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Mourão inclui Embraer, carnes e sementes em agenda com a China

Crédito/fonte: Pedro Rafael Vilela - Agência Brasil de Notícias - Data: 24 de maio de 2019


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O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, comandou nesta quinta-feira (23), em Pequim, a quinta reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), ao lado do vice-presidente do país asiático, Wang Qishan. O grupo não se reunia desde 2015. A visita ao país é a principal tentativa de aproximação desde o início do governo Jair Bolsonaro. O presidente da República, Jair Bolsonaro, deve visitar a China no segundo semestre.

"Tanto o vice-presidente Qishan quanto eu concordamos que a Cosban tem que ser a instância solucionadora de todas as questões que envolvem Brasil e China, até para dar uma organização e método nesse nosso relacionamento", afirmou Mourão a jornalistas após a reunião. O vice-presidente disse que o governo brasileiro incluiu, entre as agendas prioritárias, um reforço para que a China autorize plantas frigoríficars brasileiras a exportarem carne para o país, a abertura do mercado local para a venda de aviões da Embraer e também uma permissão para que autoridades chineses deem aval para a exportação de sementes geneticamente modificadas, como as usadas para a produção e a venda de açúcar.

"As principais questões, que é a verificação das nossas plantas frigoríficas, a questão das aeronaves da Embraer, a questão das sementes geneticamente modificadas, elas foram apresentadas", disse Mourão. Segundo ele, a maior parte do entraves estão relacionados a problemas burocráticos entre os países que podem se resolver com boa comunicação. Cada uma das partes, segundo ele, deve atuar agora para remover os obstáculos e avançar na agenda bilateral definida a partir da reunião da Cosban.

Hamilton Mourão voltou a citar a necessidade de diversificar as exportações brasileiras com produtos de maior valor agregado e citou o exemplo da soja, exportada em larga escala para o país asiático.

"Se nós colocamos soja em estado puro, ela vem com a tarifa praticamente zero. Se eu coloco óleo de soja, ela vem com barreira tarifária. É isso que nós temos que discutir", disse.

O vice-presidente evitou comentar a guerra comercial travada entre China e Estados Unidos, com sanções aplicadas de parte a parte, mas disse que o Brasil tem que se manter "flexível" nesse cenário, para aproveitar eventuais oportunidades de negócio.

"Essa situação que nós estamos vivendo, a polarização entre China e Estados Unidos, o Brasil tem que ser pragmático e flexível. Temos que aproveitar o melhor disso aí", afirmou. Amanhã (24), Mourão será recebido, na capital chinesa, pelo presidente do país Xi Jinping.

Maior parceiro

A China é, desde 2009, o principal parceiro comercial do Brasil. A corrente de comércio bilateral alcançou, em 2018, US$ 98,9 bilhões (exportações de US$ 64,2 bilhões e importações de US$ 34,7 bilhões). O comércio bilateral caracteriza-se por expressivo superávit brasileiro, mantido há nove anos, e que, em 2018, atingiu recorde histórico de US$ 29,5 bilhões.

Além da visita do presidente Jair Bolsonaro à China, no segundo semestre, o presidente chinês Xi Jinping virá ao Brasil para participar da 11ª Cúpula do Brics, grupo de países que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que ocorrerá nos dias 13 e 14 de novembro, em Brasília.





Papa denuncia "agruras e desafios diários" dos católicos na China

Crédito/fonte: Ben Blanchard, da Reuters Cidade do Vaticano - Data: 23 de maio de 2019


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O papa Francisco homenageou nesta quarta-feira (22) os católicos chineses por manterem a fé apesar das "agruras e desafios", uma referência às restrições de Pequim à religião.

A declaração foi feita a milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para a audiência geral semanal, no momento em que o Vaticano e a China se encontram em fase de implantação de um acordo histórico para a indicação de bispos, acertado em setembro.

O acordo dividiu os católicos na China e em todo o mundo, já que alguns críticos do papa dizem que ele cedeu ao governo comunista. O crítico mais duro do pacto é o cardeal Joseph Zen, ex-arcebispo de Hong Kong.

Francisco observou que a próxima sexta-feira (24) marcará um dia santo particularmente comemorado pelos católicos no santuário de Nossa Senhora de Sheshan, perto de Xangai.

"Esta ocasião feliz me permite expressar uma proximidade e afeição especial por todos os católicos da China, que, entre agruras e desafios diários, continuam a acreditar, ter esperança e amar", disse.

O pontífice também apelou aos católicos chineses para que sempre permaneçam unidos na comunhão com a Igreja universal.

