirava alguns mantimentos do convento, escondia-os dentro de suas roupas e os levava para os famintos que enchiam as portas do Convento.
São Benedito morreu aos 63 anos de idade, no dia 04 de abril de 1589, em Palermo, na Itália. Reverenciado e amado no Brasil inteiro, é um dos Santos mais populares do país, principalmente entre a população de origem africana, que o associa aos padecimentos do negro brasileiro.
Em Bragança são usadas três imagens. As comitivas de esmolações dos Campos usam a imagem que tem o Menino Jesus no colo; já as Comitivas da Praia e da Colônia usam a imagem que carrega flores nas mãos, que simboliza o primeiro milagre de São Benedito: a transformação de alimentos em flores.