Lula conversa por telefone com presidente eleito da Colômbia

Notícia Internacional | Fonte: Agência Brasil de Notícias ( Yara Aquino ) :: 31/07/2010
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou na manhã desta sexta (31), por telefone, com o presidente eleito da Colômbia, Juan Manoel Santos, para tratar do desentendimento entre a Colômbia e a Venezuela.

O balanço da conversa foi positivo, afirmou o porta-voz da presidência, Marcelo Baumbach. “O presidente Lula considera que foi uma conversa bastante positiva e que ajudou nessa preparação para uma distensão do cenário.”

Na última semana, o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou que a percepção brasileira era de que a posse de Santos facilitaria a retomada do diálogo entre Colômbia e Venezuela. Lula irá à Colômbia no próximo dia 7 para a cerimônia de posse do novo presidente.

Sobre as críticas feitas ontem por Uribe às declarações do presidente Lula sobre o conflito, o porta-voz reafirmou que Lula não irá comentar o assunto e que considera esse episódio superado.

O conflito entre a Venezuela e a Colômbia teve início na semana passada, quando o embaixador da Colômbia na Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Alfonso Hoyos, apresentou supostas provas sobre a presença de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) na Venezuela.

Em seguida, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, qualificou de mentirosas as acusações e rompeu relações diplomáticas com a Colômbia. Para Chávez, as acusações são parte de uma "desculpa" para justificar a intervenção armada da Colômbia em seu país. Chávez acredita que essa intervenção conta com o apoio dos Estados Unidos.

Dois casamentos marcam a vigência da lei de união homossexual na Argentina

Notícia Internacional | Fonte: Agência Brasil de Notícias ( Luiz Antônio Alves ) :: 31/07/2010
Duas cerimônias praticamente simultâneas, mas em regiões diferentes, tornaram realidade, pela primeira vez, a lei aprovada no último dia 15 pelo Congresso da Argentina, que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país.

O primeiro casamento, que entrará para a História do país, aconteceu na cidade de Frias, na província de Santiago del Estero, e foi celebrado entre o arquiteto José Luis Navarro, de 54 anos, e o administrador aposentado Miguel Angel Calefato, de 65 anos. O casal está junto há 27 anos. Segundo Navarro, o casamento com Miguel já estava programado antes mesmo da aprovação da lei pelo Congresso.

O segundo casamento de hoje, e o primeiro em Buenos Aires, reuniu legalmente o representante artístico Alejandro Vanelli, 61 anos, e o ator Erneso Larresse, de 60 anos. A cerimônia, transmitida em rede nacional pela televisão, graças a um acordo entre as emissoras argentinas, transformou-se numa oportunidade para Laresse avisar aos homofóbicos: que "não tenham medo, nada vai lhes acontecer que os prejudique. O que vem por aí é mais amor, mais liberdade. Isso é muito positivo".

A lei que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo provocou um dos maiores debates já ocorridos na Argentina, mobilizando igrejas e organizações religiosas, políticos e entidades de defesa dos direitos humanos, que usaram a televisão, o rádio, os jornais, as revistas e a internet para manifestar seus pontos de vista. No dia 14 de julho, um dia antes da votação da lei no Congresso, 60 mil pessoas se reuniram diante do prédio do Legislativo para mostrarem aos senadores sua posição contrária ao casamento gay.

No dia seguinte, outra manifestação, desta vez convocada pelas entidades de apoio aos direitos dos homossexuais, ocupou o mesmo espaço para reunir milhares de pessoas favoráveis à lei. O debate político e a votação duraram mais de 14 horas. Ela foi aprovada por 33 votos a favor, 27 contra e 3 abstenções e foi sancionada no último dia 21 pela presidente Cristina Kirchner.

Em seu pronunciamento, na ocasião a presidente disse que "esta não é exclusivamente uma lei, mas uma Constituição social, que pertence aos que construíram uma sociedade diversa, formada por todas as classes e credos". Com a sanção da presidente, durante cerimônia realizada na Casa Rosada, a Argentina tornou-se o primeiro país da América Latina a legalizar o casamento homossexual.