A Constituição chinesa garante a liberdade religiosa, mas desde que o presidente Xi Jinping tomou posse, há seis anos, o governo endureceu as restrições a religiões vistas como um desafio à autoridade do Partido Comunista.

O governo vem reprimindo igrejas clandestinas, tanto protestantes quanto católicas, ao mesmo tempo em que procura melhorar a relação com o Vaticano.

A China vem seguindo uma diretriz que chama de "sinicização" da religião, tentando extirpar influências estrangeiras e forçar a obediência ao Partido Comunista.

As restrições à religião no país despertaram preocupação especial nos Estados Unidos. Em março, durante visita a Hong Kong, o embaixador dos EUA para a liberdade religiosa pediu a Pequim que acabe com a perseguição religiosa.

No mesmo mês, uma autoridade chinesa acusou forças ocidentais de tentar usar o cristianismo para influencia a sociedade da China e até "subverter" o governo, alertando que os católicos do país precisam seguir um modelo chinês de religião.

O papa defendeu o acordo sobre a indicação de bispos, dizendo que ele, e não Pequim, terá a palavra final sobre quem é escolhido.





Termina primeira audiência do julgamento de Cristina Kirchner

Crédito/fonte: Marieta Cazarré - Agência Brasil de Notícias - Data: 22 de maio de 2019


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A primeira audiência do julgamento da ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner terminou na tarde desta terça-feira (21), após três horas de leitura do processo. Ela é acusada de ter executado, junto com seu falecido marido, o também ex-presidente do país Néstor Kirchner, uma "divisão de papéis definidos e estratégicos" dentro e fora da estrutura do Estado, com o objetivo de "subtrair e apoderar-se ilegitimamente e deliberadamente de fundos públicos milionários".

Ainda de acordo com o processo lido hoje no tribunal Comodoro Py, em Buenos Aires, a ex-presidente também é acusada de ter mantido o esquema "ininterruptamente", por mais de 12 anos. Cristina Kirchner acompanhou a leitura dos autos sentada na última fileira de cadeiras reservada aos réus, enquanto sorria e olhava o celular.

A audiência desta terça foi a primeira de um processo que deve durar o ano todo. Paralelamente às audiências, seguem as investigações da Justiça em outros nove processos pelos quais Cristina Kirchner é processada. Os crimes incluem, entre outros, traição à pátria e enriquecimento ilícito.

"Para subtrair verbas do Estado, os membros dessa associação, entre outros delitos, escolheram as obras públicas como meios propícios para obter o dinheiro do Tesouro Nacional, e converteram o empresário da construção Lázaro Báez, a quem enriqueceram ao longo de 12 anos, às custas dos interesses da sociedade", afirmam os autos.

Outros 15 acusados compareceram ao tribunal, entre eles o empresário Lázaro Báez, o ex-ministro do planejamento Julio De Vido, e o ex-secretário de obras públicas José López.





Empresas brasileiras fecham negócios de US$ 516 milhões na China

Crédito/fonte: Augusto Queiroz - Agência Brasil de Notícias - Data: 21 de maio de 2019


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As 53 empresas brasileiras que encararam o desafio de negociar seus produtos na SIAL China 2019 - maior feira dos setores de Agronegócio, Bebidas e Alimentos do gigante asiático e uma das maiores do mundo - voltam para casa satisfeitas. No total, foram negociados US$ 516,7 milhões no evento, cifra que pode alcançar mais de US$ 2 bilhões ao longo dos próximos 12 meses, a partir dos contatos feitos e de vendas futuras.

A presença brasileira no evento – realizado na semana passada - foi organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e pelo Consulado do Brasil em Xangai. Na oportunidade, foram realizadas 1971 reuniões de negócios, 1531 das quais com potenciais novos clientes.

Predomínio das carnes

O melhor desempenho brasileiro veio das empresas que trabalham proteínas animais, cuja presença na feira chinesa foi coordenada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) em parceria com a Apex-Brasil.

A participação brasileira contou com a presença de 16 empresas: Barra Mansa, Boi Brasil, Cooperfrigu, Estrela, Frigol, Frigotil, Frisa, Iguatemi, JBS, Minerva, Marfrig, Masterboi, Mataboi, Mercúrio, Naturafrig e Plena. “Nossa avaliação é de que a SIAL 2019 foi muito proveitosa, num momento em que o Brasil negocia a ampliação das exportações para a China por meio de novas habilitações”, ressaltou o presidente da Abiec, Antônio Camardelli.

Outro detalhe é que, diante do cenário de guerra fiscal entre China e Estados Unidos, essa edição da SIAL China teve como apelo especial a busca da garantia de abastecimento ao país.

O gerente de Agronegócios da Apex-Brasil, Igor Brandão foi questionado pela mídia local sobre a capacidade brasileira de ocupar espaços deixados pelos norte-americanos. “Nossas empresas precisam estar preparadas e competitivas para qualquer contexto. A guerra econômico-comercial é uma conjuntura de momento, que pode passar. Por isso precisamos estar atuantes e preparados para uma presença e fornecimento de longo prazo, não apenas conjuntural”, destacou.

Mercado gigante

A China é o principal parceiro comercial do Brasil há vários anos. Pelos dados do Ministério da Economia, o comércio entre os dois países, somando exportações e importações, atingiu cerca de U$ 100 bilhões no ano passado. Os principais produtos de exportação do Brasil para os chineses são soja, petróleo (não refinado) e minérios de ferro. Já o Brasil importa da China principalmente produtos manufaturados em geral.

Para se ter uma ideia da representatividade chinesa no mercado global, estima-se que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - supere 6% ao ano até 2020 e que os gastos totais dos consumidores chineses devem crescer 9,1% ao ano, em média, entre 2016 e 2020. Esse crescimento será impulsionado pelas classes de renda média-alta e alta, sobretudo os consumidores nascidos nos anos 80 e 90 (os chamado “millennials”), faixa da população mais propensa a experimentar novos produtos.

A região de Xangai, onde se realiza a SIAL China 2019, é uma das Zonas Econômicas Especiais do país e uma das mais populosas cidades, importante hub - anel de conecção - para realização de negócios. “Estar presente em Xangai significa também a possibilidade de estabelecer operação de distribuição para outras regiões da China”, reforça Brandão.

Carne brasileira elogiada

A agenda da viagem também incluiu uma visita ao porto e armazéns da Zona Franca de Zhangjiagang, localizada entre três grandes capitais de províncias chinesas, as cidade de Xangai, Hangzhou e Nanquim. A presidente de uma grande companhia de logística da cidade, Xu Lujia, elogiou a carne brasileira, a mais consumida na região, e destacou que espera cada vez mais empresas brasileiras chegando à China pelo porto de Zhangjiagang.

“A carne brasileira, de vaca, porco ou frango, já é a mais consumida por aqui e nossa infraestrutura de câmaras frias permite uma expansão exponencial das quantidades exportadas pelo Brasil à China”, destacou Lujia.

* Com informações da Apex-Brasil.





Vitória conservadora surpreende em eleições da Austrália

Crédito/fonte: Deutsche Welle (agência pública da Alemanha) - Agência Brasil de Notícias - Data: 20 de maio de 2019


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A conservadora Coalizão Liberal/Nacional, liderada pelo primeiro-ministro Scott Morrison, venceu as eleições gerais deste sábado (18) na Austrália, contrariando as pesquisas de intenção de voto. Segundo a Comissão Eleitoral Australiana, com pouco mais de dois terços dos votos contados, a coalizão tinha 73 assentos, contra 67 do Partido Trabalhista, o favorito nas enquetes.

Animados pelo otimismo que lhes davam as pesquisas das últimas semanas, em campanha ancorada na proteção do clima, e após um começo promissor das apurações, os trabalhistas liderados por Bill Shorten tiveram que abrir mão de sua esperança a partir do voto decisivo dos eleitores do estado de Queensland.

Assim, o grupo liderado por Morrison parte para um terceiro mandato de três anos. O político, de 51 anos, do Partido Liberal, de centro-direita, assumiu em agosto último, depois que a ala linha dura da legenda fez cair o mais moderado Malcolm Turnbull. Morrison parecia fadado a ter o mandato mais breve da história australiana, mas conseguiu virar a mesa com uma intensa campanha negativa e o apoio da maior organização de mídia do país, de propriedade do magnata do setor Rupert Murdoch.

Ainda não está claro se os conservadores governarão sozinhos: para isso precisam conseguir pelo menos 76 dos 151 assentos na Câmara dos Deputados, e o resultado final depende da contagem de mais de 4,7 milhões de votos postais, que ainda podem definir a distribuição dos últimos mandatos.

Cerca de 16 milhões de australianos estavam convocados a eleger os 151 deputados da Câmara, entre 1.056 candidatos, assim como 40 dos 70 senadores que servem durante um período de seis anos, entre 458 candidatos.

A Comissão Eleitoral Australiana estabeleceu 90 centros de votação no exterior, assim como outros 500 dentro do país para receber, nos dias anteriores, os votos de mais de 4 milhões de australianos que não puderam ir às urnas neste domingo.





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