Uribe responde a comentários de Lula sobre crise com a Venezuela

Notícia Internacional | Fonte: Agência Brasil de Notícias ( Renata Giraldi ) :: 30/07/2010
O presidente respondeu nesta quinta (29) a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a crise entre a Colômbia e a Venezuelano. Em comunicado publicado na página oficial da Presidência da República da Colômbia, Uribe disse lamentar os comentários de Lula por desconsiderarem a ameaça que significa a presença de guerrilheiros em território sul-americano.

Diz a nota: “O presidente da República [Álvaro Uribe] lamenta que o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, com quem temos cultivado as melhores relações, refira-se à nossa situação com a República Bolivariana da Venezuela como um caso de assuntos pessoais, ignorando a ameaça para a Colômbia e o continente [sul-americano] que há na presença de terroristas das Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia] neste país [Venezuela]”.

Uribe refere-se a declarações feitas por Lula ontem (28), depois de almoço oferecido ao presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, no Itamaraty. Ao ser perguntado sobre o conflito entre a Colômbia e a Venezuela, Lula respondeu: Ainda não vi conflito. O que ouvimos mais aqui na América Latina é conflito verbal. Temos que ter, primeiro, paciência, até que o presidente [Juan Manuel] Santos [sucessor de Uribe] tome posse”, afirmou Lula.

Em seguida, o presidente brasileiro lembrou que irá em breve à Venezuela e à Colômbia: “Estarei na Venezuela no dia 6 para reunião bilateral com o Chávez e, à noite, pretendo ir para a Colômbia para o jantar de despedida do [presidente colombiano Álvaro] Uribe. Pretendo conversar com o Uribe, e no dia seguinte vou participar da posse do presidente Santos”.

No comunicado, Uribe diz ainda que o presidente Lula deveria considerar que o governo colombiano se esforça para evitar que a suposta presença de guerrilheiros na região provoque uma crise no continente. Segundo ele, a busca é sempre pelo diálogo. "A única solução que a Colômbia aceita é que não se permita a presença de terroristas das Farc e do ELN [Exército da Libertação Nacional] em território venezuelano”, diz o comunicado.

O assunto é tema de uma reunião nesta quinta em Quito. Ministros das Relações Exteriores dos 12 países que compõem a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) estarão presentes.

Irã sinaliza que pode rever o enriquecimento a 20% de urânio no país

Notícia Internacional | Fonte: Agência Brasil de Notícias ( Renata Giraldi ) :: 30/07/2010
Sob pressão da comunidade internacional, o Irã sinalizou nesta quinta (29) que analisa a hipótese de rever a decisão de enriquecimento do urânio a 20%, se forem dadas garantias de que haverá quantidade suficiente para abastecer os reatores destinados a pesquisas no país. A afirmação é do chefe da Organização de Energia Atômica do Irão (Oeai), Ali Akbar Salehi. De acordo com ele, o governo iraniano está aberto a propostas.

As informações são da rede estatal de televisão do Irã, a PressTV. “O enriquecimento é um direito que temos com base no Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares [TNP] e no determinado pela Aiea [Agência Internacional de Energia Atômica]. Mas não significa que queremos enriquecer todas as reservas a 20%, uma vez que as necessidades do reator de Teerã de combustível são limitadas”, disse Salehi.

De acordo com Salehi, o governo do Irã está aberto a propostas: “Estamos preparados para analisar as ofertas”. Em seguida, ele lembrou que o tema deverá ser objeto de uma reunião a ser marcada em setembro, depois do período religioso do Ramadã.

No último domingo (25), os ministros das Relações Exteriores do Irã, do Brasil e da Turquia conversaram sobre a retomada das negociações em torno de um acordo, em Istambul, na Turquia. A conversa ocorreu no momento em que o Irã é alvo de uma série de medidas restritivas impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, pelos Estados Unidos, pelo Canadá e pela União Europeia.

As restrições atingem diretamente as áreas comercial e militar do Irã. A iniciativa é uma punição ao governo iraniano pela suspeita de que haja produção de armas atômicas no país.

Em 17 de maio, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e o iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, além do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, fecharam um acordo para tentar encerrar o impasse sobre o programa nuclear.

Pelo acordo, o Irã envia 1,2 tonelada de urânio enriquecido a 3,5% para a Turquia. Em troca, no prazo de até um ano, receberá 120 quilos do produto enriquecido a 20%. Porém, a maior parte da comunidade internacional rejeitou o acordo optando pela adoção de sanções ao Irã, sob a alegação que o programa nuclear iraniano esconde a produção de armas atômicas.

Porém, o governo do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, nega todas as suspeitas. O presidente e assessores informam que o programa nuclear iraniano tem fins pacíficos. Há planos para o uso do produto na fabricação de medicamentos e geração de energia. Mas os Estados Unidos e parte da comunidade internacional não confiam nas informações.

Lula vai conversar com Chávez e Santos para conter crise entre Venezuela e a Colômbia

Notícia Internacional | Fonte: Agência Brasil de Notícias ( Ivan Richard ) :: 29/07/2010
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse há pouco que pretende conversar com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez e com o presidente eleito da Colômbia, Juan Manoel Santos, para tentar restabelecer a relação diplomática entre os dois países.

Lula ressaltou que o Brasil tem interesse de que a União de Países Sul-Americanos (Unasul) construa um “ambiente de paz” para uma solução diplomática para o impasse. “Pretendo conversar muito com o Chávez, muito com o Santos, porque eu acho que é um tempo de paz e não de guerra”, disse Lula após encontro com o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, no Palácio do Itamaraty.

“Temos interesse da Unasul construir a paz. Temos que restabelecer a normalidade nas relações entre Venezuela e Colômbia porque são dois países importantes para nós na América do Sul”.

Lula disse ainda que aproveitará a visita que fará à Venezuela, no próximo dia 6, e à Colômbia, no dia 7, para dialogar com Chávez e Santos. “Ainda não vi conflito. O que ouvimos mais aqui na América Latina é conflito verbal. Temos que ter, primeiro, paciência, de que o presidente Santos tome posse. Estarei na Venezuela no dia 6 para reunião bilateral com o Chávez, à noite pretendo ir para a Colômbia para o jantar de despedida do [presidente colombiano Álvaro] Uribe. Pretendo conversar com o Uribe, e no dia seguinte vou participar da posse do presidente Santos”.

Chanceler venezuelano diz a Lula que busca diálogo para solucionar crise com a Colômbia

Notícia Internacional | Fonte: Agência Brasil de Notícias ( Ivan Richard ) :: 27/07/2010
Em meio à crise diplomática entre os governos da Venezuela e da Colômbia, o chancelar venezuelano, Nicolás Maduro, esteve nesta segunda (26) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para propor um plano de paz para a América Latina como forma de solucionar o impasse. A ideia, segundo ele, é dialogar com os governos da região para tentar criar uma rede de paz a ser levada à reunião de chanceleres da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) marcada para a próxima quinta-feira (29).

“Queremos iniciar aqui no Brasil uma rede para conversar amplamente com todos para informar aos governos do continente sobre as circunstâncias desse problema dos últimos. Há a necessidade de plano de paz para consolidar a paz na região sul-americana”, disse Maduro após encontro com Lula no Centro Cultural Banco do Brasil, sede provisória do governo brasileiro.

O chanceler ressaltou que o governo venezuelano e o presidente Hugo Chávez são “um governo de paz, um governo com vocação para união latino-americana. O presidente Chávez é um combatente para união e integração, com respeito entre as partes e a paz, tratando todos como iguais”.

Maduro reconheceu que as divergências que levaram ao rompimento das relações diplomáticas entre a Venezuela e a Colômbia são complexas. Contudo disse aguardar uma solução diplomática para a questão.

“Vamos ao Paraguai, Uruguai, Chile, Peru, a Argentina e a Bolívia para completar uma rede-relâmpago de contato direto com os governos do continente para ampliar as informações e para deixar uma mensagem a todos os presidentes com uma proposta que levaremos a Quito [na reunião da Unasul]. Queremos repartí-la, ampliá-la e chegar a Quito com um processo de discussão para a paz”, afirmou o venezuelano.

O secretário-geral do Itamaraty e ministro interino das Relações Exteriores interino, Antonio Patriota, afirmou que o Brasil tem trabalhado para conquistar a confiança dos dois países e manter a diplomacia até a mudança de governo na Colômbia.

“Estamos trabalhando aqui para construir a confiança dos dois países e manter a tranquilidade até a transmissão do poder na Colômbia no dia 7 de agosto”, disse Patriota.


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